Categoria: educação emocional

  • Afinal, o que é essa história de ser você mesma?

    O inverno chegou e, ao mesmo tempo, a segunda edição do curso de Educação Emocional Aplicada finalizou. Ficamos por 16 semanas olhando para nós e aprendendo a nos reconhecer enquanto protagonistas das histórias de nossas vidas. E na reverberação destes encontros maravilhosos, me nasceu o desejo de escrever um pouco.

    Reconhecer a nossa história pode ser assustador, especialmente para quem nunca parou para pensar e olhar para si de forma acolhedora, como é a proposta do curso – e de meus atendimentos terapêuticos. Contudo, uma coisa é certa: a beleza encontrada no final da jornada tem um valor inestimável. Por isso mesmo, na última atividade do curso, há uma proposta desafiadora: elaborar e apresentar uma autobiografia. A apresentação não é obrigatória, mas eu sugiro fortemente que a pessoa ao menos faça essa atividade, pois poderá reviver e contar a sua história de um outro lugar, com amor e empatia!

    Olhar para a nossa história e honrar nosso passado, aceitando as partes boas e ruins, é um dos primeiros passos para assumirmos a responsabilidade de sermos nós mesmas, pois, independentemente do que possa acontecer, quando tomamos consciência de quem somos e temos a noção de que podemos fazer algo pela nossa própria vida, passamos a escolher com clareza e amorosidade a fim de atender às nossas necessidades e acolher empaticamente as nossas emoções.

    Um ponto comum de muitas pessoas, que percebi recentemente, é que foi durante a pandemia que começaram sua busca pelo autoconhecimento. E elas já podem ter experimentado diversos caminhos para tal: terapia convencional, terapias integrativas/alternativas, tarô, astrologia, trabalhar a espiritualidade com um viés mais religioso, não importa! Depois que cai o primeiro véu do reconhecimento de si, é inevitável seguir adiante.

    Porém, muitas vezes, nos sentimos perdidas em meio a tantas informações e não sabemos se estamos fazendo da “melhor” forma. É por isso que ter alguém para trilhar conosco essa jornada, sendo mediadora e nos acompanhando compassivamente, é uma das melhores oportunidades que podemos ter.

    Se você está se sentindo estagnada na tua jornada de autoconhecimento e sente que precisa colocar tua vida nos trilhos, há duas opções que te apresento: 1º) faça sua jornada do curso de Educação Emocional Aplicada individualmente; ou 2º) faça comigo como mediadora, com planejamento e acompanhamento semanal.

    Venha me contar a tua história de vida! Será um prazer enorme te ouvir e te acolher.

  • O que o futebol me ensinou sobre as emoções

    Desde criancinha assisto futebol, e desde criancinha sou palmeirense. Eu me lembro de ficar aos domingos em frente à televisão para ver o Palmeiras jogar. E essa memória até pareceria uma invenção, caso eu não tivesse vivido essa paixão na pele e na alma.

    Até aqui, normal ser apaixonada por futebol, pois moro num país e vivo sua cultura, como qualquer pessoa. Mas, com o tempo, fui levando essa história tão a sério que, como toda paixão extrema, virei uma fanática!

    Pessoas amigas que conviveram comigo nesta época, que durou bastante tempo, sabiam que não podia passar em frente à TV para não ouvir gritos, e quando o Palmeiras perdia já sabiam que eu ficava mal-humorada por um período.

    Por ser uma das poucas mulheres que assistia futebol, eu tinha um grupo com meninos palmeirenses e íamos pro bar ver os jogos, comemorar ou lamentar, quando perdíamos. Foram momentos bons e, ao mesmo tempo, tensos que vivi.

    Quando cheguei ao ponto de brigar com um colega da época até quase pular nele de tanta raiva durante um jogo, percebi que minha relação com o futebol não estava me fazendo bem.

    Mas daí foram anos até me curar desse vício e escape. Não vou entrar em detalhes mais aprofundados a nível social e psicológico sobre o papel do futebol na sociedade. Para isso, deixo duas dicas para quem quiser saber mais: o livro de Eduardo Galeano, chamado “Futebol ao sol e à sombra”, que me auxiliou a descortinar os bastidores do mundo futebolístico, e o site Observatório social do futebol, que traz dados importantes sobre futebol e sociedade.

    A verdade é que o futebol, para quem se identifica com o esporte, traz à tona nossas emoções com altos níveis de intensidade, e isso pode ser perigoso quando você não tem autorregulação emocional. Não é à toa que muitas mortes já ocorreram neste país durante jogos, principalmente clássicos como Palmeiras e Corinthians.

    Como eu vivia minhas emoções de modo mais ou menos inconsciente, precisei passar um bom tempo afastada do vício até retornar a ele. Lembro que foi em Curitiba que soube, através do meu cunhado, também palmeirense, que o Palmeiras estava na final da Libertadores, em 2021, se não me engano.

    De lá pra cá, retomei minha relação com o futebol de um outro lugar. Aliás, é importante registrar que, antes disso tudo, me casei com um corinthiano, que hoje está muito feliz por ter ganhado o campeonato paulista de 2025 em cima do seu maior rival, quebrando uma sequência de três anos de vitórias e viradas do Verdão.

    E eu me vejo madura ao reconhecer que o Corinthians mereceu, sim, ganhar. E tá tudo bem, a vida continua. Afinal, se não existisse o Corinthians, meu Palmeiras seria menos Palmeiras, pois é nesse tipo de situação que reconheço a Lei das Polaridades, onde os opostos são da mesma natureza.

    Resumindo, o futebol, assim como qualquer esporte, pode nos ajudar a reconhecer, mensurar e regular as nossas emoções, de modo a tornar essa relação saudável e prazerosa. Mas isso só pode ser feito quando trazemos o autorreconhecimento para compreender essa relação com mais clareza.

    E você, me conta, gosta de futebol? Tem alguma história pra compartilhar sobre seu time do coração e suas emoções? Eu adoraria saber.

  • Quando devo procurar o reiki como tratamento terapêutico?*

    Com a popularização do método Reiki, é bem provável que você já tenha recebido esta energia cósmica canalizada (rei) em algum momento para harmonizar sua energia vital (ki). Também, desde o início da pandemia, diversos reikianos e terapeutas vêm oferecendo envios gratuitos pelas redes sociais. Inclusive, há uma técnica, que já mencionei, na qual a energia Reiki flui diariamente para quem queira recebê-la, bastando apenas repassar dois endereços energéticos ao terapeuta (veja meu vídeo sobre a Técnica da Caixinha de Reiki e, se quiser, me envie seu nome completo e data de nascimento).

    Mas, assim como ser reikiano não implica necessariamente em ser um terapeuta Reiki, receber o Reiki esporadicamente não significa que a pessoa esteja fazendo um tratamento terapêutico. Digo isso porque, inúmeras vezes, as pessoas só querem receber uma ou outra sessão e não dão continuidade ao seu processo de autocuidado.

    Fazer um tratamento holístico deve ser uma escolha consciente porque, assim como todo tratamento terapêutico, a importância da continuidade é crucial para se atingirem resultados. Se a pessoa está disposta a trabalhar sua harmonização energética de forma holística, ou seja, olhando para todas as áreas da sua vida (física, emocional, mental e espiritual), a terapia Reiki é uma ótima opção. Mesmo que já esteja fazendo um tratamento médico ou psiquiátrico, o Reiki servirá como terapia complementar e ajudará no processo de recuperação ou manutenção da saúde integral.

    Desse modo, indico que procure um terapeuta Reiki qualificado para que trabalhe de forma conjunta os seus campos físico, emocional, mental e espiritual, pois, com um acompanhamento profissional, é mais fácil de perceber os passos de autodesenvolvimento. A terapia Reiki é capaz de trazer profundas transformações para as pessoas que estejam dispostas a se conhecerem em todos os níveis.

    Isso não significa, é claro, que, ao receber apenas uma sessão, não pode haver transformações. Sempre há, porque a energia Reiki é uma energia inteligente, já que vem da Fonte Cósmica Universal. E, em uma sessão ocorre o equilíbrio dos chacras, que se reflete no trabalho das glândulas e seus respectivos hormônios, e destes para todos os órgãos do corpo, causando um bem-estar físico, emocional e mental instantâneo. Daí que o Reiki tornou-se tão popular: pelos seus efeitos imediatos no corpo e no humor.

    A diferença é quando se coloca isso numa perspectiva de querer trabalhar o autoconhecimento e desenvolver a inteligência emocional conscientemente, para além de ver o Reiki como apenas uma sessão de relaxamento. Ao fazer esta escolha consciente, a pessoa traz para si a responsabilidade em seu processo de autocuidado, e, aí sim, é possível sentir as mudanças mais profundas na prática.

    Lembrando que jamais as terapias holísticas devem substituir os tratamentos convencionais, mas podem, sim, integrar-se àqueles para a busca do desenvolvimento pessoal em todas as áreas. Se você quer saber mais sobre o Reiki, baixe gratuitamente o e-book “Como o reiki pode me ajudar?” ou fale diretamente comigo.

    *Texto publicado inicialmente no site Eu sem Fronteiras: https://www.eusemfronteiras.com.br/quando-devo-procurar-o-reiki-como-tratamento-terapeutico/

  • Seu 2025 vai ser ‘com emoção’ ou ‘sem emoção’?

    Ao iniciar este texto, no último dia do mês de janeiro, muita coisa já aconteceu na minha vida; algumas novas e outras como consequências do ano de 2024. Imagino que você, que me lê, também já tenha aí boas e más histórias para contar deste ano de 2025.

    O título provocativo que apresento aqui é para nos auxiliar a compreender a importância – cada vez mais gritante – de exercitarmos a nossa inteligência emocional. Embora os termos “inteligência emocional”, “educação emocional”, “habilidades socioemocionais” ou “competências socioemocionais” estejam em voga desde a pandemia de covid-19, nem sempre é fácil lidarmos com nossos sentimentos e emoções e aplicarmos na vida prática os aprendizados, seja no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos, principalmente com nós mesmos.

    Como gosto de trazer embasamento científico, tenho estudado bastante sobre estes temas a fim de agregar aos meus atendimentos e serviços. E, sim, a verdade é que precisamos viver “com emoção”, pois o contrário é impossível! Eis aqui a resposta da pergunta do título.

    Contudo, precisamos amadurecer esse ditado, de preferir a emoção, para a aliarmos às nossas inteligências racional/intelectual e espiritual a fim de fazermos escolhas mais assertivas em nossas vidas. E é juntando tudo isso que surge o conceito de “educação emocional”, definida abaixo:

    “Educação emocional é a possibilidade de adquirir conhecimento, por palavras e ações, que, ao reconhecer o poder das emoções no que concerne à capacidade de nos revelar a nós mesmos, faz com que sejamos pessoas melhores, vivendo uma vida mais plena e consciente” (CASASSUS, 2009 apud ARANTES, 2019 – grifos meus).

    Particularmente, gosto da última parte dessa citação que pontua a finalidade da educação emocional em nossas vidas: fazer com que sejamos pessoas melhores, e isso se conecta ao objetivo maior de estarmos neste planeta: evoluirmos em todos os sentidos. Concorda?

    Ocorre, porém, que as emoções acabam nos dominando de tal forma tão destrutiva que hoje vemos uma sociedade doente em todos os níveis: físico, emocional, mental e espiritual. Passamos séculos focando apenas na razão e ignoramos a potência das outras dimensões, pois a verdade é que somos seres multidimensionais – e isso não é apenas um papo místico, pois a própria ONU já reconhece este termo em se tratando de saúde.

    Portanto, uma das chaves para termos uma vida mais plena é olharmos para nossas emoções, aprender a nomeá-las e gerenciá-las de forma mais produtiva e consciente, pois as emoções existem e nos guiam há séculos. Do contrário, continuaremos mais um ano colocando a culpa de nossas mazelas sempre fora (não é que também não esteja, ok?), mas o trabalho interno deve ser feito urgentemente, se quisermos encontrar paz interior e, especialmente, fazermos as pazes com as nossas benditas emoções.

    E aí, seu 2025 vai ser com emoção? Se a sua resposta é sim, conheça o meu Programa Intensivo de Educação Emocional através da aula magna gratuita e/ou, se preferir, fale comigo para uma consultoria de educação emocional com R$ 100,00 de desconto na primeira sessão.

  • Fronteiras entre o eu e o outro

    Reconhecer os limites entre o eu e o outro sempre foi um objetivo de nosso progresso enquanto sujeito individual e diverso, uma meta para desenvolver um ego saudável. Tanto é assim que, na psicologia, se não sei a diferença entre eu e o outro provavelmente posso ter algum distúrbio mental ou transtorno de personalidade.

    E todas essas divisões/limites se projetam para fora de nós com objetivos muito didáticos, é verdade. Contudo, temos a tendência a demarcar muito bem essas diferenças por querermos ser exclusivos e, assim, começamos a excluir tudo o que não se encaixa no nosso mundo sob a nossa perspectiva. Assim é com a língua, com a nacionalidade, com o estado, com o time de futebol, com a estética, com a roupa etc. etc. etc.

    A balança das polaridades é sempre usada por nós com a intenção de menosprezar e aniquilar o outro lado, a parte com a qual não me identifico. Porém, esse outro lado, conforme as leis herméticas, nada mais é do que “idêntico em natureza, mas diferente em grau”, como o quente e o frio, o dia e a noite, a luz e a escuridão e assim por diante.

    Como seres em constante aprendizado, cabe a nós analisarmos o quanto essas diferenças nos afetam de forma negativa, pois isso é trabalhar com inteligência emocional para olhar nossas percepções na prática.

    Quando sinto raiva, qual é a outra polaridade que posso ajustar em mim? Raiva é uma das emoções mais instintivas dos seres sencientes, podemos perceber até nos nossos amigos não humanos, como os cachorros.

    Aqui no Brasil, infelizmente ainda há muita divisão territorial. Logo, se a pessoa é de uma região considerada, pelo ponto de vista dela, como melhor que a outra, a tendência é que desvalorize as demais não percebendo a interdependência; se é de uma religião, as outras são consideradas erradas; se torce pra um time, os outros são os piores.

    Todos nós já fizemos isso em algum momento, concorda? E nem precisa ser com tais exemplos, mas inúmeros outros: minha escola é a melhor; meu celular é o melhor; meu trabalho é o melhor…

    A pergunta é: qual a sensação que essa ideia de “ser melhor” alimenta em nós? Nos tornamos superiores? Inabaláveis? Em qual área do corpo e de minha mente essa sensação afeta? Sinta seu corpo! Provavelmente, se se sente superior em alguma área da vida, uma quentura na região do estômago pode dar um up de poder em você.

    Por outro lado, qual é a vulnerabilidade que pretendo esconder quando preciso sustentar essa ideia? Seria um medo de ser menosprezada? De não ser reconhecida enquanto pessoa? A mesma região do corpo dá um calafrio quando pensamos nisso, não é?

    Faço essas perguntas provocativas tanto para você que me lê quanto para mim, pois para nos conhecermos precisamos ir mais a fundo em nossa compreensão de nós mesmos.

    Na CNV – comunicação não violenta – há quatro passos para trabalhar: primeiro, eu observo o que me acontece, ou seja, principalmente qual reação tenho diante das situações. Segundo, devo identificar o meu sentir, o que, de fato, estou sentindo. Depois, ver qual necessidade humana, demasiadamente humana, quero satisfazer com essa emoção ou sentimento que percebi. Por último, preciso formular um pedido, seja a mim ou ao outro (lembra dele?) alinhado a essa necessidade, pois ninguém, além de mim mesma, sabe o que é.

    O problema é que, como vivemos no piloto automático, todos nós nem sabemos o que sentimos e, por consequência, do que precisamos. Por isso, nos comunicamos de forma tão violenta, cada vez mais.

    Faz sentido pra você? Tudo isso começa com entender de forma positiva os limites e limitações que temos para aprendermos a viver coletivamente, sem necessidade de fronteiras hostis contra meu vizinho, seja uma cidade, estado, país ou planeta, mas sim entendendo que essas diferenças nos complementam em graus inimagináveis.

    Se você sentiu vontade de praticar, use o dia de hoje para aplicar os quatro passos da CNV e se conheça um pouquinho mais. Depois me conta como foi a experiência.

  • Retrospectiva 2022: já fez a sua?

    Quem nunca chegou nesta época, aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo, e começou a pensar no que fez ou no que deixou de fazer no ano que está prestes a acabar, não é mesmo?! Geralmente, a tendência é focar mais em coisas ruins, que não deram certo, mas será mesmo que não houveram muitas coisas boas que nos aconteceram nestes doze meses ou, quase, 365 dias? Vou deixar aqui uma sugestão de reflexão que usei para analisar o meu 2022, para além daquelas retrospectivas mais básicas, e igualmente importantes. Se você fizer, me conta!

    Dá para dividir nossa análise retrospectiva em dois níveis, e dentro de cada um deles, alguns subníveis para melhor compreender nosso ano: o nível macrocósmico e o nível microcósmico, pois, como a Lei da Correspondência nos diz, “assim como é em cima, é embaixo”. Se você quiser, pode escrever para visualizar melhor tudo isso, e ainda, incluir outros pontos que considera importantes.

    A começar pelo nível micro, ou seja, nós mesmos, pode-se dar uma nota de zero a dez – análise quantitativa – e fazer um comentário – análise qualitativa – em cada uma das áreas: física, emocional, mental e espiritual. Essa separação é meramente didática, porque as partes se interpenetram, como você irá perceber ao longo das reflexões. Veja só como é legal analisar a vida de uma forma holística.

    Dentro da parte física, perceba: como foi sua alimentação; se conseguiu olhar de forma consciente para os alimentos; se teve ou não compulsão alimentar – que reflete algum desequilíbrio mental e emocional; se está satisfeita/o com aquilo que te nutre, seja a comida ou a bebida; se percebeu toda a rede de pessoas e animais envolvidos para que tenha seu prato do dia todos os dias…

    Quanto ao seu corpo, você se exercitou? Se não, por quê? Está se sentindo bem com este templo sagrado? Consegue perceber que seu corpo é sua morada? Aqui, é importante desapegar dos padrões impostos pela sociedade (principalmente a mídia) e olhar de forma sincera pra si: se a imagem que vê no espelho é agradável, honre seu corpo; se não é, cuide mais dele e aprenda a amá-lo antes de querer qualquer mudança. Além disso, atividade física é essencial e deve se tornar um hábito.

    Outra questão muito importante no nível físico: o sono reparador. Como andou a qualidade do seu sono? Sabe quantas horas diárias você precisa para se revigorar? O que ou quais emoções e situações interferem na qualidade da tua noite de repouso? De zero a dez, qual foi a nota do seu sono este ano?

    Ainda, de repente, pode ser que você esteja com alguma doença no corpo físico: já foi ao médico e fez os check ups necessários? Está se medicando? Sabia que doença é sintoma? E que sintoma é a consequência de algo? Aqui, a Lei da Causa e Consequência são ótimas para nos ajudar. Podemos ver a doença como algo que nos faz olhar para aquilo que ela está apontando: é uma dor de cabeça, dor de estômago, problemas respiratórios etc.? O que isso quer me dizer? Por exemplo, se não costumo tomar água, posso desenvolver pedra nos rins. “Pedra nos rins” é um sintoma cuja possível causa é a falta de hidratação corporal, dentre outras. Percebe como tudo está interligado?

    Na parte emocional, pergunte-se quais emoções predominaram em você e quais consequências elas trouxeram? Na via negativa: raiva, medo, impaciência, ciúmes, apegos, baixa autoestima, julgamentos, tristeza, repulsa etc. Na via positiva: amor, alegria, gratidão, pertencimento, paixão, prazer etc. Aqui, a Lei das Polaridades nos ajuda a perceber que podemos praticar nossa inteligência emocional se quisermos olhar com consciência para toda e qualquer emoção que sentimos. Também, a Lei do Ritmo nos faz perceber que oscilamos entre os polos positivos e negativos, e tá tudo bem! O problema é só reagir, ou omitir-se ou ignorar as emoções e viver dominado por elas. Isso traz sérias consequências em nossas vidas. Trouxe algo positivo este ano?

    Na parte mental: quais padrões de pensamentos predominaram? Aqui, a linguagem é importante; aqui é diálogo, começando com o interno: como eu converso comigo? E, principalmente, eu me ouço? Meu padrão mental é otimista ou pessimista? Eu costumo incluir ou excluir mais (pessoas, situações e contextos)? Sou uma pessoa mais agitada ou mais tranquila? Mais introspectiva ou mais extropectiva? Mais doadora ou mais recebedora? Quais crenças (positivas e negativas) me guiam?

    Na parte espiritual: primeiro, você costuma incluir este campo em sua vida? Se não, consegue perceber que é um ser espiritual? Já se perguntou sobre o sentido da vida? E o sentido da morte? Se você pratica alguma religião, ela tem te feito bem? Você compreende a estrutura e dá significado ao valor dela em sua vida? Você se considera uma pessoa escolhida e especial por fazer parte desta religião? Tua religião inclui ou exclui? Você acredita totalmente em tudo que sua religião diz, faz e representa?

    No nível macrocósmico, pode-se observar a parte pessoal, profissional e de relacionamentos. Na parte pessoal, como eu estou em
    termos de conhecimento: o que aprendi este ano? Consigo fazer uma análise de mundo deste ano (sem fake news)? Quanto eu li, se li? Lembrando que o conhecimento vai além da formalidade escolarizada, da vida acadêmica. E em termos de autoconhecimento: pega o nível microcósmico visto acima e aprofunda ainda mais. Também responda as seguintes perguntas: qual é o sentido da minha vida? Sinto que tenho um propósito? Que sigo uma missão? Eu tenho algum missão de vida?

    Ainda no nível pessoal, posso refletir sobre ajuda: eu consegui ajudar as pessoas? Como? Através do meu trabalho? Doando meu tempo ou meu dinheiro? Fazendo o bem através de emanações positivas, seja com orações e/ou bem dizeres? Ou eu fofoquei, julguei e excluí pessoas de minha vida? O que tudo isso me fez sentir: bem ou mal?

    Na parte profissional, estou me sentindo bem com meu trabalho? Consigo me imaginar neste trabalho por quanto tempo ainda? Gosto do que faço? Gosto dos meus colegas de trabalho? Se estou sem trabalhar, o que realmente aprendi com essa experiência? Sei que tipo de trabalho gosto/quero/posso fazer? Trabalho por dinheiro ou por prazer, ou ambos?

    No lado de relacionamentos: aqui, podemos analisar os relacionamentos interpessoais e amorosos. Amigos, família, namoro/casamento me fazem bem? Eu me sinto pertencendo aos grupos dos quais faço parte? Isso tudo me faz bem? Eu consigo perdoar as pessoas que me fizeram algo ruim? Quais relações pretendo levar para o próximo ano? Quais relações quero transformar ou me afastar?

    Eu estou satisfeita/o com as autoanálises que fiz acima? O que posso fazer pra consertar alguma coisa? É possível ainda? Consigo olhar de forma grata a tudo que vivi em 2022? Que emoções me moveram nesta análise? Se fosse olhar mês a mês, quais foram os ápices positivos e negativos de cada um?

    Quanto ao planejamento para 2023: projetar tudo isso detalhadamente para o ano, com metas e prazos, dadas as especificidades de cada área e as reais possibilidades que temos em mãos. Lembre-se de assumir a responsabilidade sobre sua própria vida. Seja feliz!

    Referências: O Caibalion.

  • Outubro e as relações com o Outro

    Eu e Alexandre pós-almoço de aniversário, 2022.

    Celebrar a vida, creio eu, é um dos pontos em comum que existe em qualquer cultura. E ter a oportunidade de viver é um grande presente a todo ser. Comemorar mais uma primavera é algo que sempre me inspira e faz emanar amor por todos os meus poros, em todos os níveis.

    Pra mim, comemorar o aniversário sempre foi sinônimo de coletividade, de juntar as pessoas que amo e degustar o prazer em todas as suas variáveis. É claro que, nem sempre dá pra reunir todo mundo, e, por muito tempo até, eu ficava bastante chateada quando algumas pessoas não compareciam ou enviavam suas felicitações – só que aprendi que as interpretações de mundo são sempre o “nosso túnel de realidade”, logo, há no mínimo dois túneis envolvidos neste assunto: o meu, que quer a pessoa por perto e valoriza a data; e o da outra pessoa, que talvez não veja isso como algo tão importante – e tá tudo certo, afinal de contas, “toda verdade é uma meia verdade”.

    Por outro lado, sempre foi muito gostoso perceber o quanto várias pessoas, especialmente neste dia, me trazem suas melhores vibrações – e não necessariamente em presença física -, e tornam o meu dia uma potência gigantesca de amor fraterno!

    Então, entra em ação a tal da gratidão, por ter a sorte de conhecer tanta gente maravilhosa e manter a reciprocidade do amor amigo enquanto chama flamejante. Amizades que, independentemente do tempo e do espaço, se fortalecem ainda mais em momentos assim. Amizades que me fazem lembrar o quanto a vida além do mundo virtual ainda é a principal forma de viver. Amizades que me ensinam “a beleza de ser uma eterna aprendiz”.

    Acredito que intuitivamente eu sempre soube que o caminho da transformação é o Amor, em todas as suas manifestações. E é através das amizades, principalmente, que descobri que as diferenças são dádivas a serem agradecidas. Tenho tantas amizades de diferentes seres que, muitas vezes, me pergunto o quanto eu sou a normalzinha do rolê.

    Além disso, a beleza entrelaçada nestes diversos modos de se relacionar me faz ver o quanto tudo vai se encaixando: é uma flor que chega para enfeitar a mesa, uns salgadinhos recebidos aleatoriamente no ônibus, uma videochamada com a família que me faz gargalhar de felicidade; e tudo isso vai pintando um quadro de risos e alegrias distribuidas ao longo de horas despretensiosas, onde podemos ser nós mesmos diante da cumplicidade de sermos amados e aceitos, desconstruída ou reconstruída enquanto uma nova mulher.

    É só por isso, e por tudo isso, que gosto de dizer que amo celebrar meus aniversários, pois o amor está nas relações que tenho e que me constroem, e me tornam cada dia mais uma pessoa mais agradável de se conviver.

    Gratidão, vida, pelos trinta e oito anos de busca do Amor! Creio que estou indo pelo caminho certo…

  • Tratamentos coletivos especiais de Reiki e Karuna em 2022

     Este ano optei por apresentar serviços coletivos inspirados na Jornada de Gratidão e Reiki, na Jornada do Equilíbrio e no Black Friday Terapêutico que realizei em 2021, pois os resultados das pessoas que participaram foram muito significativos. Assim, criei o Fevereiro e Março Terapêutico, que irão se repetir em Maio e Junho; Agosto e Setembro; e Novembro e Dezembro.

    A proposta é levar o bem-estar que as terapias reiki, karuna e ho’oponopono nos trazem a um nível mais profundo, aliando-as à inteligência emocional através do trabalho com temas relacionados aos sete chacras principais, observados de forma individual semanalmente. 

    As terapias reiki e karuna equilibram e harmonizam nossos campos físico, emocional, mental e espiritual, o que, por consequência, refletirá em diferentes aspectos da nossa vida: nosso sono melhora; nossa mente se foca; começamos a reparar em coisas que não víamos e que podem fazer toda a diferença para a qualidade de nossa vida; sentimos e  temos mais emoções e pensamentos positivos, entre outras características.

    Infelizmente, percebo três principais questões que podem atrapalhar um tratamento terapêutico energético/holístico com reiki: 

    1) com a popularização do reiki no Ocidente houve uma certa banalização do método, e as pessoas só querem recebê-lo para o relaxamento instantâneo (o que não está errado), mas sem aprofundar-se em um tratamento mais efetivo. 

    2) devido a maioria dos efeitos serem mais sutis, por falta de consciência e autoconhecimento, a pessoa pensa que o reiki não funciona para ela. 

    3) por diferentes motivos, muitas pessoas ainda acreditam que devem usufruir da terapia reiki somente de forma gratuita; ou não a valorizam justamente por a receberem gratuitamente.

    Ora, para a primeira questão acredito que vivemos numa “cultura de fast food” em que queremos resultados rápidos sem nenhum esforço de nossa parte. Nesta lógica, o reiki ficou conhecido por ser uma terapia que pode ser “usada um pouquinho e só agora”: “ah, eu quero um reiki pra relaxar já!”; e assim a pessoa não se permite acessá-lo por vias mais aprofundadas além do resultado físico imediato.

    No segundo ponto, o fato de desconhecermos o alcance de atuação destas terapias energéticas pode nos fazer, equivocadamente, achar que não funcionou. Aliado a isso, uma mente puramente racional e materialista, muitas vezes, não se abre para compreender o invisível não aceitando a existência de nossos corpos sutis que envolvem o campo emocional, mental e espiritual. Já existem diversos estudos nacionais e internacionais que comprovam a eficácia do reiki, e deve-se frisar que a base da técnica são os símbolos, que “São instrumentos vibracionais para a captação, intercessão e restauração da Energia Primordial Cósmica” (DE’ CARLI, 2017, p. 327 ). Logo, se a pessoa não é devidamente sintonizada por um mestre habilitado, os símbolos, aí sim, não funcionam.

    Quanto ao terceiro caso, vale esclarecer que a energia reiki é gratuita e está disponível de forma ilimitada, pois é da energia cósmica primordial do Universo que estamos falando. Já o fato de receber uma sessão de reiki de um terapeuta envolve uma troca para além da prestação de serviços: trata-se de valorizar o conhecimento e aprendizado que aquele oferece ao fazer um atendimento ou um trabalho coletivo. Creio que, por desinformação e por crenças limitantes, as pessoas ainda confundem muito estas questões relacionadas ao dinheiro. Por outra via, muitos reikianos enviam a energia reiki de forma solidária e gratuita através das redes sociais (o que é fantástico, e eu também faço), mas muitas pessoas acabam não dando o real valor que o envio desta energia tem, de fato. Contudo, isso não é exclusivo do reiki, pois temos à nossa disposição inúmeros conteúdos e materiais gratuitos na internet, porém, a maioria de nós ainda fica no superficial a respeito das informações compartilhadas em rede.

    Também, é óbvio que se a pessoa não quer receber reiki, ela não é obrigada, pois o livre arbítrio é um direito de cada um. Todavia, cada vez mais estas terapias estão se difundindo no mundo. Inclusive, o reiki já é reconhecido como profissão no Brasil e está disponível em alguns locais de forma gratuita através do SUS – Sistema Único de Saúde. 

    Voltando aos trabalhos terapêuticos do ano, a dobradinha de dois meses seguidos irá totalizar oito sessões no total (quatro ao mês), podendo falar por si só. Além do envio, são elaborados materiais exclusivos que complementam e transmitem conhecimentos sobre os sete chacras, que compõem uma parte essencial de nosso campo energético e estão relacionados a emoções, padrões de pensamentos e doenças específicas (baixe meu e-book “Como o reiki pode me ajudar” para saber mais). Nos dias e horários marcados, há orientação por áudios no grupo de WhatsApp, além de dicas de autoanálise durante a jornada.

    Durante as sessões, todos os chacras são harmonizados, e semanalmente trataremos de emoções específicas relacionadas ao chacra em questão, o que nos faz observar os aspectos mentais e emocionais envolvidos sobre cada um deles.

    A pessoa não tem a obrigatoriedade de fazer os dois meses seguidos, mas se o fizer irá receber de bônus um envio de reiki para relacionamentos, pois sim, é possível tratar uma relação conturbada com a energia do amor incondicional. 

    Os horários de envios serão sempre nas segundas-feiras às 21h, porém, se a pessoa não puder estar conectada neste horário, poderá fazê-lo assim que puder, pois a programação é feita para ser ‘a partir deste horário’. Assim, quando estiver pronta, poderá ouvir a meditação do dia, deitar e relaxar para se conectar à energia enviada. 

    Outra vantagem deste trabalho é que, ao intencionarmos trabalhar em conjunto, uma egrégora de Luz se forma para ancorar e potencializar a energia. Estaremos todos na mesma jornada, embora cada pessoa possa sentir de forma diferente, pois as energias reiki e karuna são consideradas energias inteligentes. 

    E o último detalhe, mas não menos importante, é que ao fazer um trabalho coletivo desta forma é possível oferecê-lo a um preço mais acessível. E deixo aqui registrado que pretendo, a depender do número de participantes, diminuir ainda mais o valor* de cada sessão terapêutica, objetivando levar ao maior número de pessoas possível.

    Então, quer dar a si mesmo momentos de amor e autocuidado? Participe das jornadas terapêuticas deste ano e ajude a divulgar para aquelas pessoas que se interessam em cuidar da sua energia vital. Fique atento aos calendários e bom proveito!

     

  • Você sabia que hoje é o Dia do Carteiro?

     

    “Tava com um cara que carimba postais

    E por descuido abriu uma carta que voltou

    Tomou um susto que lhe abriu a boca

    Esse recado veio pra mim, não pro senhor”

    (Marisa Monte, Nando Reis, Carlinhos Brown)

    Quem aí conhece esta música da epígrafe, eternizada pela voz da maravilhosa Cássia Eller? Eu descobri este ano que todo dia 25 de janeiro é comemorado o Dia do Carteiro, pois em 1663 foi criado o Correio-mor no Brasil. Também soube que esses profissionais entregam mais de um milhão de encomendas diariamente no país (TV Brasil, 2021), entre correspondências pessoais/particulares e comerciais.

    O papel dos Correios, e consequentemente dos seus profissionais, é de suma importância para nós, e isso ficou mais uma vez demonstrado durante a pandemia, pois no período em que estávamos totalmente isolados, muitas vezes era a espera de uma encomenda  (ou de comida) que nossas horas de esperança se sintonizavam, não é mesmo?

    Meu irmão trabalhou como carteiro temporário e me contava histórias sobre as relações que as pessoas mantinham com estes profissionais. E sempre que há relações, há muitas emoções envolvidas! Lembro particularmente da história de uma criança que ele dizia que ficava sempre esperando o carteiro passar, e lhe perguntava se tinha uma carta pra ela. Não sei exatamente como ele soube, mas a menina aguardava a carta do pai, que estava privado de liberdade cumprindo pena em algum lugar.

    Muitas pessoas, atualmente, ainda não receberam uma correspondência pessoal via Correios, apenas encomendas de compras via internet ou mesmo as nem sempre bem-vindas cobranças comerciais. Contudo, este outro lado das relações de comunicação via escrita tem, sim, o seu valor. 

    Das gerações passadas, quem nunca esperou o carteiro por dias para receber notícias de um familiar que mora longe, pois telefone era artigo de luxo. E quem aí já teve um namoro via cartas? O que é isso, se comparado aos atuais aplicativos de encontro? E os cartões-postais, os principais souvenires dos viajantes, que transmitiam a certeza de que você foi especialmente lembrado por alguém? São relações afetivas de espaço-tempo de uma época em que a vida passava mais devagar diante de nossos olhos, ao que parece.

    Eu mesma tive algumas experiências marcantes com a comunicação via Correios, e esperava o carteiro passar porque estava sempre à espera de alguma correspondência, fosse particular ou mesmo de estudos, pois lembro que escrevi ofícios (correspondências formais) a alguns reitores de universidades contando um pouco sobre minha trajetória de estudante em escola pública e o quanto, na época, eu desejava fazer vestibular para medicina. Tive respostas da UFSC, da UEL e da UFPR. Logo em seguida, em abril de 2004, me mudei para Florianópolis e fiz o cursinho pré-vestibular comunitário e gratuito da Federal de Santa Catarina.

    Hoje eu escrevo estas linhas para agradecer a todos os profissionais carteiros e carteiras deste Brasilzão, pois são eles que chegam em muitos lugares os quais não fazemos a mínima ideia que existam! É através deles que muitas notícias felizes se espalham, e é por essas pessoas que podemos receber ou enviar afeto em formatos diversos. 

    E se você quiser propagar a onda de emoções positivas através dos Correios, conheça o meu Projeto Poético Poste um cartão-postal e envie amor às pessoas com as quais se importa, pois o que é importante deve ser vivido. 

    Carla Mello

  • Janeiro Branco: o que eu tenho a ver com isso?

    “Precisamos resolver nossos monstros secretos, nossas feridas clandestinas, nossa insanidade oculta.” (Michel Foucault) 


    A campanha “Janeiro Branco” foi criada por psicólogos de Uberlândia, Minas Gerais, em 2014, inspirada nas campanhas nacionais como “Outubro Rosa” e “Novembro Azul”, com a finalidade de promover ações como palestras, cursos etc. e difundir uma cultura de saúde mental no país. E em meio a tantos tabus e desinformações em pleno século XXI, esse tema ainda precisa ser melhor compreendido. 
    Quando se fala em saúde mental, é muito provável que venha à memória a loucura e tantos personagens famosos, ou mesmo pessoas próximas a nós, das quais dizemos que “são loucas”, “louquinhas”, “fora da casinha” etc. Muitas pessoas possuem pré-conceitos sobre o tema e ignoram os sinais que estão tendo em relação a algum desequilíbrio no campo mental, porque saúde não se trata apenas de ausência de doença, mas sim de bem-estar e harmonia. 
    Michel Foucault nos fez um favor incrível ao trazer em seu livro a “História da Loucura” uma abordagem que aponta os discursos que se produziram a respeito do tema ao longo dos séculos. E quando se trata de discurso, há sempre alguém que fala algo sobre e a partir das suas experiências e seus próprios pontos de vista, logo, o interlocutor traz as suas visões de mundo sobre aquele tema, resultando em maior ou menor relação DE poder e COM o poder vigente, partindo do seu lugar de fala. 
    Assim sendo, por muito tempo quem tinha o poder de definir sobre sanidade ou insanidade mental era o psiquiatra ou as instituições similares. Mas sabemos que isso trouxe consequências drásticas para as vidas de muitas pessoas, como as internações compulsórias em instituições antigamente conhecidas como “manicômios”, ou as lobotomias que eram utilizadas em quadros de esquizofrenia. Mas a minha intenção aqui não é aprofundar os estudos sobre Foucault nem os estudos sobre “loucura”, pois isso inúmeras pessoas especialistas da área o fizeram, e recomendo fortemente a leitura da própria obra de Foucault para conhecer melhor o panorama geral, ou pesquisar sobre o Hospital Colônia de Barbacena, em MG, só pra se ter uma noção básica do tamanho da complexidade disso tudo. 
    Fato é que a saúde mental vai muito além do binômio loucura versus razão. Vou falar, então, a partir de um olhar holístico que venho estudando nos últimos três anos, pois como já dizia Hipócrates: “mente sã, corpo são”. E as medicinas milenares, como a ayurvédica e a chinesa, sempre estiveram tratando do todo ao invés de apenas as partes, como acontece comumente na medicina ocidental convencional. É preciso tratar as causas em si para eliminar os sintomas (doenças) de uma vez por todas. É preciso tomar consciência para se curar do que quer que seja. 
    Pelo viés holístico, nós temos sete corpos (ou, se preferir, campos), e cada um deles encontra-se ligado a um dos sete principais chacras, esses que são vórtices energéticos localizados ao longo da nossa coluna vertebral e relacionados a glândulas e órgãos específicos. Os três chacras inferiores são ligados ao corpo físico e duplo-etérico (primeiro chacra ou chacra raiz, na base da coluna); ao corpo emocional (segundo chacra ou sexual, abaixo do umbigo); e ao corpo mental (terceiro chacra ou plexo solar, perto do estômago). Os chacras não são visíveis a olho nu, mas quem possui a clarividência desenvolvida consegue enxergá-los, e até mesmo seus pontos de bloqueio. Cada um dos chacras relaciona-se com determinadas emoções, padrões de pensamento e as doenças físicas podem apontar em qual chacra há desequilíbrio. 
    A energia que mantém nossa vitalidade é conhecida como Qi ou Ki (energia vital), e uma parcela dela nos é dada pelas energias de nossos pais, quando na ocasião de nossa concepção, chamada na MTC (Medicina Tradicional Chinesa) de “Jin Qi”; e outra parte dela é adquirida constantemente através da respiração, dos alimentos e bebidas que ingerimos, de um sono reparador, e principalmente de nossos pensamentos e emoções. 
    Tudo o que há é permeado por um campo eletromagnético que emana e atrai energias. Nossos pensamentos e emoções também possuem energia e criam formas invisíveis que se refletem em nossa qualidade de vida, por isso a máxima “semelhante atrai semelhante” foi propagada por Samuel Hahnnemann, criador da homeopatia, mas antes dele as próprias ciências da física e química comprovam isso através de experimentos variados. Saúde e doença, a exemplo da loucura, possuem diferentes olhares e discursos a depender do contexto, da cultura e do período histórico ao qual observamos. Por exemplo, atualmente estamos vivenciando uma pandemia, porém, se a maioria de nós que não teve Covid-19 não significa que não tenhamos tido outras doenças colaterais advindas deste quadro social ou mesmo de outros contextos anteriores. Desse modo, em maior ou menor grau podemos estar saudáveis ou não: perceba como está seu corpo físico, sua alimentação e seu sono? E o seu emocional? E o seu mental? E, ainda, você cuida do espiritual? Você pode dizer que está cem por cento saudável? 
    É importante, também, entender que se estamos com um problema no campo físico é preciso tratarmos o físico; se for emocional, devemos cuidar do lado emocional; e se for mental, devemos nos ater ao campo mental. Obviamente que todos estão interligados e as mudanças que acontecem em um afeta todos os outros, ainda mais em tratamentos holísticos. É por isso que é importante termos um acompanhamento holístico a respeito de nossas dores e doenças, agindo em conjunto com a medicina convencional. 
    Para prevenir doenças, sejam elas físicas, mentais, espirituais ou emocionais devemos cuidar, em primeiro lugar, da nossa energia vital (ki) e seus desdobramentos. Ou seja, autocuidado e autoconhecimento me permitirão saber que tipos de alimentos meu corpo e minha mente precisam, quanto tempo preciso dormir, quais emoções me “tiram” energia, quais pensamentos atrapalham meu sono etc. Além disso, o reiki pode ajudar de maneira eficaz e beneficiar todas as áreas da nossa vida. Saiba mais no meu e-book sobre o tema. 
    Agora, se já estou doente, devo procurar um clínico geral ou psiquiatra, ou psicólogo, e conjuntamente posso optar por fazer um tratamento complementar, integrativo e natural com as terapias holísticas. Mas, nesta dimensão, este último não deverá substituir o primeiro, e sim andar junto daquele; ou ser preventivo para não se chegar àquele, já que pode auxiliar no autoconhecimento e harmonizar seu campo energético alinhando os chacras, a exemplo do já referido reiki, da radiestesia, da cromoterapia etc. 
    A ansiedade e a depressão, dois grandes males deste século, mostram a interconexão dos campos mental e emocional da pessoa, o que exige um tratamento profundo, sério e cuidadoso. Não é “fraqueza” reconhecer que precisa de ajuda. Se você precisa ir ao médico, seja um clínico geral, psicólogo ou psiquiatra, não deixe para amanhã! Faça algo por você mesmo agora. Saúde mental não é mimimi. Peça ajuda, pois você é um ser único no Universo e precisa saber disso! Sua passagem na Terra não é por acaso. 
    Vamos juntos difundir uma cultura de saúde mental e emocional para, assim, construirmos uma sociedade realmente saudável, alegre, fraterna e empática. Que não apenas em janeiro, mas em todos os meses possamos nos colocar na lista de prioridades para o autocuidado. Também, existem diversas opções de atividades que não são terapias, mas são terapêuticas, como ouvir uma música agradável, estar perto da natureza, ter crianças ou animais por perto, meditar, entre outras. Você sabe quais são as suas favoritas? Descubra e aproveite. E não esqueça de respirar! 
    Se você quer saber se posso te ajudar, me envie uma mensagem. 

    Carla Mello – Terapeuta Reiki e Psicoterapeuta Holística