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  • Por que, em questão de saúde, ainda “é melhor prevenir do que remediar”?

    Inicio o texto fazendo esta pergunta tão conhecida popularmente para que possamos refletir um pouco sobre saúde e doença na contemporaneidade. Obviamente, um breve texto não consegue dar conta da complexidade desses conceitos, todavia, podem nos apontar caminhos para o autocuidado.

    Em 1948, a Organização Mundial de Saúde estabeleceu um conceito norteador do termo saúde cujos parâmetros vão além da ausência de doenças: “é um estado completo de bem-estar físico, mental e social”. Observe a palavra “bem-estar”, que pode nos levar ao universo subjetivo, ou seja, o que seria estar bem, de fato?

    Fisicamente, estar bem pode se relacionar a ter uma alimentação saudável, um sono adequado e o corpo funcionando plenamente – sem dores ou efeitos desagradáveis.

    Nos níveis mental/emocional, estar saudável pode ser medido através de possuir bons pensamentos – que se refletem e retroalimentam os sentimentos e emoções; reconhecer e gerenciar seus pensamentos e emoções; ter resiliência e motivação; dentre outras coisas.

    No nível social, podemos verificar se nossas necessidades básicas são atendidas: moradia, saúde, educação, trabalho, renda, meio ambiente, transporte, qualidade de vida, lazer etc., além de termos relacionamentos interpessoais que nos apoiam.

    Aí complicou, não é mesmo? Se pensarmos apenas em nível nacional sobre as necessidades básicas e de direito social sabemos que muitas pessoas não possuem um “completo bem-estar”.

    E isso pode complicar mais ainda quando vamos para o campo das relações – familiares, amizades, colegas de trabalho e amorosas, que podem ser verdadeiros “campos de guerra”…

    Além disso, a saúde pública no Brasil, embora possua o SUS – Sistema Único de Saúde (que é o maior sistema público e gratuito de assistência em saúde do mundo), possui inúmeros desafios estruturais para atendimentos e tratamentos médicos.

    E a saúde privada não está muito diferente, conforme apontou uma pesquisa de 2018, que mostra que 89% das pessoas avaliam a saúde no país como péssima, ruim ou regular. E é bem provável que estes índices tenham aumentado após a pandemia…

    Portanto, muitas das vezes, se não a maioria, nós não estamos totalmente equilibrados em todos estes campos simultaneamente. Logo, ser saudável pode ser um objetivo constante, o qual dependerá de diversos fatores internos e externos à pessoa.

    Então, como resolver isso? Ora, o contexto social é mais difícil porque abrange sistemas externos a nós. Já as áreas mental, emocional e física estão ao nosso alcance, ou seja, podemos buscar nos prevenir, caso não estejamos no nível de “remediar”.

    Para isso, é preciso fazer escolhas mais conscientes. Por exemplo, se pretendemos evitar chegarmos aos tratamentos médicos convencionais, cujos remédios nos trazem diversos efeitos colaterais nem sempre agradáveis, as terapias holísticas, complementares e integrativas são uma ótima opção de prevenção, a exemplo da terapia reiki, dos florais e da aromaterapia.

    Mas compreenda que este “evitar” não significa que não devemos usufruir dos benefícios alopáticos e da medicina ocidental e suas grandes descobertas. Aliás, a integração de ambos os tratamentos seria o ideal – num “mundo ideal” onde todas as pessoas podem acessar esses bens de direito.

    Embora existam diversas técnicas terapêuticas além das mencionadas acima, o reiki tem se destacado por ser praticamente sem contraindicações. A energia (rei – cósmica + ki – individual) atua de forma sutil em todos os campos da nossa saúde: físico, emocional, mental e espiritual. Fiz um resumo sobre o assunto no e-book gratuito “Como o reiki pode me ajudar?”.

    Em minha experiência pessoal, principalmente no nível mental e emocional, o reiki foi um divisor de águas. E receber uma sessão, seja presencial ou à distância, equivale a encontrar uma parcela desse “bem-estar” através do relaxamento e alívio para dores as mais diversas.

    Experimente você também e previna-se de adoecer. Fale comigo agora mesmo!

  • Afinal, o que é essa história de ser você mesma?

    O inverno chegou e, ao mesmo tempo, a segunda edição do curso de Educação Emocional Aplicada finalizou. Ficamos por 16 semanas olhando para nós e aprendendo a nos reconhecer enquanto protagonistas das histórias de nossas vidas. E na reverberação destes encontros maravilhosos, me nasceu o desejo de escrever um pouco.

    Reconhecer a nossa história pode ser assustador, especialmente para quem nunca parou para pensar e olhar para si de forma acolhedora, como é a proposta do curso – e de meus atendimentos terapêuticos. Contudo, uma coisa é certa: a beleza encontrada no final da jornada tem um valor inestimável. Por isso mesmo, na última atividade do curso, há uma proposta desafiadora: elaborar e apresentar uma autobiografia. A apresentação não é obrigatória, mas eu sugiro fortemente que a pessoa ao menos faça essa atividade, pois poderá reviver e contar a sua história de um outro lugar, com amor e empatia!

    Olhar para a nossa história e honrar nosso passado, aceitando as partes boas e ruins, é um dos primeiros passos para assumirmos a responsabilidade de sermos nós mesmas, pois, independentemente do que possa acontecer, quando tomamos consciência de quem somos e temos a noção de que podemos fazer algo pela nossa própria vida, passamos a escolher com clareza e amorosidade a fim de atender às nossas necessidades e acolher empaticamente as nossas emoções.

    Um ponto comum de muitas pessoas, que percebi recentemente, é que foi durante a pandemia que começaram sua busca pelo autoconhecimento. E elas já podem ter experimentado diversos caminhos para tal: terapia convencional, terapias integrativas/alternativas, tarô, astrologia, trabalhar a espiritualidade com um viés mais religioso, não importa! Depois que cai o primeiro véu do reconhecimento de si, é inevitável seguir adiante.

    Porém, muitas vezes, nos sentimos perdidas em meio a tantas informações e não sabemos se estamos fazendo da “melhor” forma. É por isso que ter alguém para trilhar conosco essa jornada, sendo mediadora e nos acompanhando compassivamente, é uma das melhores oportunidades que podemos ter.

    Se você está se sentindo estagnada na tua jornada de autoconhecimento e sente que precisa colocar tua vida nos trilhos, há duas opções que te apresento: 1º) faça sua jornada do curso de Educação Emocional Aplicada individualmente; ou 2º) faça comigo como mediadora, com planejamento e acompanhamento semanal.

    Venha me contar a tua história de vida! Será um prazer enorme te ouvir e te acolher.

  • O que o futebol me ensinou sobre as emoções

    Desde criancinha assisto futebol, e desde criancinha sou palmeirense. Eu me lembro de ficar aos domingos em frente à televisão para ver o Palmeiras jogar. E essa memória até pareceria uma invenção, caso eu não tivesse vivido essa paixão na pele e na alma.

    Até aqui, normal ser apaixonada por futebol, pois moro num país e vivo sua cultura, como qualquer pessoa. Mas, com o tempo, fui levando essa história tão a sério que, como toda paixão extrema, virei uma fanática!

    Pessoas amigas que conviveram comigo nesta época, que durou bastante tempo, sabiam que não podia passar em frente à TV para não ouvir gritos, e quando o Palmeiras perdia já sabiam que eu ficava mal-humorada por um período.

    Por ser uma das poucas mulheres que assistia futebol, eu tinha um grupo com meninos palmeirenses e íamos pro bar ver os jogos, comemorar ou lamentar, quando perdíamos. Foram momentos bons e, ao mesmo tempo, tensos que vivi.

    Quando cheguei ao ponto de brigar com um colega da época até quase pular nele de tanta raiva durante um jogo, percebi que minha relação com o futebol não estava me fazendo bem.

    Mas daí foram anos até me curar desse vício e escape. Não vou entrar em detalhes mais aprofundados a nível social e psicológico sobre o papel do futebol na sociedade. Para isso, deixo duas dicas para quem quiser saber mais: o livro de Eduardo Galeano, chamado “Futebol ao sol e à sombra”, que me auxiliou a descortinar os bastidores do mundo futebolístico, e o site Observatório social do futebol, que traz dados importantes sobre futebol e sociedade.

    A verdade é que o futebol, para quem se identifica com o esporte, traz à tona nossas emoções com altos níveis de intensidade, e isso pode ser perigoso quando você não tem autorregulação emocional. Não é à toa que muitas mortes já ocorreram neste país durante jogos, principalmente clássicos como Palmeiras e Corinthians.

    Como eu vivia minhas emoções de modo mais ou menos inconsciente, precisei passar um bom tempo afastada do vício até retornar a ele. Lembro que foi em Curitiba que soube, através do meu cunhado, também palmeirense, que o Palmeiras estava na final da Libertadores, em 2021, se não me engano.

    De lá pra cá, retomei minha relação com o futebol de um outro lugar. Aliás, é importante registrar que, antes disso tudo, me casei com um corinthiano, que hoje está muito feliz por ter ganhado o campeonato paulista de 2025 em cima do seu maior rival, quebrando uma sequência de três anos de vitórias e viradas do Verdão.

    E eu me vejo madura ao reconhecer que o Corinthians mereceu, sim, ganhar. E tá tudo bem, a vida continua. Afinal, se não existisse o Corinthians, meu Palmeiras seria menos Palmeiras, pois é nesse tipo de situação que reconheço a Lei das Polaridades, onde os opostos são da mesma natureza.

    Resumindo, o futebol, assim como qualquer esporte, pode nos ajudar a reconhecer, mensurar e regular as nossas emoções, de modo a tornar essa relação saudável e prazerosa. Mas isso só pode ser feito quando trazemos o autorreconhecimento para compreender essa relação com mais clareza.

    E você, me conta, gosta de futebol? Tem alguma história pra compartilhar sobre seu time do coração e suas emoções? Eu adoraria saber.

  • A língua pode ser sua aliada no jogo das emoções*

    Estudar a língua portuguesa é obrigatório nas escolas brasileiras. Contudo, por ser a língua materna dos falantes, há um grande abismo entre a língua falada no dia a dia e a língua estudada nas salas de aulas do país. Além disso, um dos temas mais urgentes que também se relacionam com essa disciplina, embora não seja exclusividade dela, tem a ver com as emoções suscitadas nas pessoas quando vão aprender o português mais formal. E como se não bastasse, temos ainda a ansiedade e a depressão como dois dos principais problemas enfrentados pelos estudantes brasileiros no pós-pandemia.
    Em relação ao ensino de LP ― Língua Portuguesa ― nas escolas, desde antes de me tornar professora, eu já ouvia falar sobre as deficiências e os desafios da área. O último SAEB ― Sistema de Avaliação do Ensino Básico ― traz alguns dados muito interessantes para podermos dimensionar essas referidas deficiências e desafios. Um deles é sobre o INAF ― Indicador de Alfabetismo Funcional, em que destacou-se que 71% da população brasileira, entre 15 a 64 anos, é considerada funcionalmente alfabetizada, entretanto, dentro desse indicador há variações, e o nível considerado proficiente, ou mais alto, é de apenas 12%, “o que significa que são capazes de elaborar textos de diferentes tipos e de interpretar tabelas e gráficos” (SAEB, 2021), número muito aquém do esperado.

    Quanto ao nível de aprendizagem adequado em LP, ou seja, aquela aprendizagem esperada no referido ano de estudo, em todos os estados brasileiros há bastante defasagem, sendo que o estado mais próximo de 50% de adequação é o Ceará, com 48% (SAEB, 2021). Ou seja, os déficits certamente se refletem na escrita, na leitura e interpretação textual não só nas aulas de português, mas em todas as disciplinas e fora do contexto escolar.

    Ainda sobre esse índice, a porcentagem de estudantes de escolas públicas difere bastante em relação aos de escolas privadas: no 9o ano do ensino fundamental, a porcentagem de adequação de LP em escolas privadas é de 70,4% contra 35,9% das escolas públicas; e no terceiro ano do ensino médio, fica em 74,6% nas primeiras e 31% nessas últimas.

    Quanto aos dados sobre ansiedade e depressão, tivemos o agravante da pandemia de covid-19, que fez eclodir os números alarmantes entre crianças e jovens estudantes no país. Apenas no estado de São Paulo, um mapeamento feito pela Secretaria Estadual de Educação mostrou que 69% dos estudantes possuem sintomas de uma das duas doenças citadas, no ano de 2022 (publicado no G1). Além disso, há aquelas emoções relacionadas ao medo, desinteresse e vergonha para aprender em sala de aula.

    Nesse sentido, vejo que o ensino de LP possui um papel bastante opressor que se perpetua e nos desconectam dos estudantes de qualquer idade, renda, raça/cor ou localidade. Foi pensando na junção dessas problemáticas que resolvi disponibilizar o curso básico Português com Emoção de forma gratuita. É um curso autogerenciado pela pessoa interessada em reforçar seus conhecimentos e aprendizados de língua portuguesa, além de poder acessar transversalmente o tema da educação emocional, algo tão necessário – e ainda longe da realidade nas escolas brasileiras, especialmente as públicas.

    Obviamente, esse curso não tem a audaciosa pretensão de resolver os problemas emocionais das pessoas, mas sim ajudar a garantir que é possível ressignificar a sua relação com a língua portuguesa, ao mesmo tempo em que busca rememorar temas importantes da área e se reconhecer como sujeito responsável pelo seu processo formativo, pois “estudar é para a vida toda”, seja dentro ou fora da escola formal. Assim sendo, desejo a todas as pessoas dispostas a entrar nessa aventura, uma ótima jornada.

    Referências:
    GOVERNO FEDERAL. Desempenho em língua portuguesa é desafio para os próximos anos. Disponível em: https://www.gov.br/inep/pt-br/assuntos/noticias/saeb/desempenho-em-lingua-portuguesa-e-desafio-para-proximos-anos. Acesso em 24 jul. 2024.

    ANUÁRIO BRASILEIRO DA EDUCAÇÃO BÁSICA. 10a ed. Disponível em: https://www.moderna.com.br/anuario-educacao-basica/2021/index.html. Acesso em 24 jul. 2024.

    CARRANÇA, Thaís. Crise de saúde mental nas escolas: ‘Alunos estão deprimidos, ansiosos, em luto e faltam psicólogos’. BBC Neus. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2022/08/25/crise-de-saude-mental-nas-escolas-alunos-estao-deprimidos-ansiosos-em-luto-e-faltam-psicologos.ghtml. Acesso em 24 jul. 2024.

    *Texto elaborado e disponibilizado no curso Português com Emoção.

  • Quando devo procurar o reiki como tratamento terapêutico?*

    Com a popularização do método Reiki, é bem provável que você já tenha recebido esta energia cósmica canalizada (rei) em algum momento para harmonizar sua energia vital (ki). Também, desde o início da pandemia, diversos reikianos e terapeutas vêm oferecendo envios gratuitos pelas redes sociais. Inclusive, há uma técnica, que já mencionei, na qual a energia Reiki flui diariamente para quem queira recebê-la, bastando apenas repassar dois endereços energéticos ao terapeuta (veja meu vídeo sobre a Técnica da Caixinha de Reiki e, se quiser, me envie seu nome completo e data de nascimento).

    Mas, assim como ser reikiano não implica necessariamente em ser um terapeuta Reiki, receber o Reiki esporadicamente não significa que a pessoa esteja fazendo um tratamento terapêutico. Digo isso porque, inúmeras vezes, as pessoas só querem receber uma ou outra sessão e não dão continuidade ao seu processo de autocuidado.

    Fazer um tratamento holístico deve ser uma escolha consciente porque, assim como todo tratamento terapêutico, a importância da continuidade é crucial para se atingirem resultados. Se a pessoa está disposta a trabalhar sua harmonização energética de forma holística, ou seja, olhando para todas as áreas da sua vida (física, emocional, mental e espiritual), a terapia Reiki é uma ótima opção. Mesmo que já esteja fazendo um tratamento médico ou psiquiátrico, o Reiki servirá como terapia complementar e ajudará no processo de recuperação ou manutenção da saúde integral.

    Desse modo, indico que procure um terapeuta Reiki qualificado para que trabalhe de forma conjunta os seus campos físico, emocional, mental e espiritual, pois, com um acompanhamento profissional, é mais fácil de perceber os passos de autodesenvolvimento. A terapia Reiki é capaz de trazer profundas transformações para as pessoas que estejam dispostas a se conhecerem em todos os níveis.

    Isso não significa, é claro, que, ao receber apenas uma sessão, não pode haver transformações. Sempre há, porque a energia Reiki é uma energia inteligente, já que vem da Fonte Cósmica Universal. E, em uma sessão ocorre o equilíbrio dos chacras, que se reflete no trabalho das glândulas e seus respectivos hormônios, e destes para todos os órgãos do corpo, causando um bem-estar físico, emocional e mental instantâneo. Daí que o Reiki tornou-se tão popular: pelos seus efeitos imediatos no corpo e no humor.

    A diferença é quando se coloca isso numa perspectiva de querer trabalhar o autoconhecimento e desenvolver a inteligência emocional conscientemente, para além de ver o Reiki como apenas uma sessão de relaxamento. Ao fazer esta escolha consciente, a pessoa traz para si a responsabilidade em seu processo de autocuidado, e, aí sim, é possível sentir as mudanças mais profundas na prática.

    Lembrando que jamais as terapias holísticas devem substituir os tratamentos convencionais, mas podem, sim, integrar-se àqueles para a busca do desenvolvimento pessoal em todas as áreas. Se você quer saber mais sobre o Reiki, baixe gratuitamente o e-book “Como o reiki pode me ajudar?” ou fale diretamente comigo.

    *Texto publicado inicialmente no site Eu sem Fronteiras: https://www.eusemfronteiras.com.br/quando-devo-procurar-o-reiki-como-tratamento-terapeutico/

  • Seu 2025 vai ser ‘com emoção’ ou ‘sem emoção’?

    Ao iniciar este texto, no último dia do mês de janeiro, muita coisa já aconteceu na minha vida; algumas novas e outras como consequências do ano de 2024. Imagino que você, que me lê, também já tenha aí boas e más histórias para contar deste ano de 2025.

    O título provocativo que apresento aqui é para nos auxiliar a compreender a importância – cada vez mais gritante – de exercitarmos a nossa inteligência emocional. Embora os termos “inteligência emocional”, “educação emocional”, “habilidades socioemocionais” ou “competências socioemocionais” estejam em voga desde a pandemia de covid-19, nem sempre é fácil lidarmos com nossos sentimentos e emoções e aplicarmos na vida prática os aprendizados, seja no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos, principalmente com nós mesmos.

    Como gosto de trazer embasamento científico, tenho estudado bastante sobre estes temas a fim de agregar aos meus atendimentos e serviços. E, sim, a verdade é que precisamos viver “com emoção”, pois o contrário é impossível! Eis aqui a resposta da pergunta do título.

    Contudo, precisamos amadurecer esse ditado, de preferir a emoção, para a aliarmos às nossas inteligências racional/intelectual e espiritual a fim de fazermos escolhas mais assertivas em nossas vidas. E é juntando tudo isso que surge o conceito de “educação emocional”, definida abaixo:

    “Educação emocional é a possibilidade de adquirir conhecimento, por palavras e ações, que, ao reconhecer o poder das emoções no que concerne à capacidade de nos revelar a nós mesmos, faz com que sejamos pessoas melhores, vivendo uma vida mais plena e consciente” (CASASSUS, 2009 apud ARANTES, 2019 – grifos meus).

    Particularmente, gosto da última parte dessa citação que pontua a finalidade da educação emocional em nossas vidas: fazer com que sejamos pessoas melhores, e isso se conecta ao objetivo maior de estarmos neste planeta: evoluirmos em todos os sentidos. Concorda?

    Ocorre, porém, que as emoções acabam nos dominando de tal forma tão destrutiva que hoje vemos uma sociedade doente em todos os níveis: físico, emocional, mental e espiritual. Passamos séculos focando apenas na razão e ignoramos a potência das outras dimensões, pois a verdade é que somos seres multidimensionais – e isso não é apenas um papo místico, pois a própria ONU já reconhece este termo em se tratando de saúde.

    Portanto, uma das chaves para termos uma vida mais plena é olharmos para nossas emoções, aprender a nomeá-las e gerenciá-las de forma mais produtiva e consciente, pois as emoções existem e nos guiam há séculos. Do contrário, continuaremos mais um ano colocando a culpa de nossas mazelas sempre fora (não é que também não esteja, ok?), mas o trabalho interno deve ser feito urgentemente, se quisermos encontrar paz interior e, especialmente, fazermos as pazes com as nossas benditas emoções.

    E aí, seu 2025 vai ser com emoção? Se a sua resposta é sim, conheça o meu Programa Intensivo de Educação Emocional através da aula magna gratuita e/ou, se preferir, fale comigo para uma consultoria de educação emocional com R$ 100,00 de desconto na primeira sessão.

  • Língua-manifesto

    A língua portuguesa abrasileirada é vida abundante que se multiplicou por este país continental.

    E, como vida precisa de espaço, faz-se crias em cada canto. É oxente misturado com bah, uai que desencanta num vish pra todo mundo se manifestar com emoção!

    A língua não cabe nos dicionários, tampouco os estudiosos conseguem depreendê-la.

    Ela é plural, protagonista de vidas invisíveis que insistem em sobreviver, mesmo sem saber falar a língua do patrão. É a voz que grita em nossos pensamentos buscando compreensão e sentido de viver.

    Deixem a língua em paz! Ela quer simplesmente ser vida, ser vista e servir para manifestar palavras de ordem na ordem do dia do sistema insensível que a impôs neste mundo-periferia da galáxia.

    Que a língua saia debaixo das saias longas e seculares das senhoras normas cultas e dos políticos engravatados ditadores de leis para correr livre pela boca do povo, na boca desdentada ou dengosa de todo ser que diz sim pro Amor.

    Que a língua do Amor se manifeste livremente transferindo pensamentos possíveis para palavras prováveis de pureza e prazer num simples bom dia ao ver o outro.

    Que a língua se torne o seu sucesso constante, simplesmente por ser uma parte da sua identidade múltipla.

    Que a língua seja dobrada toda vez que dela ousar sair um ai de violação das leis cósmicas de Amor ao próximo.

    Deixem a língua se tornar nossa para que se possa usar palavras encantadas para cantar a canção da liberdade plurilinguística.

    Pessoas queridas, entreguem suas línguas ao bel prazer das pequenezas cotidianas para emergirem cada vez mais Manoéis de Barros, DKGs, Drummonds de Andrades, Anas Cristinas Césares, Elisas Lucindas e Tonons, Adélias Prados, Déboras Gonçalves, Cristianes Estevãos, Hildas Hilsts, Nicolas Gonzagas, Conceições Evaristos, Renans Inquéritos, Negros Rudhys, Sérgios Vaz e mais um tanto de gente que não cabe aqui ou sequer conheço, mais sei que são ótimas lapidadoras de palavras-língua em formatos poéticos e poêmicos para registrar a voz da língua-Amor.

    Que a língua musa do museu da língua portuguesa tome as ruas, as casas, escolas, empresas, universidades e onde mais houver alguém querendo se expressar na eterna amorosidade de ser.

    Viva a língua portuguesa abrasileirada, a sua, a minha e a nossa!

    Conheça meu curso gratuito Português com Emoção.

  • Por que escrever é tão difícil?

    Se você concorda com o título desta postagem, pode ter certeza de que não está sozinha/o. Faça o teste: na sua família, grupo de amigos ou no trabalho pergunte para, no mínimo, dez pessoas: “quem gosta de escrever?”. Tenho certeza que os resultados serão abaixo de 40%, e estou sendo otimista, hein!

    Acontece que, seja na vida acadêmica ou profissional, a escrita é parte primordial de todas as relações e processos. Logo, você irá precisar lidar com o assunto antes que isso se torne o seu maior pesadelo.

    Eu não sei se você veio de uma educação escolar traumatizante, principalmente das aulas de português, onde acreditou que “não sabe falar o português corretamente” ou “o português é difícil” e isso acabou se perpetuando em todas as áreas da sua vida, afinal, “todo mundo diz isso”. E, então, você vê aquelas pessoas que “sabem falar ou escrever bem”, e muitas delas se consideram “superiores” e são até “metidas”, o que te traz ainda mais antipatia pela escrita da língua, não?

    Mas eu gostaria de te dizer que escrever não precisa ser um bicho de sete cabeças, não! É claro que vai exigir um pouco de trabalho da sua parte. Só que o mais importante é você ter a clareza do que pretende dizer e porque, para quem irá dizer, como e quando vai dizer e quais recursos linguísticos e extralinguísticos vai precisar para transmitir sua mensagem. Então, antes de começar seu texto, responde essas questões. Se fizer, me conta como foi a experiência.

    Para quem está na fase da escrita de TCC, dissertação ou tese, fiz um compilado de dicas de escrita e outras relacionadas ao processo de pesquisa acadêmica. Sim, no e-book “Manual básico de escrita formal para textão acadêmico e outras dicas salva-vidas”, embora o título seja mais longo que as tranças da Rapunzel, o conteúdo é enxuto e objetivo. Você não vai precisar ficar decorando regras gramaticais; são dicas básicas para te ajudar a escrever e ainda fiz um checklist para revisar o seu próprio texto.

    Já se você está na vida profissional e/ou acadêmica, seja ensino médio, técnico ou superior, e precisa desenvolver mais seus dotes de escrita formal, existe a opção de consultoria de escrita com análise e correção textual. Ou, ainda, aproveite que a promoção de verão está com até 50% de desconto nas mentorias educacionais!

    A verdade é que você não precisa sofrer sozinha/o o seu processo de escrita. Conte com uma profissional que já passou por diversas experiências e tem a formação especializada para te ajudar, além de estar disposta a ouvir suas emoções e sentimentos sobre o ato de escrever! Conte comigo!

  • Como (e porque) mudei minha alimentação em um ano?

    Às vésperas do meu aniversário, resolvi materializar através das palavras uma das mudanças mais radicais que realizei nesta vida. E olha que por essa nem eu esperava! Em cerca de um ano, fui do ovolactovegetarianismo para uma filosofia vegana e antiespecista, que vai muito além da alimentação.

    Pra começar essa história, gostaria de dizer que já fui muito preconceituosa com pessoas vegetarianas e veganas. Por quê? Ora, porque sou uma mulher da minha época e do meu tempo, e assim sendo, atualmente tudo o que se faz é comer carne e consumir derivados de origem animal, não é mesmo? O mundo tornou-se onívoro (ou carnívoro) já tem até alguns séculos, e hoje em dia é muito mais prático pensar no alimento com os ingredientes de origem animal, ir ao mercado comprar um frango ou bife e garantir o almoço do dia.

    Na minha infância, houve um período em que “carne” era artigo de luxo em nossa casa. Com o tempo, creio que construí uma ideia – que também paira subliminarmente na sociedade – de que carne é sinônimo de fartura (vide a história da “picanha” nas últimas eleições). Aqui, todavia, há um parêntesis importante a ser feito: num país que figura no Mapa da Fome, infelizmente, a declaração anterior pode, sim, ser verdadeira. Sei que ainda é uma questão de privilégio pensar na alimentação num país com níveis altíssimos de insegurança alimentar. E compreendo e concordo plenamente com o conceito de nutricídio e seus estudos atuais.

    Mas voltando à minha história, quando comecei a estudar na UFSC conheci inúmeras pessoas vegetarianes e veganes. Até morei com colegas vegetarianas e comecei a desconstruir aquele pré-conceito que tinha. Inclusive, nos últimos quatro ou cinco anos o meu irmão aderiu à dieta. Todavia, da graduação até o doutorado eu vivia praticamente de bolsa, logo, era moldada pelo RU – Restaurante Universitário. E como eu não tinha a mínima consciência sobre minha alimentação, jamais imaginava seguir por esse caminho.

    Eis que em 2019, na minha primeira iniciação do reiki resolvi me propor um desafio: ficar os 21 dias de autolimpeza – característica obrigatória dessa terapia – sem ingerir carne (não obrigatório no processo). Foi muito desafiador mesmo! Mas sobrevivi, ampliei meu olhar sobre os temas e comecei a compreender esse universo alimentício que, pra mim, na minha ignorância daquele momento, era totalmente “sem noção”. Claro que naquele período consumia produtos derivados de animais, como ovos e queijos – que sempre fui apaixonada e não sabia o porquê, até descobrir que esse último contém um componente viciante.

    A partir de então, eu já estava pensando em reduzir o consumo de carnes, e creio ter sido em 2020 quando fiz minha primeira exclusão: o coração de galinha, tão comum nos churrascos da vida! Eu era simplesmente “louca” por essa iguaria, porém, um dia, na pandemia, estávamos eu e Alexandre (meu esposo) comendo e senti um deslocamento no tempo-espaço ao ver tantos corações no prato. Creio ter sido levada a um momento ritualístico macabro naquele instante – e isso não é ficção. Decidi, então, parar de comer. Detalhe: naquela altura, jamais imaginava que me tornaria vegetariana!

    Atualmente, devemos agradecer ao universo da internet por tantas maravilhas, dentre elas, encontrar pessoas dispostas a compartilhar conhecimento e informação de qualidade! Era meados de setembro do ano passado, quando resolvi participar de um desafio vegano da ONG Vegan Outreach: por 10 semanas, recebi material informativo e firmei o compromisso de ir reduzindo a carne no meu dia a dia. Em outubro, perto do meu aniversário, já havia reduzido cerca de 90% das carnes, mas ainda consumia outros derivados de origem animal.

    Acontece que como sou uma pessoa que ama estudar, fui estudar um pouco mais sobre as diferentes dietas alimentares. E o que aprendi não foi pouco! Aliás, mudou a minha vida, como estou contando agora. Compreendi o que era a dieta do ovolactovegetarianismo e cheguei ao veganismo que, como mencionei, não é apenas uma dieta alimentar, mas sim uma filosofia de vida. Contudo, há outros fatores importantes nesta jornada: 1) meu processo de autoconhecimento e espiritualidade; e 2) apoio e parceria do Alexandre.

    Costumo dizer que a coerência não deve ser priorizada apenas nos estudos da linguagem, quando traz sentido e harmonia ao todo daquilo que se fala ou se escreve, mas conforme nos dizia Paulo Freire, “É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que num dado momento a tua fala seja a tua prática”. Assim, venho aprendendo pelo fator 1 que o Amor é a base de tudo; e o Amor inclui, não mata, não devora, não explora.

    É claro que o caminho do veganismo é árduo, pois é uma mudança gigantesca de paradigma. É óbvio também que não é fácil, mas dentre as inúmeras causas cientificamente comprovadas (causa ambiental, causa animal, saúde física) para pararmos de consumir ou reduzirmos produtos de origem animal, o que permeia essas relações é uma ética baseada neste Amor. Preciso dizer também que os aprendizados com os mentores da Casa do Consolador e o trabalho do Rancho dos Gnomos foram e são cruciais para essa transformação em minha vida.

    Além disso, eu devo ter muitos créditos cármicos, pois o Alexandre (fator 2) também aderiu ao veganismo. Inclusive, ele foi a pessoa que me impulsionou nessa virada de chave. E hoje, nós dois estamos, desde março, aprendendo juntos tantas coisas: desde receitas culinárias até aquela pesquisa para saber se a empresa do creme dental faz teste em animais.

    Confesso que tem sido uma jornada prazerosa, apesar de praticarmos o veganismo sempre na medida das nossas possibilidades. E ainda, desconstruindo a ideia de que veganismo é apenas para quem tem dinheiro. Sobre esse tema, indico o trabalho fantástico dos irmãos Leonardo e Eduardo do Vegano Periférico.

    Devo frisar, também, que este movimento é plural, ou seja, a depender do lugar de fala pode haver, como em tudo na vida, certas contradições. Mas, dentre os inúmeros aprendizados que essa mudança alimentar e visão de mundo me trouxe, o principal deles é que somos seres de hábitos, e hábitos podem ser incluídos ou excluídos, a depender da nossa vontade. E vontade, para mim, tem que envolver algo que tenha um sentido maior. No meu caso, a ética do bem através do amor inclusivo e a busca pela coerência entre teoria e prática, pois já que sempre fui contra todas as formas de opressão, como manter a ideologia do especismo antropocêntrico acima de tudo?

    Pra finalizar, te convido a refletir e, quem sabe, optar por reduzir o consumo de carne aderindo à campanha “Segunda sem carne“. O que te custa é muito pouco, se comparado aos benefícios para a tua saúde, a saúde do planeta e a vida dos animais. Experimente e me conta! Caso tenha se interessado pelo tema, também posso indicar documentários e materiais de pesquisa. Gratidão por me ler!

  • Uma árvore falou comigo hoje

    Somos tão acostumados a viver no mundo racional, moldados por séculos de intelectualismo mental que esquecemos do nosso ser natureza; nos iludimos na separação e sufocamos o coração que, embora agonizante, ainda vibra na esperança.
    Essa árvore que falou comigo, nem sei o seu nome, pois minha ignorância botânica me deixa envergonhada, só que ela não se importa com isso, o que ela quer é me dizer algo, e. pra isso, eu preciso ouvir com o sossego da espera, como ela traz ali onde se encontra há anos.
    Ela me diz para que olhe e veja os seus galhos secos, ainda em maioria, em meio a flores amarelas sorridentes. Diz que a vida acontece nesse espaço entre o inverno morrendo para a primavera nascer. E que há um período em que tudo se confunde, e tá tudo bem, já que é da nossa natureza sermos misturas entre as polaridades e suas nuances.
    Ela disse que isso tudo não é nenhuma novidade, mas como estamos ligados no modo automático, esquecemos dos aprendizados essenciais. E quando os reencontramos parece que estamos partilhando um segredo que, na verdade, tá falando o tempo todo com a gente. Contudo, para ouvir, quem para?

    Ela disse que é até muito divertido ver o quanto vibramos ao reaprender os mistérios esquecidos, que essa nossa inocência é admirada por todos os reinos e em todos os lugares.

    Ela me diz, ainda, que as flores estão mostrando a beleza do que virá, e os galhos secos estão ali para lembrar que é preciso ter uma estrutura, pois, mesmo que não seja bela, está ancorando o doce amarelo que florirá lentamente. Diz que o inverno foi tão necessário quanto a primavera será, assim, deve ser honrado.

    Ela quer me dizer muito mais coisas, mas estou um pouco agitada, já que a caminhada matinal precisa ser finalizada.
    Agradeço os seus conselhos e sigo adiante com o sol escaldante. E como sigo feliz, nem me importo com o que o povo diz sobre uma mulher que para diante de uma árvore e fica extasiada por alguns minutos de um dia útil em horário comercial.

    Eu ganhei o meu dia, e percebo que nossos irmãos indígenas é que sabem das coisas! Nosso futuro é ancestral e está embalado num amor universal que junta os reinos numa eterna ciranda de alegrias fulgurantes e simples, como uma árvore de flores amarelas a falar comigo no meio do caminho: ipê.