Vamos acabá-la

Lá no Sul do Brasil sofrer é um período de latência.

Mas isso também se aplica à Coreia do Norte, ao Leste Europeu, ao Oeste da África e ao Sudeste Asiático.

Parir um poema em plena madrugada está para o absurdo assim como a espera da vacina se aplica à bolsa de valores; exceto que o primeiro ato não passa de insônia isolada dentro da pandemia.

A geografia acidentada das ondas eletromagnéticas ressoa no pulso que ainda pulsa propulsoramente em vã nostalgia sideral.

Farpas e retalhos também compõem o Todo. Mesmo que você não queira, as polaridades garantem sua sanidade mental e o pêndulo do Universo está passando há séculos na vibração de correspondência que se queira ritmar sustentando, ao menos, que você saiba aquilo que não quer ser!

Não pense que pensar é um fato passageiro e descontraído que de nada serve. Ao menos pra mim, essa brincadeira já ganhou outra dimensão revestida de trajetória planificada em desejo ardente!

Assinado: Notas de gênero híbrido misturadas ao bel prazer da causa e efeito, ano de 2020, um risco arriscado de vida. Fica (em casa)! Vai ter bolo.

Carla Mello

Texto inédito escrito na pandemia, em 2020.

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