Estou tateando um universo inteirinho dentro de mim! Não sabia que era possível fazer tantas viagens sem mesmo sair de casa. Casa, substantivo de nome próprio designando um lugar onde se mora.
Mas onde realmente é minha casa? Sou consciência infinita, não me caibo em mim durante muitas vezes ao longo dos dias!
Descobri que posso amar o meu corpo, sabendo que o escolhi como morada, ou melhor, como um lar todinho meu nesta vida. Descobri que é, sim, possível se amar!
Amar cada célula, cada molécula e cada órgão que habita em mim. Olho para dentro e me vejo nua, despida de meus invólucros e certezas absolutas; descubro, enfim, que elas absolutamente não me fazem falta, pois sou inteira, plena e complexa.
Às vezes, também sinto que sou uma completa maluca, mas ok! Isso faz parte do processo, e eu quero mais é sentir a expansão.
Estou em paz! Amor, alegria e compaixão – a tríade da cocriação consciente em mim, saúda a sua divindade.
Carla Mello
Texto inédito escrito em abril/2021.
Deixe um comentário