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  • Fronteiras entre o eu e o outro

    Reconhecer os limites entre o eu e o outro sempre foi um objetivo de nosso progresso enquanto sujeito individual e diverso, uma meta para desenvolver um ego saudável. Tanto é assim que, na psicologia, se não sei a diferença entre eu e o outro provavelmente posso ter algum distúrbio mental ou transtorno de personalidade.

    E todas essas divisões/limites se projetam para fora de nós com objetivos muito didáticos, é verdade. Contudo, temos a tendência a demarcar muito bem essas diferenças por querermos ser exclusivos e, assim, começamos a excluir tudo o que não se encaixa no nosso mundo sob a nossa perspectiva. Assim é com a língua, com a nacionalidade, com o estado, com o time de futebol, com a estética, com a roupa etc. etc. etc.

    A balança das polaridades é sempre usada por nós com a intenção de menosprezar e aniquilar o outro lado, a parte com a qual não me identifico. Porém, esse outro lado, conforme as leis herméticas, nada mais é do que “idêntico em natureza, mas diferente em grau”, como o quente e o frio, o dia e a noite, a luz e a escuridão e assim por diante.

    Como seres em constante aprendizado, cabe a nós analisarmos o quanto essas diferenças nos afetam de forma negativa, pois isso é trabalhar com inteligência emocional para olhar nossas percepções na prática.

    Quando sinto raiva, qual é a outra polaridade que posso ajustar em mim? Raiva é uma das emoções mais instintivas dos seres sencientes, podemos perceber até nos nossos amigos não humanos, como os cachorros.

    Aqui no Brasil, infelizmente ainda há muita divisão territorial. Logo, se a pessoa é de uma região considerada, pelo ponto de vista dela, como melhor que a outra, a tendência é que desvalorize as demais não percebendo a interdependência; se é de uma religião, as outras são consideradas erradas; se torce pra um time, os outros são os piores.

    Todos nós já fizemos isso em algum momento, concorda? E nem precisa ser com tais exemplos, mas inúmeros outros: minha escola é a melhor; meu celular é o melhor; meu trabalho é o melhor…

    A pergunta é: qual a sensação que essa ideia de “ser melhor” alimenta em nós? Nos tornamos superiores? Inabaláveis? Em qual área do corpo e de minha mente essa sensação afeta? Sinta seu corpo! Provavelmente, se se sente superior em alguma área da vida, uma quentura na região do estômago pode dar um up de poder em você.

    Por outro lado, qual é a vulnerabilidade que pretendo esconder quando preciso sustentar essa ideia? Seria um medo de ser menosprezada? De não ser reconhecida enquanto pessoa? A mesma região do corpo dá um calafrio quando pensamos nisso, não é?

    Faço essas perguntas provocativas tanto para você que me lê quanto para mim, pois para nos conhecermos precisamos ir mais a fundo em nossa compreensão de nós mesmos.

    Na CNV – comunicação não violenta – há quatro passos para trabalhar: primeiro, eu observo o que me acontece, ou seja, principalmente qual reação tenho diante das situações. Segundo, devo identificar o meu sentir, o que, de fato, estou sentindo. Depois, ver qual necessidade humana, demasiadamente humana, quero satisfazer com essa emoção ou sentimento que percebi. Por último, preciso formular um pedido, seja a mim ou ao outro (lembra dele?) alinhado a essa necessidade, pois ninguém, além de mim mesma, sabe o que é.

    O problema é que, como vivemos no piloto automático, todos nós nem sabemos o que sentimos e, por consequência, do que precisamos. Por isso, nos comunicamos de forma tão violenta, cada vez mais.

    Faz sentido pra você? Tudo isso começa com entender de forma positiva os limites e limitações que temos para aprendermos a viver coletivamente, sem necessidade de fronteiras hostis contra meu vizinho, seja uma cidade, estado, país ou planeta, mas sim entendendo que essas diferenças nos complementam em graus inimagináveis.

    Se você sentiu vontade de praticar, use o dia de hoje para aplicar os quatro passos da CNV e se conheça um pouquinho mais. Depois me conta como foi a experiência.

  • Retrospectiva 2022: já fez a sua?

    Quem nunca chegou nesta época, aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo, e começou a pensar no que fez ou no que deixou de fazer no ano que está prestes a acabar, não é mesmo?! Geralmente, a tendência é focar mais em coisas ruins, que não deram certo, mas será mesmo que não houveram muitas coisas boas que nos aconteceram nestes doze meses ou, quase, 365 dias? Vou deixar aqui uma sugestão de reflexão que usei para analisar o meu 2022, para além daquelas retrospectivas mais básicas, e igualmente importantes. Se você fizer, me conta!

    Dá para dividir nossa análise retrospectiva em dois níveis, e dentro de cada um deles, alguns subníveis para melhor compreender nosso ano: o nível macrocósmico e o nível microcósmico, pois, como a Lei da Correspondência nos diz, “assim como é em cima, é embaixo”. Se você quiser, pode escrever para visualizar melhor tudo isso, e ainda, incluir outros pontos que considera importantes.

    A começar pelo nível micro, ou seja, nós mesmos, pode-se dar uma nota de zero a dez – análise quantitativa – e fazer um comentário – análise qualitativa – em cada uma das áreas: física, emocional, mental e espiritual. Essa separação é meramente didática, porque as partes se interpenetram, como você irá perceber ao longo das reflexões. Veja só como é legal analisar a vida de uma forma holística.

    Dentro da parte física, perceba: como foi sua alimentação; se conseguiu olhar de forma consciente para os alimentos; se teve ou não compulsão alimentar – que reflete algum desequilíbrio mental e emocional; se está satisfeita/o com aquilo que te nutre, seja a comida ou a bebida; se percebeu toda a rede de pessoas e animais envolvidos para que tenha seu prato do dia todos os dias…

    Quanto ao seu corpo, você se exercitou? Se não, por quê? Está se sentindo bem com este templo sagrado? Consegue perceber que seu corpo é sua morada? Aqui, é importante desapegar dos padrões impostos pela sociedade (principalmente a mídia) e olhar de forma sincera pra si: se a imagem que vê no espelho é agradável, honre seu corpo; se não é, cuide mais dele e aprenda a amá-lo antes de querer qualquer mudança. Além disso, atividade física é essencial e deve se tornar um hábito.

    Outra questão muito importante no nível físico: o sono reparador. Como andou a qualidade do seu sono? Sabe quantas horas diárias você precisa para se revigorar? O que ou quais emoções e situações interferem na qualidade da tua noite de repouso? De zero a dez, qual foi a nota do seu sono este ano?

    Ainda, de repente, pode ser que você esteja com alguma doença no corpo físico: já foi ao médico e fez os check ups necessários? Está se medicando? Sabia que doença é sintoma? E que sintoma é a consequência de algo? Aqui, a Lei da Causa e Consequência são ótimas para nos ajudar. Podemos ver a doença como algo que nos faz olhar para aquilo que ela está apontando: é uma dor de cabeça, dor de estômago, problemas respiratórios etc.? O que isso quer me dizer? Por exemplo, se não costumo tomar água, posso desenvolver pedra nos rins. “Pedra nos rins” é um sintoma cuja possível causa é a falta de hidratação corporal, dentre outras. Percebe como tudo está interligado?

    Na parte emocional, pergunte-se quais emoções predominaram em você e quais consequências elas trouxeram? Na via negativa: raiva, medo, impaciência, ciúmes, apegos, baixa autoestima, julgamentos, tristeza, repulsa etc. Na via positiva: amor, alegria, gratidão, pertencimento, paixão, prazer etc. Aqui, a Lei das Polaridades nos ajuda a perceber que podemos praticar nossa inteligência emocional se quisermos olhar com consciência para toda e qualquer emoção que sentimos. Também, a Lei do Ritmo nos faz perceber que oscilamos entre os polos positivos e negativos, e tá tudo bem! O problema é só reagir, ou omitir-se ou ignorar as emoções e viver dominado por elas. Isso traz sérias consequências em nossas vidas. Trouxe algo positivo este ano?

    Na parte mental: quais padrões de pensamentos predominaram? Aqui, a linguagem é importante; aqui é diálogo, começando com o interno: como eu converso comigo? E, principalmente, eu me ouço? Meu padrão mental é otimista ou pessimista? Eu costumo incluir ou excluir mais (pessoas, situações e contextos)? Sou uma pessoa mais agitada ou mais tranquila? Mais introspectiva ou mais extropectiva? Mais doadora ou mais recebedora? Quais crenças (positivas e negativas) me guiam?

    Na parte espiritual: primeiro, você costuma incluir este campo em sua vida? Se não, consegue perceber que é um ser espiritual? Já se perguntou sobre o sentido da vida? E o sentido da morte? Se você pratica alguma religião, ela tem te feito bem? Você compreende a estrutura e dá significado ao valor dela em sua vida? Você se considera uma pessoa escolhida e especial por fazer parte desta religião? Tua religião inclui ou exclui? Você acredita totalmente em tudo que sua religião diz, faz e representa?

    No nível macrocósmico, pode-se observar a parte pessoal, profissional e de relacionamentos. Na parte pessoal, como eu estou em
    termos de conhecimento: o que aprendi este ano? Consigo fazer uma análise de mundo deste ano (sem fake news)? Quanto eu li, se li? Lembrando que o conhecimento vai além da formalidade escolarizada, da vida acadêmica. E em termos de autoconhecimento: pega o nível microcósmico visto acima e aprofunda ainda mais. Também responda as seguintes perguntas: qual é o sentido da minha vida? Sinto que tenho um propósito? Que sigo uma missão? Eu tenho algum missão de vida?

    Ainda no nível pessoal, posso refletir sobre ajuda: eu consegui ajudar as pessoas? Como? Através do meu trabalho? Doando meu tempo ou meu dinheiro? Fazendo o bem através de emanações positivas, seja com orações e/ou bem dizeres? Ou eu fofoquei, julguei e excluí pessoas de minha vida? O que tudo isso me fez sentir: bem ou mal?

    Na parte profissional, estou me sentindo bem com meu trabalho? Consigo me imaginar neste trabalho por quanto tempo ainda? Gosto do que faço? Gosto dos meus colegas de trabalho? Se estou sem trabalhar, o que realmente aprendi com essa experiência? Sei que tipo de trabalho gosto/quero/posso fazer? Trabalho por dinheiro ou por prazer, ou ambos?

    No lado de relacionamentos: aqui, podemos analisar os relacionamentos interpessoais e amorosos. Amigos, família, namoro/casamento me fazem bem? Eu me sinto pertencendo aos grupos dos quais faço parte? Isso tudo me faz bem? Eu consigo perdoar as pessoas que me fizeram algo ruim? Quais relações pretendo levar para o próximo ano? Quais relações quero transformar ou me afastar?

    Eu estou satisfeita/o com as autoanálises que fiz acima? O que posso fazer pra consertar alguma coisa? É possível ainda? Consigo olhar de forma grata a tudo que vivi em 2022? Que emoções me moveram nesta análise? Se fosse olhar mês a mês, quais foram os ápices positivos e negativos de cada um?

    Quanto ao planejamento para 2023: projetar tudo isso detalhadamente para o ano, com metas e prazos, dadas as especificidades de cada área e as reais possibilidades que temos em mãos. Lembre-se de assumir a responsabilidade sobre sua própria vida. Seja feliz!

    Referências: O Caibalion.

  • Outubro e as relações com o Outro

    Eu e Alexandre pós-almoço de aniversário, 2022.

    Celebrar a vida, creio eu, é um dos pontos em comum que existe em qualquer cultura. E ter a oportunidade de viver é um grande presente a todo ser. Comemorar mais uma primavera é algo que sempre me inspira e faz emanar amor por todos os meus poros, em todos os níveis.

    Pra mim, comemorar o aniversário sempre foi sinônimo de coletividade, de juntar as pessoas que amo e degustar o prazer em todas as suas variáveis. É claro que, nem sempre dá pra reunir todo mundo, e, por muito tempo até, eu ficava bastante chateada quando algumas pessoas não compareciam ou enviavam suas felicitações – só que aprendi que as interpretações de mundo são sempre o “nosso túnel de realidade”, logo, há no mínimo dois túneis envolvidos neste assunto: o meu, que quer a pessoa por perto e valoriza a data; e o da outra pessoa, que talvez não veja isso como algo tão importante – e tá tudo certo, afinal de contas, “toda verdade é uma meia verdade”.

    Por outro lado, sempre foi muito gostoso perceber o quanto várias pessoas, especialmente neste dia, me trazem suas melhores vibrações – e não necessariamente em presença física -, e tornam o meu dia uma potência gigantesca de amor fraterno!

    Então, entra em ação a tal da gratidão, por ter a sorte de conhecer tanta gente maravilhosa e manter a reciprocidade do amor amigo enquanto chama flamejante. Amizades que, independentemente do tempo e do espaço, se fortalecem ainda mais em momentos assim. Amizades que me fazem lembrar o quanto a vida além do mundo virtual ainda é a principal forma de viver. Amizades que me ensinam “a beleza de ser uma eterna aprendiz”.

    Acredito que intuitivamente eu sempre soube que o caminho da transformação é o Amor, em todas as suas manifestações. E é através das amizades, principalmente, que descobri que as diferenças são dádivas a serem agradecidas. Tenho tantas amizades de diferentes seres que, muitas vezes, me pergunto o quanto eu sou a normalzinha do rolê.

    Além disso, a beleza entrelaçada nestes diversos modos de se relacionar me faz ver o quanto tudo vai se encaixando: é uma flor que chega para enfeitar a mesa, uns salgadinhos recebidos aleatoriamente no ônibus, uma videochamada com a família que me faz gargalhar de felicidade; e tudo isso vai pintando um quadro de risos e alegrias distribuidas ao longo de horas despretensiosas, onde podemos ser nós mesmos diante da cumplicidade de sermos amados e aceitos, desconstruída ou reconstruída enquanto uma nova mulher.

    É só por isso, e por tudo isso, que gosto de dizer que amo celebrar meus aniversários, pois o amor está nas relações que tenho e que me constroem, e me tornam cada dia mais uma pessoa mais agradável de se conviver.

    Gratidão, vida, pelos trinta e oito anos de busca do Amor! Creio que estou indo pelo caminho certo…

  • Precisamos falar sobre espiritualidade

    Provavelmente, você já ouviu falar sobre a inteligência emocional, mas sobre a inteligência espiritual, conhece algo? O próprio termo “espiritualidade” não desperta muito interesse na maioria das pessoas, ainda.  Isso ocorre pelo fato de associarmos a espiritualidade apenas a uma prática religiosa.

    Inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde todos teremos que lidar com nossa espiritualidade, independentemente de religião. E aqui fala uma ex-cética que chegou ao ponto de pensar que nada existia além da matéria. Mas que bom que sempre podemos mudar de opinião e, principalmente, aprender através de estudos e leituras, se assim quisermos.

    A espiritualidade é algo inato em nós, e há séculos diversos estudiosos  falam a seu respeito. Alguns, de forma cética e puramente racional; outros, um pouco mais abertos ao interdimensional e para além do físico. Ela traz em nós um poder oculto que ignoramos porque estamos em modo inconsciente de vida, mas quando começamos a trazê-la para a luz de nossa consciência percebemos o quanto somos seres mediúnicos e interdimensionais.

    A forma como nós, ocidentais, lidamos com a espiritualidade implica na visão de mundo que temos a partir de um paradigma. Este que vai se formando a partir do conjunto de crenças a respeito do que se vive, do que se cogita ser a vida, e que nos guia o tempo todo em todas as decisões e atitudes que tomamos.

    Você já se perguntou “de onde veio, para onde vai e o que está fazendo aqui”? Essas perguntas são cruciais para que possamos compreender nossa passagem pela escola da vida. Nesse sentido, a espiritualidade está diretamente relacionada com a existência. Por isso, o autoconhecimento e o estudo sobre como funciona o Universo e as leis que o regem são a base para nossa jornada de aprendizados. 

    Estudos apontam que as pessoas que desenvolvem sua espiritualidade lidam melhor com as adversidades em todos os âmbitos (veja a notícia aqui). Aos poucos, e através do autoconhecimento vamos lidando melhor com nossos pensamentos, emoções e isso refletirá em nossa qualidade de vida. Com o tempo, aprendemos a elevar nossa frequência vibracional e nos tornamos mais amorosos.

    Se você já cuida da sua espiritualidade através de práticas religiosas, continue se expandindo e não deixe se limitar por questões dogmáticas. Se pretende estudar de forma autônoma, dentre as experiências que tive recomendo as aulas e livros do professor Hélio Couto; os conteúdos e cursos maravilhosos da Círculo Escola Filosófica e da Quantum Academy; o estudo dos arquétipos com o canal Artétipos; as leis herméticas, com a May Andrade; e como bônus para ajudar nesta jornada, indico fortemente que se torne reikiano, porque, não por acaso, o primeiro nível do reiki se chama “O despertar”.

    Uma bela jornada para nós! 

     

     

  • Tratamentos coletivos especiais de Reiki e Karuna em 2022

     Este ano optei por apresentar serviços coletivos inspirados na Jornada de Gratidão e Reiki, na Jornada do Equilíbrio e no Black Friday Terapêutico que realizei em 2021, pois os resultados das pessoas que participaram foram muito significativos. Assim, criei o Fevereiro e Março Terapêutico, que irão se repetir em Maio e Junho; Agosto e Setembro; e Novembro e Dezembro.

    A proposta é levar o bem-estar que as terapias reiki, karuna e ho’oponopono nos trazem a um nível mais profundo, aliando-as à inteligência emocional através do trabalho com temas relacionados aos sete chacras principais, observados de forma individual semanalmente. 

    As terapias reiki e karuna equilibram e harmonizam nossos campos físico, emocional, mental e espiritual, o que, por consequência, refletirá em diferentes aspectos da nossa vida: nosso sono melhora; nossa mente se foca; começamos a reparar em coisas que não víamos e que podem fazer toda a diferença para a qualidade de nossa vida; sentimos e  temos mais emoções e pensamentos positivos, entre outras características.

    Infelizmente, percebo três principais questões que podem atrapalhar um tratamento terapêutico energético/holístico com reiki: 

    1) com a popularização do reiki no Ocidente houve uma certa banalização do método, e as pessoas só querem recebê-lo para o relaxamento instantâneo (o que não está errado), mas sem aprofundar-se em um tratamento mais efetivo. 

    2) devido a maioria dos efeitos serem mais sutis, por falta de consciência e autoconhecimento, a pessoa pensa que o reiki não funciona para ela. 

    3) por diferentes motivos, muitas pessoas ainda acreditam que devem usufruir da terapia reiki somente de forma gratuita; ou não a valorizam justamente por a receberem gratuitamente.

    Ora, para a primeira questão acredito que vivemos numa “cultura de fast food” em que queremos resultados rápidos sem nenhum esforço de nossa parte. Nesta lógica, o reiki ficou conhecido por ser uma terapia que pode ser “usada um pouquinho e só agora”: “ah, eu quero um reiki pra relaxar já!”; e assim a pessoa não se permite acessá-lo por vias mais aprofundadas além do resultado físico imediato.

    No segundo ponto, o fato de desconhecermos o alcance de atuação destas terapias energéticas pode nos fazer, equivocadamente, achar que não funcionou. Aliado a isso, uma mente puramente racional e materialista, muitas vezes, não se abre para compreender o invisível não aceitando a existência de nossos corpos sutis que envolvem o campo emocional, mental e espiritual. Já existem diversos estudos nacionais e internacionais que comprovam a eficácia do reiki, e deve-se frisar que a base da técnica são os símbolos, que “São instrumentos vibracionais para a captação, intercessão e restauração da Energia Primordial Cósmica” (DE’ CARLI, 2017, p. 327 ). Logo, se a pessoa não é devidamente sintonizada por um mestre habilitado, os símbolos, aí sim, não funcionam.

    Quanto ao terceiro caso, vale esclarecer que a energia reiki é gratuita e está disponível de forma ilimitada, pois é da energia cósmica primordial do Universo que estamos falando. Já o fato de receber uma sessão de reiki de um terapeuta envolve uma troca para além da prestação de serviços: trata-se de valorizar o conhecimento e aprendizado que aquele oferece ao fazer um atendimento ou um trabalho coletivo. Creio que, por desinformação e por crenças limitantes, as pessoas ainda confundem muito estas questões relacionadas ao dinheiro. Por outra via, muitos reikianos enviam a energia reiki de forma solidária e gratuita através das redes sociais (o que é fantástico, e eu também faço), mas muitas pessoas acabam não dando o real valor que o envio desta energia tem, de fato. Contudo, isso não é exclusivo do reiki, pois temos à nossa disposição inúmeros conteúdos e materiais gratuitos na internet, porém, a maioria de nós ainda fica no superficial a respeito das informações compartilhadas em rede.

    Também, é óbvio que se a pessoa não quer receber reiki, ela não é obrigada, pois o livre arbítrio é um direito de cada um. Todavia, cada vez mais estas terapias estão se difundindo no mundo. Inclusive, o reiki já é reconhecido como profissão no Brasil e está disponível em alguns locais de forma gratuita através do SUS – Sistema Único de Saúde. 

    Voltando aos trabalhos terapêuticos do ano, a dobradinha de dois meses seguidos irá totalizar oito sessões no total (quatro ao mês), podendo falar por si só. Além do envio, são elaborados materiais exclusivos que complementam e transmitem conhecimentos sobre os sete chacras, que compõem uma parte essencial de nosso campo energético e estão relacionados a emoções, padrões de pensamentos e doenças específicas (baixe meu e-book “Como o reiki pode me ajudar” para saber mais). Nos dias e horários marcados, há orientação por áudios no grupo de WhatsApp, além de dicas de autoanálise durante a jornada.

    Durante as sessões, todos os chacras são harmonizados, e semanalmente trataremos de emoções específicas relacionadas ao chacra em questão, o que nos faz observar os aspectos mentais e emocionais envolvidos sobre cada um deles.

    A pessoa não tem a obrigatoriedade de fazer os dois meses seguidos, mas se o fizer irá receber de bônus um envio de reiki para relacionamentos, pois sim, é possível tratar uma relação conturbada com a energia do amor incondicional. 

    Os horários de envios serão sempre nas segundas-feiras às 21h, porém, se a pessoa não puder estar conectada neste horário, poderá fazê-lo assim que puder, pois a programação é feita para ser ‘a partir deste horário’. Assim, quando estiver pronta, poderá ouvir a meditação do dia, deitar e relaxar para se conectar à energia enviada. 

    Outra vantagem deste trabalho é que, ao intencionarmos trabalhar em conjunto, uma egrégora de Luz se forma para ancorar e potencializar a energia. Estaremos todos na mesma jornada, embora cada pessoa possa sentir de forma diferente, pois as energias reiki e karuna são consideradas energias inteligentes. 

    E o último detalhe, mas não menos importante, é que ao fazer um trabalho coletivo desta forma é possível oferecê-lo a um preço mais acessível. E deixo aqui registrado que pretendo, a depender do número de participantes, diminuir ainda mais o valor* de cada sessão terapêutica, objetivando levar ao maior número de pessoas possível.

    Então, quer dar a si mesmo momentos de amor e autocuidado? Participe das jornadas terapêuticas deste ano e ajude a divulgar para aquelas pessoas que se interessam em cuidar da sua energia vital. Fique atento aos calendários e bom proveito!

     

  • Vai escrever um TCC? Confere essas dicas!

    Eis que chega a reta final do seu curso de graduação, e você precisa apresentar um trabalho escrito relacionado a algum tema para completar seu percurso de aprendizado e ganhar um diploma. Então, bate o desespero! Quem nunca perdeu, pelo menos, meia hora se debatendo em emoções de medo e insegurança quando chega o momento do tão temido TCC?!

    Escrever um TCC, assim como tudo na vida, envolve muitas emoções além da parte técnica do processo de estudos. Para garantir que esta fase seja mais tranquila, é necessário uma pitada de autoconhecimento e muita inteligência emocional. Por isso, criei o curso Estudar com Emoção, que pode te ajudar tanto na parte técnica da escrita e estrutura de um gênero textual acadêmico quanto na parte terapêutica, aliando algumas técnicas para aplicar durante a jornada. 

     

    Uma das primeiras dicas que dou para esta etapa é: escolha um tema que ressoe no seu coração! “Ah, como assim, Carla? Eu estudo sobre o cimento de uma obra, e como isso vai ressoar no meu coração?”. Oras, tudo tem valor neste mundo! Mesmo aquelas coisas que aparentemente podemos não ver sentido cumprem o seu papel num contexto maior. Logo, escolher algo que ressoe com o seu coração é, de fato, colocar o seu amor naquilo que faz. Às vezes, lavar uma louça pode expressar o amor, concorda? Se eu pensar que aquele prato irá servir para colocar o meu alimento favorito, que foi preparado especialmente pra mim, tudo muda de perspectiva… Amplie o seu olhar sobre sua pesquisa e se conecte com ela amorosamente. Isso fará toda a diferença ao longo do processo. Além disso, essa relação pode durar muito mais que seis meses, já que muitas pessoas optam por seguir o mesmo tema ao longo da pós-graduação, embora isso não seja obrigatório.

    A segunda dica é saber quem vai andar contigo nesta caminhada, ou seja, conhecer a pessoa que vai te orientar. Ao longo do nosso curso nos identificamos mais com alguns professores do que outros, mas será que a linha de pesquisa desta pessoa é algo com que você se identifica? Na altura da escrita do TCC você já deve ter em mente os temas que mais gosta, e consequentemente saberá qual professor ou professora poderá te orientar. Em alguns cursos, você pode escolher o orientador, mas isso varia. Procure se  informar na secretaria ou mesmo com colegas e professores como funciona no seu caso.

    A terceira dica é conhecer a estrutura e a linguagem de um texto acadêmico. Sim, existem detalhes técnicos que você precisa dominar, e a linguagem é primordial! Aqui você pode encontrar o bloqueio emocional de, por exemplo, não gostar de escrever. No entanto, você precisa escrever! Para isso, uma consultoria terapêutica de escrita pode te ajudar. E no curso Estudar com Emoção apresento algumas técnicas que também estarão ao seu lado para amenizar este problema.

    A quarta e última dica é ler, escrever, reler e reescrever. Isso mesmo! Escrita envolve leitura e vice-versa. Leia textos relacionados ao seu tema, mas esses devem ser textos de qualidade. Além disso, quando lemos gêneros textuais acadêmicos já vamos, inconscientemente, incorporando estas técnicas na nossa escrita. 

    Escrever um texto longo dá trabalho, sim! Mas você deve se lembrar de todo o caminho que percorreu para chegar até este ponto. Não deixe de se parabenizar por estar finalizando um momento de grande aprendizado em sua vida, e vibrar as emoções positivas que tudo isso te trouxe. Para as partes técnicas existem técnicas que devem ser seguidas, e estão à disposição no “oráculo” Google; pesquise. É claro, também, que você deve pesquisar profissionais qualificados e de confiança para te auxiliar.

    Lembre-se que a vida não vai parar para que você escreva, e tampouco isso é o fim do mundo. Basta um pouco de disposição e autoconhecimento para que você crie um trabalho que irá, com certeza, ajudar outras pessoas mais adiante. Acredite no seu potencial (não, isso não é um clichê!).

    Se você quer algumas dicas para lidar com suas emoções e escrever seu texto, acesse a minha playlist Estudar com Emoção no meu canal do YouTube, ou me envie uma mensagem.

     

     

  • Desaguando as emoções através de reiki e poesia

    “Reiki: mágoa é má água dentro do corpo”

    (Letrux, 2021)

    Muitas artistas possuem o dom de performatizar as emoções humanas em suas infinitas nuances de um modo singular. Seja pela música, pela poesia ou pela estética audiovisual, entramos rapidamente no modo rapport com pessoas como Letrux, porque nos identificamos com a eterna efemeridade do desejo retratado em sua arte.

    Desde que vi seu primeiro show num festival que frequentei por 11 anos, o Psicodália, fiquei encantada com sua estética vitalizante. Era uma mulher poderosa falando sobre astrologia, reiki e meditação, além dos já óbvios meios de mitigação humana como lisérgicos, álcool e as paixões incoerentes que nos levam ao abismo.

    Ganhei de presente de uma amiga, igualmente artista, seu livro intitulado “Tudo que já nadei” (LETRUX, 2021), que é um convite a mergulhar nas emoções que acompanham a ressaca, as marolinhas e o quebra-mar, seja do mar real ou do mar da vida (qual é mais verdadeiro?), essa onda que nos leva e traz para dentro de nós mesmas em busca da fusão com a Onda Primordial Cósmica do Universo. 

    A ressaca do mar pode causar estragos gigantescos com suas ondas fortes; já uma ressaca de álcool exige muita água para a hidratação do corpo. As marolinhas do mar, pequenas ondas vistas como insignificantes mas que, juntas, podem se transformar em tsunamis que, por sua vez, exigirão de nós quebra-mares fortes o suficiente para resistir ao ‘tranco’ para lidar com tudo isso ao olharmos para elas, as ondas de emoções.

    No livro, a parte da ressaca é composta por textos em prosa, quase crônicas do dia a dia de uma artista foragida do mar em meio a uma pandemia, precisando materializar em palavras sua fuga pânica de desejo pela água salgada. O quebra-mar é composto de odes ondulantes que relembram as sensações marítimas e todo o romance que ela sente estando na mesma água salgada, sua salva-vidas. Já as marolinhas são pequenos versos que, de tão profundos, deixam as páginas em branco e uma interrogação por dias em nossas cabeças: será que somos como como peixes dentro do mar? Serei aquele peixe que fala “eu não acredito em água!”; ou aquele outro, que diz “eu só ouvi falar, mas nem sei se essa tal de água existe”?

    Seja em verso ou em prosa, são tantas as palavras combinadas ao bel prazer de Letrux que fico até com ciúmes dessa relação tão linda e potente que ela tem com o mar e com a água em suas diferentes formas transmutadas em poesia! Fico sem saber quais escolher para mostrar a vocês, por isso recomendo que leiam e escolham as suas favoritas. 

    De minha parte, ainda estou aqui digerindo e sentindo o livro, que me acompanhou nas viagens de ônibus em 2021 quando precisei ir dar aulas, ou fazer de conta que, em meio a uma pandemia. Retornei a ele agora, já na enésima onda de covid-19 que, porventura, chegou em nossa casa nos últimos dias. Ainda bem que já com a terceira dose, ainda bem que com reiki diário, ainda bem que vibrando bem alto pra garantir uma imunidade forte. Ainda bem que “estou cada vez mais consciente onde dá e onde não dá pé” (p. 86).

    Mas voltemos à composição do livro, que é pura água – líquida, salgada, gasosa, solidificada no corpo, que precisa dela para não se afogar em lama tóxica de sentimentos mal-resolvidos. Entre os quatro  principais elementos estudados desde a Antiguidade, a água é o elemento associado ao nosso corpo emocional. Como não existem acasos, o planeta Terra possui cerca de 70% de água, e o corpo humano adulto possui, ora, vejam só, a mesma porcentagem de H2O. “O que está em cima é como o que está embaixo”, já disse O Caibalion. Nessa lógica, é importante observar o quanto nossas emoções são importantes de serem vistas e acolhidas, pois “se todo dia tu chora aí ainda tem história ou tá na hora de ir embora” (p. 143). 

    Num planeta onde os homens foram ensinados a não chorar porque seria sinal de fraqueza, as mulheres foram compelidas a acreditarem que, para se tornarem fortes, também deveriam esconder suas emoções, principalmente de si mesmas. E o resultado disso é que temos uma sociedade cada vez mais doente da alma, pois as emoções e os pensamentos – aqui já é outro departamento, mas não deixa de estar intrincado naquele – possuem um papel primordial na nossa saúde integral, mas principalmente no nosso bem-estar, que é estar bem, de fato.

    Por muitos anos, sem saber, usei a poesia como um modo de recalcar minhas emoções. Que bela inocente eu fui, pois a poesia é pura emoção, sempre! Mesmo aquelas que falam “só” sobre coisas aparentemente materiais. Quando entrei para o mundo das “coisas místicas”, como dizem por aí, foi o reiki (rei – energia cósmica universal + ki – energia vital individual) que me fez, e faz todos dia, desaguar em emoções as mais diversas. Confesso que sigo enfrentando minhas ressacas, marolinhas e fazendo-me quebra-mar deste mar da vida, e que fico muito feliz quando leio textos como os de Letrux, que me fazem navegar neste oceano de linguagem que, ao fim e ao cabo, é tudo o que há de mais real na relatividade cósmica vigente.

    Letrux me lembra muito o nosso planeta, pois sendo do elemento Terra em seus três planetas principais, pelo viés da astrologia, precisa cada vez mais se derramar em água para ser vida (bem servida), e “que por isso mesmo precisa mergulhar, mergulhar muito, repete & reforça” (p. 101). E que bom que ela nos traz essas confissões em livro-vida, que é quase uma água-viva de Clarice! 

    Estamos todas no mesmo barco, digo, precisamos aprender sempre e cada dia mais a mergulhar, mesmo eu, aquela que sequer sabe nadar, já que algumas de nós não estão mais no barco, as mais ousadas. Por tudo isso, digo que bom que eu tenho o reiki e a poesia à minha disposição para me ajudar na natação cotidiana das emoções ordinárias que me movem e me comovem, principalmente quando penso no mar de gente que já passou por aqui e se foi, seja por vírus, egoísmo ou fúria humana. 

    Então, sigamos o exemplo de Letrux, que nos diz: “eu fico bêbada no mar e só vou embora quando ele fecha” (p. 110). Vamos nos embriagar do mar da vida, com todas as suas ressacas, marolas e tsunamis emocionais ao nosso dispor enquanto houver um pingo de vontade de viver. E não esqueçamos dos coletes salva-vidas, que podem ser poesia, reiki ou o que quer que emane Amor!



    Referência:
    LETRUX: Tudo o que já nadei: ressaca, quebra-mar e marolinha. São Paulo: Planeta, 2021.

  • A história do curso TCC com Emoção

    1- Como surgiu o curso TCC com Emoção?

    Desde o ano de 2020, sentia o desejo de criar um projeto que ajudasse as pessoas em seus processos de escrita, pois vi muita gente adoecer durante essa fase da vida acadêmica. O curso TCC é resultado do combo de minhas experiências enquanto estudante, revisora de textos, professora e terapeuta holística.

    Como estudante, tive doze anos desafiadores para me tornar pesquisadora entre graduação e pós. A verdade é que ninguém nos ensina a estudar! E aprendi a duras penas que é preciso ter uma metodologia e um planejamento de estudos para que sejamos, de fato, produtivos. 

    Como revisora de textos desde 2008, diversas pessoas queriam que eu desse um serviço a mais do que apenas a revisão textual estrutural: elas queriam a minha opinião sobre o texto, pois esse é um dos maiores problemas que a pessoa pesquisadora enfrenta. Ela se sente solitária na escrita e carece de um feedback que, às vezes, nem o próprio orientador lhe dá. 

    Enquanto professora de português, sempre gostei de dar uns pitacos nos processos de aprendizagem, é claro, o que me fez agregar a consultoria, já que mesmo que eu não entenda do conteúdo que a pessoa estuda, posso trazer um olhar mais amplo e dialogar com o texto do autor, se for o caso. 

    Já como terapeuta, percebi que poderia aliar a minha experiência técnica específica da área de Letras ao caráter holístico das terapias com as quais trabalho, pois elas consideram a pessoa em seu todo: físico, emocional, mental e espiritual. Além disso, colocar a inteligência emocional como fio condutor de toda essa fase ajuda a pessoa a se conhecer melhor, podendo auxiliá-la não apenas nesta, mas em todas as áreas de sua vida.

    Um trabalho acadêmico não é apenas uma sequência de protocolos técnicos a serem seguidos. Existe um ser complexo e completo ali, e com ele outras pessoas que se inter-relacionam durante toda essa jornada. É nessa fase que surgem os medos, os traumas, as ansiedades e até mesmo a depressão, que podem afetar não apenas a conclusão de um curso, mas toda a vida da pessoa.

     

    2- Qual é o objetivo do curso TCC com Emoção?

    Esse curso pretende ajudar as pessoas que estão em fase de escrita de TCC – Trabalho de Conclusão de Curso, dissertação ou tese. Muitas vezes, o processo de pesquisa e escrita é muito solitário, o que acaba afetando as emoções e o lado mental da pessoa. As aulas do curso são bate-papos expositivos com função dialógica, pois certamente irão despertar na pessoa momentos de empatia e reflexão, propiciando a autoescuta e auto-observação sobre seus estudos e, principalmente, suas emoções. Além da parte de consultoria terapêutica, há aulas técnicas específicas sobre a escrita acadêmica, além de dicas de sites e materiais complementares que auxiliam nas diferentes etapas da pesquisa.

     

    3- Qual é o público-alvo do curso TCC com Emoção?

    Estudantes em término de graduação, com escrita inicial ou intermediária de TCC; e estudantes em fase inicial, ou seja, antes da qualificação de banca, de mestrado ou doutorado que possuam problemas com a escrita formal. Quem já passou da fase da qualificação, pode fazer uma consultoria personalizada, caso deseje.

     

    4- Para quem não é este curso?

    Para pessoas que tenham desconfiança em relação a trabalhos terapêuticos complementares, pois embora tenha a parte técnica da escrita, o curso todo é permeado pelo trabalho holístico. Pra mim, tudo está interligado. Porém, se a pessoa não se sente à vontade com estes temas, não é obrigada a fazer um curso que os abordam. Sei que no universo mental-acadêmico ainda há muita resistência e até mesmo preconceito com isso. E o que faço é uma espécie de junção entre as duas áreas: a totalmente mental-racional com a emocional-holística. 

     

    5- Como é a estrutura do curso TCC com Emoção?

    O curso está dividido em doze módulos, sendo um deles totalmente focado em técnicas terapêuticas com dicas de respiração consciente; técnica de ancoramento para os estudos, pois devemos olhar para esse momento como um ritual; meditação de conexão ou reconexão com a pesquisa; ho’oponopono para os estudos; diário terapêutico e envio da terapia reiki à distância. 

    Há duas aulas bem técnicas focadas na escrita acadêmica e na estrutura textual do parágrafo, com coerência e coesão. Outra aula específica que faz a pessoa refletir sobre onde ela se encontra e quais os passos que deve dar antes de iniciar a escrita, com dicas de sites e planejamento diário. Durante todo o tempo, as emoções são norteadoras, por isso, falo bastante sobre inteligência emocional para incentivar a pessoa a se olhar e se reconhecer enquanto sujeito de emoções e pensamentos que afetam tudo aquilo que faz.

    As últimas aulas focam no processo de revisão, pois a escrita opera num tripé: leitura – escrita – reescrita. Também dou dicas de sites para revisão textual, embora essas não substituam uma RT personalizada, mas cada caso é um caso. Há uma aula com dicas específicas para a apresentação oral para a banca, pois na maioria das vezes esquecemos que esta parte é muito importante no nosso processo de aprendizagem e desenvolvimento linguístico-formal. 

     

    6- Deixe um recado para quem está em dúvida se o curso irá lhe servir?

    Acredito que a própria dúvida já indique algo. Não creio em acasos, mas a pessoa pode verificar se o produto lhe serve. Como já disse, penso que o curso irá ajudar para além do processo de escrita acadêmica, pois não deixa de ser um momento de autoacolhimento e, principalmente, incentivo ao autoconhecimento através da inteligência emocional. Aguardo ansiosamente as opiniões das pessoas que fizerem o curso, para que eu possa me aprimorar cada vez mais nesta troca de conhecimentos e aprendizados. Gratidão!

     

     

  • O que você está sentindo agora é o que irá receber de volta!

    “Aquilo a que você está dando atenção fará com que emita uma vibração. 

    Essas vibrações correspondem ao seu pedido. 

    Aqui se encontra seu ponto de atração”.

    (HICKS, 2016, p. 44)




    No atual estágio em que a humanidade se encontra, as emoções primárias de raiva, medo e tristeza predominam. Com o tempo, elas se transformam em sentimentos profundos que, em sua grande maioria, vibram baixíssimos. E tudo isso afeta nosso campo eletromagnético de forma individual e coletiva, já que estamos todos “no mesmo barco” ou “na mesma onda”. 

    “Tudo é energia”! Provavelmente você já ouviu isso inúmeras vezes e pode ignorar e até esnobar essa frase, que expressa uma verdade científica simples e, ao mesmo tempo, transcendental. Assim sendo, enquanto não tomarmos consciência de que, de fato, as leis físicas e as universais incidem diretamente sobre nossos corpos e nossas vidas, continuaremos vivendo no modo reativo e inconsciente. Já existem até aparelhos que medem em hertz as nossas emoções e até pensamentos, sabia?

    “O mundo invisível rege o visível”. Isso significa que nossos pensamentos, emoções e sentimentos nos afetam de tal forma que somos cocriadores de nossa realidade. Mas é muito difícil assumirmos que somos cocriadores porque “nossa vida está péssima”; “esse país não tem jeito”; “o mundo é um lugar ruim”; “essa maldita pandemia não acaba” etc. 

    Então, eu te pergunto: o que você está sentindo agora, neste exato momento em que me lê? Talvez esteja lendo e discordando de meus argumentos, e por isso, sentindo até um pouco de raiva: “esse povo místico não sabe o que fala!”. Ou pode ler e se perguntar: “mas o que isso significa, afinal?”. Para a primeira opção, eu te entendo, até porque também já estive neste lugar. E para a segunda opção, tenho uma possível resposta, mas existem diversos livros e pesquisas sobre o tema. Resumidamente, “isso significa” dizer que chegou a hora de você assumir o protagonismo de sua vida!

    Gosto do estilo amoroso e incentivador dos Abraham-Hicks ao nos dizer que “a criação de sua experiência de vida depende certamente só de você. Você jamais gostou que alguém lhe dissesse o que fazer”, ou seja, “a base para a sua vida é a liberdade total” (HICKS, 2016, p. 36). Como estamos na Era de Aquarius, cuja característica é “ser livre” e pensar em prol da coletividade, essas afirmações caem perfeitamente bem a nós, “seres livres” que julgamos ser.

    Contudo, liberdade exige responsabilidade. E responsabilidade exige agir e assumir o controle da situação. Mas não é por acaso que a grande maioria da população mundial ou está depressiva ou está ansiosa, pois não “sabemos o que fazer com essa tal liberdade”. Infelizmente, estamos despertando através da dor, porque ignoramos as mensagens sutis e amorosas que pairam sobre a humanidade desde o princípio. Penso que até somos um pouco sádicos e um pouco masoquistas, pois gostamos de “expor nossas feridas” e adoramos berrar aos quatro cantos que “não é nossa culpa”. 

    Olhar para nossa vida e ver que ela não está como gostaríamos nos dá uma sensação de incapacidade e de sermos vítimas do destino. Entretanto, não é dessa forma que as coisas precisam ser. Despertar nos exige coragem. E assim é porque o ego detesta ser contrariado. Faz parte! 

    O caminho para entendermos que somos co-criadores de nossa realidade está em olharmos para nossas emoções e sentimentos, pois os pensamentos são acompanhados de emoções, que colapsam a função de onda, quer dizer, materializam-se. Assim sendo, não adianta dizer “eu quero ser rica” se a emoção está vibrando em escassez, em dívidas etc.; “eu quero um namorado” e a emoção está vibrando em padrões emocionais baixos de falta de amor próprio, logo, aparecem as tais “tranqueiras”. Eu sei, eu sei! Dói mesmo, e é muito mais fácil dizer “dane-se todas essas bobagens!”.

    Porém, algumas vezes é bom ler/ouvir uma mensagem mais cáustica para dar uma acordada do nosso mundo trágico ou da doce ilusão cor-de-rosa. Quais caminhos são possíveis para tomarmos consciência? Autoconhecimento, cuidar da nossa energia e praticar o bem, para si e para o próximo. Todas as religiões pregam um pouco disso, e no fundo você sabe que a solução é o amor. Mas, “ai, amar o presidente?! Aí já é demais, né?!”. 

    Calma! Acalme teu coração e dê um passo de cada vez. Comece aprendendo a se amar, de fato. Comece cuidando da sua energia e estudando como o mundo funciona. Há muito material gratuito disponível na rede porque, sim, a internet é muito mais que redes sociais, memes e gatinhos fofinhos. 

    Recomendo conhecer trabalhos sérios, como do professor Hélio Couto, do Círculo Escola, conhecer as leis herméticas e receber terapias holísticas, que são ótimas aliadas durante esse processo, que não é fácil, mas certamente é recompensador. O resto a gente vai descobrindo no caminho.

    Beijos no coração de vocês!

    REFERÊNCIAS:

    HICKS, Ester. Peça e será atendido: aprendendo a manifestar seus desejos. Tradução de Marilena Moraes, Regina da Veiga Pereira e Rosane Neves. Rio de Janeiro: Sextante, 2016.

  • A trilha desconhecida

    Não era uma trilha, mas foi forjada enquanto tal. Pelo caminho, as dificuldades só aumentavam despertando nas pessoas os mais diversos pensamentos e emoções.

    Cada pessoa cumpria seu papel, e sabiam que estavam todas na mesma situação-limite de vida, contando uns com os outros.

    As pedras que haviam no caminho, ao mesmo tempo em que nos guiavam nos davam medo, despertando nos recônditos de cada um as sombras, aquelas que ignoramos.

    A água, fonte de vida, escassa ao mesmo tempo em que podia nos afogar em emoções contraditórias.

    A respiração ofegante, mostrando que é preciso seguir em frente, mesmo sem saber onde chegaremos.

    O fogo interior clamando por vida após o fim daquela experiência, que ardia na alma e nos pés.

    Todos estes ingredientes serviram de aprendizado a partir de uma escolha feita por todos nós. Não existiu culpados, apenas cúmplices.

    Quando tudo parecia ficar ainda mais tenso, a fé tornou-se a guia e a resposta para nos conduzir em direção ao caminho.

    Este é um relato de experiência, mas bem que pode servir para a trilha da vida em expansão, na aventura eterna de ser demasiadamente humana aqui na Terra.