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  • Como controlar a ansiedade durante as provas de vestibular?

    Poderíamos dizer que essa é a pergunta-chave para todas as pessoas que se preparam durante muito tempo, às vezes até anos, para realizar dois ou três dias de maratona de provas intensas com o objetivo óbvio de passarem no curso escolhido e, desse modo, garantirem seu “futuro profissional”. 

    Estudos realizados em 2020 comprovam que “41,4% dos jovens em fase pré-vestibular desenvolvem transtorno de ansiedade generalizada – TAG , com sintomas de ansiedade, preocupação excessiva e dificuldade de concentração”, sem contar aquelas pessoas que apresentam transtornos depressivos em decorrência dos estudos (Leia mais em Guia do Estudante, 2021).

    A grande questão é a seguinte: é possível estar relaxado durante as várias horas de provas? Eu tenho uma boa notícia: sim, com a terapia reiki você pode conseguir este e outros benefícios, exceto o milagre de te fazer passar se não estudou! Além disso, você pode aprender exercícios de respiração consciente, ter uma alimentação adequada e um sono reparador, pois esses hábitos fazem parte dos cuidados que podem ajudar antes e durante o período das provas.

    Ansiedade, preocupação, impaciência, raiva, competitividade e medo são as principais emoções que permeiam o dia a dia de uma pessoa que está se preparando para vestibular ou para concursos públicos. E quando as datas dos exames estão chegando, o quadro pode generalizar. 

    Em primeiro lugar, é preciso reconhecer e assumir o que estamos sentindo, olhando para nós mesmos com inteligência emocional. Em seguida, se for o caso, podemos buscar ajuda profissional. Existem psicólogos e programas especialistas para essa fase de orientação de carreira, e alguns atendem gratuitamente. 

    O ato de estudar é um grande desafio para a maioria de nós. Durante minha formação em licenciatura, discuti inúmeras vezes com colegas as formas como as provas e escolhas seletivas para entrada nas universidades ocorrem; o que pode ser cansativo, causar muita pressão e decidir o rumo da vida de uma pessoa em poucos dias. Eu mesma fiz quatro ou cinco vestibulares para medicina na época em que não tinham cotas, e me sentia “um zero à esquerda” após cada prova que fazia e não passava. Mas o fato é que temos esta realidade e devemos usá-la a nosso favor, não é mesmo? 

    Geralmente, a pessoa em fase de escolher seu futuro profissional está entre seus 17 a 20 e poucos anos, um período em que, convenhamos, ainda estamos aprendendo a lidar com nossos hormônios e toda a estratosfera da sexualidade em nossas vidas, cujos tabus nos desnorteiam. E, em meio a esse turbilhão de sentimentos e emoções, ainda temos que decidir nossa profissão! 

    Precisamos aprender a lidar com os momentos de tensão e estresse, além de saber o que realmente ressoa com nosso coração, já que pode acontecer de a pessoa escolher um curso porque sua família assim quer, mas ela não sente amor por aquele curso. Pesquisar antes sobre a realidade acadêmica e profissional das diversas áreas podem ajudar numa escolha consciente. 

    Uma dica, também, é conversar consigo: escolher um lugar tranquilo em que possa estar sozinho, fechar os olhos, respirar fundo e se imaginar vivendo naquela profissão: isso te deixa feliz ou triste? Qual é a sensação que seu corpo desperta quando está trabalhando? Tem um calorzinho no coração ou não? Quais benefícios, além do dinheiro, que a profissão traz a você? Você se imagina por anos e anos naquela rotina? E ainda, você se imagina estudando, no mínimo, quatro anos para se formar naquela área?

    Se você, que me lê agora, é uma pessoa que irá prestar vestibular para determinado curso e não tem certeza se é isso que quer pra sua vida toda, não se sinta só. Existem várias pessoas no mesmo barco contigo! E digo mais, faça a prova para o curso escolhido agora e se não gostar, você pode, sim, mudar de ideia! Vestibular não é um fim em si mesmo. Há muita vida e muitas opções para além dele.

    Estudar é como um trabalho. Você precisa ter disciplina, foco e atenção para chegar a um objetivo, e esse deve ser claro para que não desista no meio do caminho. Mas durante o processo, a gangorra das emoções não vai te abandonar. Você vai ter dias bons, e outros nem tanto. Quem sabe você acorde num dia a mil, pensando que sua vida será toda maravilhosa naquele curso X; e, de repente, no outro dia você se pergunta: “o que é que eu tô fazendo da minha vida?”. Faz parte do processo.

    Por isso, também é importante trabalhar a sua inteligência emocional. Eu sei que agora você deve estar me achando totalmente sem noção ao dizer que precisa se conhecer melhor, aprender a relaxar e, principalmente, a respirar de forma consciente, mas tudo isso já foi cientificamente comprovado que traz melhoras para todas as áreas da nossa vida. E pode fazer toda a diferença na hora da prova também, viu?!

    Então, chega o dia D: as provas do vestibular. Aqui temos, geralmente, dois cenários possíveis: 

    1º) Você estudou, se preparou, mas não consegue dormir porque está se sentindo ansioso. Durante a prova, sua concentração se dispersa porque a insegurança e a competitividade do processo seletivo fazem com que se sinta assim. Estes detalhes podem influenciar na qualidade de sua prova. 

    2º) Você não estudou e vai fazer a prova, já que pagou, e talvez muitas pessoas ao seu redor estejam te pressionando para saber o resultado. Pode ser que você faça de conta que está tudo certo, que vai arrasar na prova mesmo sem estudar o suficiente. Mas ao sair de lá – quando estiver só consigo mesmo – vai se culpar porque não fez o que deveria. Já passei por ambas as experiências, e nenhuma delas é agradável.

    Uma terceira via é que, com planejamento, dedicação e confiança você se sente mais preparado para aquele momento porque sabe que estudar é um processo, e seu desempenho durante as provas não são uma verdade imutável a respeito da sua inteligência ou competência. Pode ser que você saiba muito dos conteúdos, mas por questões como a ansiedade tenha sua qualidade de concentração reduzida. E pode ser, também, que você precise aprender a se dedicar mais e encarar os estudos com mais responsabilidade.

    Mas se o seu caso é querer ajuda para o momento da prova, a terapia reiki tem surtido bons efeitos em pessoas que a recebem durante o horário das provas em si. Isso porque a energia primordial cósmica canalizada através dos símbolos sintoniza com a energia vital da pessoa, trazendo um relaxamento e bem-estar imediatos, além da concentração e foco. Ao energizar os sete chacras principais, as glândulas a eles relacionadas ativam os hormônios necessários, transmitindo à pessoa uma sensação de tranquilidade e leveza, mesmo em momentos de tensão, como é durante uma prova. Quer saber mais sobre como o reiki pode te ajudar neste e em outros momentos? Baixe aqui o e-book grátis sobre o assunto.

    É claro que você precisa estar preparado para aquele momento, conforme dissemos ao longo do texto. Também,  já é comprovado que não adianta nada querer estudar tudo em cima da hora, mas é uma escolha sua. Caso queira experimentar os benefícios de receber reiki durante suas provas do vestibular, entre em contato comigo e aproveite o desconto  para os vestibulandos da UFSC nesta semana.

    Carla Mello – Consultora de escrita, Professora e Terapeuta Holística.

  • Você sabia que hoje é o Dia do Carteiro?

     

    “Tava com um cara que carimba postais

    E por descuido abriu uma carta que voltou

    Tomou um susto que lhe abriu a boca

    Esse recado veio pra mim, não pro senhor”

    (Marisa Monte, Nando Reis, Carlinhos Brown)

    Quem aí conhece esta música da epígrafe, eternizada pela voz da maravilhosa Cássia Eller? Eu descobri este ano que todo dia 25 de janeiro é comemorado o Dia do Carteiro, pois em 1663 foi criado o Correio-mor no Brasil. Também soube que esses profissionais entregam mais de um milhão de encomendas diariamente no país (TV Brasil, 2021), entre correspondências pessoais/particulares e comerciais.

    O papel dos Correios, e consequentemente dos seus profissionais, é de suma importância para nós, e isso ficou mais uma vez demonstrado durante a pandemia, pois no período em que estávamos totalmente isolados, muitas vezes era a espera de uma encomenda  (ou de comida) que nossas horas de esperança se sintonizavam, não é mesmo?

    Meu irmão trabalhou como carteiro temporário e me contava histórias sobre as relações que as pessoas mantinham com estes profissionais. E sempre que há relações, há muitas emoções envolvidas! Lembro particularmente da história de uma criança que ele dizia que ficava sempre esperando o carteiro passar, e lhe perguntava se tinha uma carta pra ela. Não sei exatamente como ele soube, mas a menina aguardava a carta do pai, que estava privado de liberdade cumprindo pena em algum lugar.

    Muitas pessoas, atualmente, ainda não receberam uma correspondência pessoal via Correios, apenas encomendas de compras via internet ou mesmo as nem sempre bem-vindas cobranças comerciais. Contudo, este outro lado das relações de comunicação via escrita tem, sim, o seu valor. 

    Das gerações passadas, quem nunca esperou o carteiro por dias para receber notícias de um familiar que mora longe, pois telefone era artigo de luxo. E quem aí já teve um namoro via cartas? O que é isso, se comparado aos atuais aplicativos de encontro? E os cartões-postais, os principais souvenires dos viajantes, que transmitiam a certeza de que você foi especialmente lembrado por alguém? São relações afetivas de espaço-tempo de uma época em que a vida passava mais devagar diante de nossos olhos, ao que parece.

    Eu mesma tive algumas experiências marcantes com a comunicação via Correios, e esperava o carteiro passar porque estava sempre à espera de alguma correspondência, fosse particular ou mesmo de estudos, pois lembro que escrevi ofícios (correspondências formais) a alguns reitores de universidades contando um pouco sobre minha trajetória de estudante em escola pública e o quanto, na época, eu desejava fazer vestibular para medicina. Tive respostas da UFSC, da UEL e da UFPR. Logo em seguida, em abril de 2004, me mudei para Florianópolis e fiz o cursinho pré-vestibular comunitário e gratuito da Federal de Santa Catarina.

    Hoje eu escrevo estas linhas para agradecer a todos os profissionais carteiros e carteiras deste Brasilzão, pois são eles que chegam em muitos lugares os quais não fazemos a mínima ideia que existam! É através deles que muitas notícias felizes se espalham, e é por essas pessoas que podemos receber ou enviar afeto em formatos diversos. 

    E se você quiser propagar a onda de emoções positivas através dos Correios, conheça o meu Projeto Poético Poste um cartão-postal e envie amor às pessoas com as quais se importa, pois o que é importante deve ser vivido. 

    Carla Mello

  • Abriram-se os portais

    Estou tateando um universo inteirinho dentro de mim! Não sabia que era possível fazer tantas viagens sem mesmo sair de casa. Casa, substantivo de nome próprio designando um lugar onde se mora. 

    Mas onde realmente é minha casa? Sou consciência infinita, não me caibo em mim durante muitas vezes ao longo dos dias! 

    Descobri que posso amar o meu corpo, sabendo que o escolhi como morada, ou melhor, como um lar todinho meu nesta vida. Descobri que é, sim, possível se amar! 

    Amar cada célula, cada molécula e cada órgão que habita em mim. Olho para dentro e me vejo nua, despida de meus invólucros e certezas absolutas; descubro, enfim, que elas absolutamente não me fazem falta, pois sou inteira, plena e complexa. 

    Às vezes, também sinto que sou uma completa maluca, mas ok! Isso faz parte do processo, e eu quero mais é sentir a expansão. 

    Estou em paz! Amor, alegria e compaixão – a tríade da cocriação consciente em mim, saúda a sua divindade.

    Carla Mello

    Texto inédito escrito em abril/2021.

  • Terapia holística funciona mesmo?

    Esta foi uma das perguntas que mais me fiz durante muitos anos desde 2012, quando comecei a fazer tratamentos terapêuticos ditos “alternativos” e complementares. Como sempre digo, as portas se abriram pra mim pelo reiki, mas além deste método muitas outras práticas foram experienciadas e contribuíram para me tornar a pessoa que sou hoje, ou seja, uma terapeuta holística em busca da expansão de consciência.

    Eu era uma pessoa muito cética em relação a qualquer coisa que não fosse “oficial, convencional e cientificamente comprovada”. Porém, um lado meu sempre optou por dar crédito a pensamentos diferentes dos meus. Quem sabe isso tenha a ver com minha tolerância libriana, sempre vendo os dois lados da situação, a justa balança. O bom é que essa flexibilidade me abriu portas e portais em todas as áreas da minha vida.

    Pois bem, voltemos ao caso das terapias holísticas. Conforme contei na minha história com o reiki, eu usufruí por anos de diversas práticas integrativas e complementares oferecidas gratuitamente no Projeto Amanhecer da UFSC. Reiki e florais de Bach foram certamente as mais utilizadas, mas também teve yoga, psicoterapia, hipnose, regressão, meditação, astrologia, arteterapia, aromaterapia, reflexologia, constelação familiar, mindfulness e outras. Foram muitas pessoas maravilhosas que já não lembro os nomes que colaboraram trazendo inúmeros benefícios para minha vida.

    Na época, tudo o que eu queria era me livrar daquelas crises infinitas de ansiedade, portanto, toda e qualquer prática que me dissessem que iria me ajudar eu experimentava, mesmo que minha mente racional duvidasse. E todas elas tiveram suas funcionalidades e resultados, algumas percebidas mais rapidamente, outras sentidas ao longo do caminho, algumas ainda reverberando até hoje. 

    Contudo, atualmente percebo o quanto eu estava numa “zona de conforto” fazendo todas essas terapias mês após mês: eu só queria que elas me trouxessem o alívio que eu precisava para aquele momento; eram elas que deveriam resolver os meus problemas. Mas bastava algum problema maior surgir e pronto, lá estavam de novo as crises de ansiedade, os problemas de respiração, a insônia etc. 

    O fato é que eu estava, ainda, evitando ao máximo olhar para dentro de mim mesma e depositando nas técnicas terapêuticas toda a responsabilidade sobre meus fardos. Por outro lado, de um modo ou de outro todas essas experiências estavam agregando em mim formas de conhecimento e aprendizados que me fizeram dar saltos quânticos no momento em que comecei a me permitir tais mudanças. 

    Mas não foi uma nem duas vezes que me questionei: “ah, mas essa terapia não tá funcionando!”; ou, “este terapeuta não é bom o bastante”. E tenho certeza de que muitas pessoas se identificam com esses pensamentos, pois falamos assim também dos médicos convencionais: “nossa! aquele médico é ruim, pois ele não me curou”.

    O que há por trás disso é a ilusão que alimentamos inconscientemente de que as respostas estarão fora de nós, de que é o outro que deve resolver os meus problemas! E não se trata aqui de isentar os profissionais de suas competências, pois há, sim, diferentes tipos e níveis de conhecimento que as pessoas disponibilizam em seus trabalhos. A grande questão é que se torna muito cômodo evitar fazer a parte que me cabe no processo, não é verdade? Estamos sempre à espera de milagres ou de fórmulas mágicas para resolverem nossos B.Os.

    Obviamente, alguns de nós irão se identificar mais com uma prática do que com outras; mais com uma pessoa terapeuta do que outra, por diversos motivos conscientes ou inconscientes. Todavia, o terapeuta ou o médico é apenas um mediador no nosso processo de cura. A cura é algo mais complexo do que simplesmente fazer um tratamento ou aplicar uma técnica. O tratamento deve, sim, ser feito à risca. As vacinas devem, sim, serem tomadas. Os remédios devem, sim, serem administrados nos devidos horários e período de tempo indicado. 

    Mas assim como não basta tratar apenas dos efeitos, as causas estão mais abaixo da superfície que podemos ou queremos ver. Também não é um caminho muito claro, pois cada pessoa é única e as experiências que eu passei não são as que você passou ou irá passar. 

    Pra mim, é nesta parte que reside a beleza da vida que o Todo nos permite viver neste planeta: cada pessoa sente, vê, ouve e vive a partir de si mesma, única e exclusivamente incorporando a sua assinatura energética em tudo que pensa, sente ou faz. 

    E, se as terapias holísticas funcionam? Ora, sim, elas funcionam, e são o caminho que pavimentam a estrada de nossa conscientização da vida para além do prisma materialista ao qual estamos acostumados. Mas cabe a você, como ser único que é, querer viver isso ou outra experiência que queira. O importante é que viva e encontre o Amor.

    Se você quer saber se posso te ajudar com as terapias holísticas, me envie uma mensagem.


    Carla Mello – Terapeuta Reiki e Psicoterapeuta Holística

  • Janeiro Branco: o que eu tenho a ver com isso?

    “Precisamos resolver nossos monstros secretos, nossas feridas clandestinas, nossa insanidade oculta.” (Michel Foucault) 


    A campanha “Janeiro Branco” foi criada por psicólogos de Uberlândia, Minas Gerais, em 2014, inspirada nas campanhas nacionais como “Outubro Rosa” e “Novembro Azul”, com a finalidade de promover ações como palestras, cursos etc. e difundir uma cultura de saúde mental no país. E em meio a tantos tabus e desinformações em pleno século XXI, esse tema ainda precisa ser melhor compreendido. 
    Quando se fala em saúde mental, é muito provável que venha à memória a loucura e tantos personagens famosos, ou mesmo pessoas próximas a nós, das quais dizemos que “são loucas”, “louquinhas”, “fora da casinha” etc. Muitas pessoas possuem pré-conceitos sobre o tema e ignoram os sinais que estão tendo em relação a algum desequilíbrio no campo mental, porque saúde não se trata apenas de ausência de doença, mas sim de bem-estar e harmonia. 
    Michel Foucault nos fez um favor incrível ao trazer em seu livro a “História da Loucura” uma abordagem que aponta os discursos que se produziram a respeito do tema ao longo dos séculos. E quando se trata de discurso, há sempre alguém que fala algo sobre e a partir das suas experiências e seus próprios pontos de vista, logo, o interlocutor traz as suas visões de mundo sobre aquele tema, resultando em maior ou menor relação DE poder e COM o poder vigente, partindo do seu lugar de fala. 
    Assim sendo, por muito tempo quem tinha o poder de definir sobre sanidade ou insanidade mental era o psiquiatra ou as instituições similares. Mas sabemos que isso trouxe consequências drásticas para as vidas de muitas pessoas, como as internações compulsórias em instituições antigamente conhecidas como “manicômios”, ou as lobotomias que eram utilizadas em quadros de esquizofrenia. Mas a minha intenção aqui não é aprofundar os estudos sobre Foucault nem os estudos sobre “loucura”, pois isso inúmeras pessoas especialistas da área o fizeram, e recomendo fortemente a leitura da própria obra de Foucault para conhecer melhor o panorama geral, ou pesquisar sobre o Hospital Colônia de Barbacena, em MG, só pra se ter uma noção básica do tamanho da complexidade disso tudo. 
    Fato é que a saúde mental vai muito além do binômio loucura versus razão. Vou falar, então, a partir de um olhar holístico que venho estudando nos últimos três anos, pois como já dizia Hipócrates: “mente sã, corpo são”. E as medicinas milenares, como a ayurvédica e a chinesa, sempre estiveram tratando do todo ao invés de apenas as partes, como acontece comumente na medicina ocidental convencional. É preciso tratar as causas em si para eliminar os sintomas (doenças) de uma vez por todas. É preciso tomar consciência para se curar do que quer que seja. 
    Pelo viés holístico, nós temos sete corpos (ou, se preferir, campos), e cada um deles encontra-se ligado a um dos sete principais chacras, esses que são vórtices energéticos localizados ao longo da nossa coluna vertebral e relacionados a glândulas e órgãos específicos. Os três chacras inferiores são ligados ao corpo físico e duplo-etérico (primeiro chacra ou chacra raiz, na base da coluna); ao corpo emocional (segundo chacra ou sexual, abaixo do umbigo); e ao corpo mental (terceiro chacra ou plexo solar, perto do estômago). Os chacras não são visíveis a olho nu, mas quem possui a clarividência desenvolvida consegue enxergá-los, e até mesmo seus pontos de bloqueio. Cada um dos chacras relaciona-se com determinadas emoções, padrões de pensamento e as doenças físicas podem apontar em qual chacra há desequilíbrio. 
    A energia que mantém nossa vitalidade é conhecida como Qi ou Ki (energia vital), e uma parcela dela nos é dada pelas energias de nossos pais, quando na ocasião de nossa concepção, chamada na MTC (Medicina Tradicional Chinesa) de “Jin Qi”; e outra parte dela é adquirida constantemente através da respiração, dos alimentos e bebidas que ingerimos, de um sono reparador, e principalmente de nossos pensamentos e emoções. 
    Tudo o que há é permeado por um campo eletromagnético que emana e atrai energias. Nossos pensamentos e emoções também possuem energia e criam formas invisíveis que se refletem em nossa qualidade de vida, por isso a máxima “semelhante atrai semelhante” foi propagada por Samuel Hahnnemann, criador da homeopatia, mas antes dele as próprias ciências da física e química comprovam isso através de experimentos variados. Saúde e doença, a exemplo da loucura, possuem diferentes olhares e discursos a depender do contexto, da cultura e do período histórico ao qual observamos. Por exemplo, atualmente estamos vivenciando uma pandemia, porém, se a maioria de nós que não teve Covid-19 não significa que não tenhamos tido outras doenças colaterais advindas deste quadro social ou mesmo de outros contextos anteriores. Desse modo, em maior ou menor grau podemos estar saudáveis ou não: perceba como está seu corpo físico, sua alimentação e seu sono? E o seu emocional? E o seu mental? E, ainda, você cuida do espiritual? Você pode dizer que está cem por cento saudável? 
    É importante, também, entender que se estamos com um problema no campo físico é preciso tratarmos o físico; se for emocional, devemos cuidar do lado emocional; e se for mental, devemos nos ater ao campo mental. Obviamente que todos estão interligados e as mudanças que acontecem em um afeta todos os outros, ainda mais em tratamentos holísticos. É por isso que é importante termos um acompanhamento holístico a respeito de nossas dores e doenças, agindo em conjunto com a medicina convencional. 
    Para prevenir doenças, sejam elas físicas, mentais, espirituais ou emocionais devemos cuidar, em primeiro lugar, da nossa energia vital (ki) e seus desdobramentos. Ou seja, autocuidado e autoconhecimento me permitirão saber que tipos de alimentos meu corpo e minha mente precisam, quanto tempo preciso dormir, quais emoções me “tiram” energia, quais pensamentos atrapalham meu sono etc. Além disso, o reiki pode ajudar de maneira eficaz e beneficiar todas as áreas da nossa vida. Saiba mais no meu e-book sobre o tema. 
    Agora, se já estou doente, devo procurar um clínico geral ou psiquiatra, ou psicólogo, e conjuntamente posso optar por fazer um tratamento complementar, integrativo e natural com as terapias holísticas. Mas, nesta dimensão, este último não deverá substituir o primeiro, e sim andar junto daquele; ou ser preventivo para não se chegar àquele, já que pode auxiliar no autoconhecimento e harmonizar seu campo energético alinhando os chacras, a exemplo do já referido reiki, da radiestesia, da cromoterapia etc. 
    A ansiedade e a depressão, dois grandes males deste século, mostram a interconexão dos campos mental e emocional da pessoa, o que exige um tratamento profundo, sério e cuidadoso. Não é “fraqueza” reconhecer que precisa de ajuda. Se você precisa ir ao médico, seja um clínico geral, psicólogo ou psiquiatra, não deixe para amanhã! Faça algo por você mesmo agora. Saúde mental não é mimimi. Peça ajuda, pois você é um ser único no Universo e precisa saber disso! Sua passagem na Terra não é por acaso. 
    Vamos juntos difundir uma cultura de saúde mental e emocional para, assim, construirmos uma sociedade realmente saudável, alegre, fraterna e empática. Que não apenas em janeiro, mas em todos os meses possamos nos colocar na lista de prioridades para o autocuidado. Também, existem diversas opções de atividades que não são terapias, mas são terapêuticas, como ouvir uma música agradável, estar perto da natureza, ter crianças ou animais por perto, meditar, entre outras. Você sabe quais são as suas favoritas? Descubra e aproveite. E não esqueça de respirar! 
    Se você quer saber se posso te ajudar, me envie uma mensagem. 

    Carla Mello – Terapeuta Reiki e Psicoterapeuta Holística
  • Vamos acabá-la

    Lá no Sul do Brasil sofrer é um período de latência.

    Mas isso também se aplica à Coreia do Norte, ao Leste Europeu, ao Oeste da África e ao Sudeste Asiático.

    Parir um poema em plena madrugada está para o absurdo assim como a espera da vacina se aplica à bolsa de valores; exceto que o primeiro ato não passa de insônia isolada dentro da pandemia.

    A geografia acidentada das ondas eletromagnéticas ressoa no pulso que ainda pulsa propulsoramente em vã nostalgia sideral.

    Farpas e retalhos também compõem o Todo. Mesmo que você não queira, as polaridades garantem sua sanidade mental e o pêndulo do Universo está passando há séculos na vibração de correspondência que se queira ritmar sustentando, ao menos, que você saiba aquilo que não quer ser!

    Não pense que pensar é um fato passageiro e descontraído que de nada serve. Ao menos pra mim, essa brincadeira já ganhou outra dimensão revestida de trajetória planificada em desejo ardente!

    Assinado: Notas de gênero híbrido misturadas ao bel prazer da causa e efeito, ano de 2020, um risco arriscado de vida. Fica (em casa)! Vai ter bolo.

    Carla Mello

    Texto inédito escrito na pandemia, em 2020.

  • Minha história com o reiki

    Olá, eu sou a Carla Mello, terapeuta reiki nível 3-A e mestra em terapia karuna pelo Instituto Brasileiro de Pesquisas e Difusão do Reiki. Eu quero te contar um pouco sobre minha história, como conheci o reiki e como essa terapia transformou a minha vida!

    Eu sempre fui uma pessoa de minha época, do meu tempo. Isso significa dizer que sempre fui extremamente RACIONAL e CÉTICA em relação a qualquer coisa que não pudesse ser explicada pela ciência! Tinha mil objeções e preconceitos sobre o que quer que estivesse fora da esfera científica. Contudo, essa própria esfera científica tinha de ser materialista, é claro.

    Tudo bem que na infância e adolescência tive uma breve experiência legal com duas religiões cristãs, a católica e a evangélica, mas depois disso, por muito tempo, neguei a necessidade de qualquer tipo de crença ou mesmo a existência da espiritualidade. Sempre militei pela vida terrena finita, ou seja, se morre o corpo e a mente, não há mais nada!

    Depois que entrei na universidade, obviamente, o meu nível de racionalidade aumentou ainda mais! Segui carreira acadêmica e, por cerca de 12 anos entre graduação e pós, basicamente atuei como pesquisadora, algo que infelizmente não é muito valorizado em nossa sociedade. Formei-me bacharela e professora de Letras Português pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), além de mestra e doutora em Literatura pela mesma universidade.

    Mas no meio desse caminho, na reta final da graduação, em 2011, cheguei num ponto que ACHEI QUE IRIA MORRER! Fiquei cerca de 4 horas na emergência do Hospital Universitário da UFSC crendo que estava tendo um ataque cardíaco: não conseguia respirar, falar, pensar nem nada! Era o fim da linha pra mim, pensei eu.

    Na minha família sempre soube que há histórico de problemas cardíacos, então, pronto! Achei que iria morrer naquele dia longe da minha família, que mora no interior de SC, e que era isso: acabou-se a vida! Fim de tudo…

    Entretanto, não morri naquele dia e saí de lá com uma experiência profunda que foi a chave da mudança em minha vida desde então. E costumava dizer que não desejava nem aos meus inimigos sentirem aquilo que senti naquela tarde/noite tenebrosa! Porém, a sensação de que iria morrer me fez perceber que há algo “a mais” no meio de toda essa história materialista, científica, visível etc.

    O médico me entregou uma receita de remédio tarja preta e um encaminhamento ao psiquiatra: crise de pânico foi o diagnóstico! Embora acredite e confie na ciência, eu tinha certeza de que não queria usar remédio nem ir ao psiquiatra, pois costumava dizer que quero escolher as drogas que farei uso. Isso no sentido de saber que o termo “droga” vai muito além daquelas conhecidas como “ilícitas”, pois remédio também é um tipo de droga, não esqueçamos!

    E foi na universidade pública que tive o privilégio e a oportunidade de ter acompanhamento psicológico e terapias complementares, donde conheci o reiki. Desde que saí do HU, em dezembro de 2011, decidi que iria começar a olhar pra mim de outra forma, pois de algum modo eu sabia que ficar tomando remédios uma vida toda não iria me curar e não iria resolver, de fato, os meus problemas! Havia algo além daquilo que se apresentava no momento: percebi que eu havia me abandonado e estava acumulando dores na minha alma, para as quais evitava, ao máximo, olhar.

    Como eu disse, tive a oportunidade de ter tratamento gratuito na UFSC, onde conheci o Projeto Amanhecer, composto por terapias e terapeutas maravilhosos que se dedicam a ajudar ao próximo. E foi ali que, mesmo desconfiada das técnicas aplicadas, recebi pela primeira vez o reiki. Lembro da primeira terapeuta que me atendeu, Salete, e do quanto aquele atendimento foi crucial em minha vida! Quando eu recebia reiki conseguia dormir e me acalmava, e aquilo era o céu pra mim! Agradeço todos os dias por ter tido essa oportunidade de conhecer um novo mundo.

    Em 2019, após conhecer diversas terapias e terapeutas que me ajudaram a me cuidar, senti o desejo de me tornar reikiana e, desde então, parece que tudo passou a ter mais sentido, me senti ancorada! Quem é reikiano praticante sabe o quanto essas iniciações mexem com a gente, mas tudo o que eu queria, desde o primeiro nível, era que os 21 dias de autocura acabassem logo pra que eu pudesse compartilhar a energia reiki com todas as pessoas! E comecei a fazer isso com pessoas amigas e familiares, e foi lindo, pois sinto que me deixou ainda mais fortalecida.

    Se você me perguntar se me curei das crises de ansiedade, eu digo que sim porque passei a vê-las de outra forma, pois foram elas que me despertaram para o meu autocuidado. Ficar ansioso é algo natural do ser humano, mas daí a ter a consciência para não deixar essa ansiedade se tornar uma crise de pânico foi o que o reiki – e outras terapias holísticas – me trouxeram de melhor.

    Além disso, é importante mencionar que os tratamentos médicos convencionais são de suma importância e devem ser feitos com seriedade, mas também vejo ser muito melhor complementá-los com algum tratamento holístico porque hoje sei, por experiência própria, que o caminho da cura é, na verdade, um caminho de autoconhecimento que consiste em se olhar e assumir o controle de sua própria vida, de dentro pra fora! O próprio termo cura é bastante complexo e não deve ser banalizado.

    Nós não estamos livres de ficarmos doentes, só que temos o livre arbítrio para acolher nossas dores a fim de nos curarmos ou não. Desde sempre, o poder está em nossas mãos! Vale a pena tentar.

    Quer saber como o reiki pode te ajudar? Baixe o e-book grátis que fiz sobre o tema ou fale comigo!