Quem nunca chegou nesta época, aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo, e começou a pensar no que fez ou no que deixou de fazer no ano que está prestes a acabar, não é mesmo?! Geralmente, a tendência é focar mais em coisas ruins, que não deram certo, mas será mesmo que não houveram muitas coisas boas que nos aconteceram nestes doze meses ou, quase, 365 dias? Vou deixar aqui uma sugestão de reflexão que usei para analisar o meu 2022, para além daquelas retrospectivas mais básicas, e igualmente importantes. Se você fizer, me conta!
Dá para dividir nossa análise retrospectiva em dois níveis, e dentro de cada um deles, alguns subníveis para melhor compreender nosso ano: o nível macrocósmico e o nível microcósmico, pois, como a Lei da Correspondência nos diz, “assim como é em cima, é embaixo”. Se você quiser, pode escrever para visualizar melhor tudo isso, e ainda, incluir outros pontos que considera importantes.
A começar pelo nível micro, ou seja, nós mesmos, pode-se dar uma nota de zero a dez – análise quantitativa – e fazer um comentário – análise qualitativa – em cada uma das áreas: física, emocional, mental e espiritual. Essa separação é meramente didática, porque as partes se interpenetram, como você irá perceber ao longo das reflexões. Veja só como é legal analisar a vida de uma forma holística.
Dentro da parte física, perceba: como foi sua alimentação; se conseguiu olhar de forma consciente para os alimentos; se teve ou não compulsão alimentar – que reflete algum desequilíbrio mental e emocional; se está satisfeita/o com aquilo que te nutre, seja a comida ou a bebida; se percebeu toda a rede de pessoas e animais envolvidos para que tenha seu prato do dia todos os dias…
Quanto ao seu corpo, você se exercitou? Se não, por quê? Está se sentindo bem com este templo sagrado? Consegue perceber que seu corpo é sua morada? Aqui, é importante desapegar dos padrões impostos pela sociedade (principalmente a mídia) e olhar de forma sincera pra si: se a imagem que vê no espelho é agradável, honre seu corpo; se não é, cuide mais dele e aprenda a amá-lo antes de querer qualquer mudança. Além disso, atividade física é essencial e deve se tornar um hábito.
Outra questão muito importante no nível físico: o sono reparador. Como andou a qualidade do seu sono? Sabe quantas horas diárias você precisa para se revigorar? O que ou quais emoções e situações interferem na qualidade da tua noite de repouso? De zero a dez, qual foi a nota do seu sono este ano?
Ainda, de repente, pode ser que você esteja com alguma doença no corpo físico: já foi ao médico e fez os check ups necessários? Está se medicando? Sabia que doença é sintoma? E que sintoma é a consequência de algo? Aqui, a Lei da Causa e Consequência são ótimas para nos ajudar. Podemos ver a doença como algo que nos faz olhar para aquilo que ela está apontando: é uma dor de cabeça, dor de estômago, problemas respiratórios etc.? O que isso quer me dizer? Por exemplo, se não costumo tomar água, posso desenvolver pedra nos rins. “Pedra nos rins” é um sintoma cuja possível causa é a falta de hidratação corporal, dentre outras. Percebe como tudo está interligado?
Na parte emocional, pergunte-se quais emoções predominaram em você e quais consequências elas trouxeram? Na via negativa: raiva, medo, impaciência, ciúmes, apegos, baixa autoestima, julgamentos, tristeza, repulsa etc. Na via positiva: amor, alegria, gratidão, pertencimento, paixão, prazer etc. Aqui, a Lei das Polaridades nos ajuda a perceber que podemos praticar nossa inteligência emocional se quisermos olhar com consciência para toda e qualquer emoção que sentimos. Também, a Lei do Ritmo nos faz perceber que oscilamos entre os polos positivos e negativos, e tá tudo bem! O problema é só reagir, ou omitir-se ou ignorar as emoções e viver dominado por elas. Isso traz sérias consequências em nossas vidas. Trouxe algo positivo este ano?
Na parte mental: quais padrões de pensamentos predominaram? Aqui, a linguagem é importante; aqui é diálogo, começando com o interno: como eu converso comigo? E, principalmente, eu me ouço? Meu padrão mental é otimista ou pessimista? Eu costumo incluir ou excluir mais (pessoas, situações e contextos)? Sou uma pessoa mais agitada ou mais tranquila? Mais introspectiva ou mais extropectiva? Mais doadora ou mais recebedora? Quais crenças (positivas e negativas) me guiam?
Na parte espiritual: primeiro, você costuma incluir este campo em sua vida? Se não, consegue perceber que é um ser espiritual? Já se perguntou sobre o sentido da vida? E o sentido da morte? Se você pratica alguma religião, ela tem te feito bem? Você compreende a estrutura e dá significado ao valor dela em sua vida? Você se considera uma pessoa escolhida e especial por fazer parte desta religião? Tua religião inclui ou exclui? Você acredita totalmente em tudo que sua religião diz, faz e representa?
No nível macrocósmico, pode-se observar a parte pessoal, profissional e de relacionamentos. Na parte pessoal, como eu estou em
termos de conhecimento: o que aprendi este ano? Consigo fazer uma análise de mundo deste ano (sem fake news)? Quanto eu li, se li? Lembrando que o conhecimento vai além da formalidade escolarizada, da vida acadêmica. E em termos de autoconhecimento: pega o nível microcósmico visto acima e aprofunda ainda mais. Também responda as seguintes perguntas: qual é o sentido da minha vida? Sinto que tenho um propósito? Que sigo uma missão? Eu tenho algum missão de vida?
Ainda no nível pessoal, posso refletir sobre ajuda: eu consegui ajudar as pessoas? Como? Através do meu trabalho? Doando meu tempo ou meu dinheiro? Fazendo o bem através de emanações positivas, seja com orações e/ou bem dizeres? Ou eu fofoquei, julguei e excluí pessoas de minha vida? O que tudo isso me fez sentir: bem ou mal?
Na parte profissional, estou me sentindo bem com meu trabalho? Consigo me imaginar neste trabalho por quanto tempo ainda? Gosto do que faço? Gosto dos meus colegas de trabalho? Se estou sem trabalhar, o que realmente aprendi com essa experiência? Sei que tipo de trabalho gosto/quero/posso fazer? Trabalho por dinheiro ou por prazer, ou ambos?
No lado de relacionamentos: aqui, podemos analisar os relacionamentos interpessoais e amorosos. Amigos, família, namoro/casamento me fazem bem? Eu me sinto pertencendo aos grupos dos quais faço parte? Isso tudo me faz bem? Eu consigo perdoar as pessoas que me fizeram algo ruim? Quais relações pretendo levar para o próximo ano? Quais relações quero transformar ou me afastar?
Eu estou satisfeita/o com as autoanálises que fiz acima? O que posso fazer pra consertar alguma coisa? É possível ainda? Consigo olhar de forma grata a tudo que vivi em 2022? Que emoções me moveram nesta análise? Se fosse olhar mês a mês, quais foram os ápices positivos e negativos de cada um?
Quanto ao planejamento para 2023: projetar tudo isso detalhadamente para o ano, com metas e prazos, dadas as especificidades de cada área e as reais possibilidades que temos em mãos. Lembre-se de assumir a responsabilidade sobre sua própria vida. Seja feliz!
Referências: O Caibalion.
Deixe um comentário