Tag: educação emocional

  • Por que, em questão de saúde, ainda “é melhor prevenir do que remediar”?

    Inicio o texto fazendo esta pergunta tão conhecida popularmente para que possamos refletir um pouco sobre saúde e doença na contemporaneidade. Obviamente, um breve texto não consegue dar conta da complexidade desses conceitos, todavia, podem nos apontar caminhos para o autocuidado.

    Em 1948, a Organização Mundial de Saúde estabeleceu um conceito norteador do termo saúde cujos parâmetros vão além da ausência de doenças: “é um estado completo de bem-estar físico, mental e social”. Observe a palavra “bem-estar”, que pode nos levar ao universo subjetivo, ou seja, o que seria estar bem, de fato?

    Fisicamente, estar bem pode se relacionar a ter uma alimentação saudável, um sono adequado e o corpo funcionando plenamente – sem dores ou efeitos desagradáveis.

    Nos níveis mental/emocional, estar saudável pode ser medido através de possuir bons pensamentos – que se refletem e retroalimentam os sentimentos e emoções; reconhecer e gerenciar seus pensamentos e emoções; ter resiliência e motivação; dentre outras coisas.

    No nível social, podemos verificar se nossas necessidades básicas são atendidas: moradia, saúde, educação, trabalho, renda, meio ambiente, transporte, qualidade de vida, lazer etc., além de termos relacionamentos interpessoais que nos apoiam.

    Aí complicou, não é mesmo? Se pensarmos apenas em nível nacional sobre as necessidades básicas e de direito social sabemos que muitas pessoas não possuem um “completo bem-estar”.

    E isso pode complicar mais ainda quando vamos para o campo das relações – familiares, amizades, colegas de trabalho e amorosas, que podem ser verdadeiros “campos de guerra”…

    Além disso, a saúde pública no Brasil, embora possua o SUS – Sistema Único de Saúde (que é o maior sistema público e gratuito de assistência em saúde do mundo), possui inúmeros desafios estruturais para atendimentos e tratamentos médicos.

    E a saúde privada não está muito diferente, conforme apontou uma pesquisa de 2018, que mostra que 89% das pessoas avaliam a saúde no país como péssima, ruim ou regular. E é bem provável que estes índices tenham aumentado após a pandemia…

    Portanto, muitas das vezes, se não a maioria, nós não estamos totalmente equilibrados em todos estes campos simultaneamente. Logo, ser saudável pode ser um objetivo constante, o qual dependerá de diversos fatores internos e externos à pessoa.

    Então, como resolver isso? Ora, o contexto social é mais difícil porque abrange sistemas externos a nós. Já as áreas mental, emocional e física estão ao nosso alcance, ou seja, podemos buscar nos prevenir, caso não estejamos no nível de “remediar”.

    Para isso, é preciso fazer escolhas mais conscientes. Por exemplo, se pretendemos evitar chegarmos aos tratamentos médicos convencionais, cujos remédios nos trazem diversos efeitos colaterais nem sempre agradáveis, as terapias holísticas, complementares e integrativas são uma ótima opção de prevenção, a exemplo da terapia reiki, dos florais e da aromaterapia.

    Mas compreenda que este “evitar” não significa que não devemos usufruir dos benefícios alopáticos e da medicina ocidental e suas grandes descobertas. Aliás, a integração de ambos os tratamentos seria o ideal – num “mundo ideal” onde todas as pessoas podem acessar esses bens de direito.

    Embora existam diversas técnicas terapêuticas além das mencionadas acima, o reiki tem se destacado por ser praticamente sem contraindicações. A energia (rei – cósmica + ki – individual) atua de forma sutil em todos os campos da nossa saúde: físico, emocional, mental e espiritual. Fiz um resumo sobre o assunto no e-book gratuito “Como o reiki pode me ajudar?”.

    Em minha experiência pessoal, principalmente no nível mental e emocional, o reiki foi um divisor de águas. E receber uma sessão, seja presencial ou à distância, equivale a encontrar uma parcela desse “bem-estar” através do relaxamento e alívio para dores as mais diversas.

    Experimente você também e previna-se de adoecer. Fale comigo agora mesmo!

  • Afinal, o que é essa história de ser você mesma?

    O inverno chegou e, ao mesmo tempo, a segunda edição do curso de Educação Emocional Aplicada finalizou. Ficamos por 16 semanas olhando para nós e aprendendo a nos reconhecer enquanto protagonistas das histórias de nossas vidas. E na reverberação destes encontros maravilhosos, me nasceu o desejo de escrever um pouco.

    Reconhecer a nossa história pode ser assustador, especialmente para quem nunca parou para pensar e olhar para si de forma acolhedora, como é a proposta do curso – e de meus atendimentos terapêuticos. Contudo, uma coisa é certa: a beleza encontrada no final da jornada tem um valor inestimável. Por isso mesmo, na última atividade do curso, há uma proposta desafiadora: elaborar e apresentar uma autobiografia. A apresentação não é obrigatória, mas eu sugiro fortemente que a pessoa ao menos faça essa atividade, pois poderá reviver e contar a sua história de um outro lugar, com amor e empatia!

    Olhar para a nossa história e honrar nosso passado, aceitando as partes boas e ruins, é um dos primeiros passos para assumirmos a responsabilidade de sermos nós mesmas, pois, independentemente do que possa acontecer, quando tomamos consciência de quem somos e temos a noção de que podemos fazer algo pela nossa própria vida, passamos a escolher com clareza e amorosidade a fim de atender às nossas necessidades e acolher empaticamente as nossas emoções.

    Um ponto comum de muitas pessoas, que percebi recentemente, é que foi durante a pandemia que começaram sua busca pelo autoconhecimento. E elas já podem ter experimentado diversos caminhos para tal: terapia convencional, terapias integrativas/alternativas, tarô, astrologia, trabalhar a espiritualidade com um viés mais religioso, não importa! Depois que cai o primeiro véu do reconhecimento de si, é inevitável seguir adiante.

    Porém, muitas vezes, nos sentimos perdidas em meio a tantas informações e não sabemos se estamos fazendo da “melhor” forma. É por isso que ter alguém para trilhar conosco essa jornada, sendo mediadora e nos acompanhando compassivamente, é uma das melhores oportunidades que podemos ter.

    Se você está se sentindo estagnada na tua jornada de autoconhecimento e sente que precisa colocar tua vida nos trilhos, há duas opções que te apresento: 1º) faça sua jornada do curso de Educação Emocional Aplicada individualmente; ou 2º) faça comigo como mediadora, com planejamento e acompanhamento semanal.

    Venha me contar a tua história de vida! Será um prazer enorme te ouvir e te acolher.

  • O que o futebol me ensinou sobre as emoções

    Desde criancinha assisto futebol, e desde criancinha sou palmeirense. Eu me lembro de ficar aos domingos em frente à televisão para ver o Palmeiras jogar. E essa memória até pareceria uma invenção, caso eu não tivesse vivido essa paixão na pele e na alma.

    Até aqui, normal ser apaixonada por futebol, pois moro num país e vivo sua cultura, como qualquer pessoa. Mas, com o tempo, fui levando essa história tão a sério que, como toda paixão extrema, virei uma fanática!

    Pessoas amigas que conviveram comigo nesta época, que durou bastante tempo, sabiam que não podia passar em frente à TV para não ouvir gritos, e quando o Palmeiras perdia já sabiam que eu ficava mal-humorada por um período.

    Por ser uma das poucas mulheres que assistia futebol, eu tinha um grupo com meninos palmeirenses e íamos pro bar ver os jogos, comemorar ou lamentar, quando perdíamos. Foram momentos bons e, ao mesmo tempo, tensos que vivi.

    Quando cheguei ao ponto de brigar com um colega da época até quase pular nele de tanta raiva durante um jogo, percebi que minha relação com o futebol não estava me fazendo bem.

    Mas daí foram anos até me curar desse vício e escape. Não vou entrar em detalhes mais aprofundados a nível social e psicológico sobre o papel do futebol na sociedade. Para isso, deixo duas dicas para quem quiser saber mais: o livro de Eduardo Galeano, chamado “Futebol ao sol e à sombra”, que me auxiliou a descortinar os bastidores do mundo futebolístico, e o site Observatório social do futebol, que traz dados importantes sobre futebol e sociedade.

    A verdade é que o futebol, para quem se identifica com o esporte, traz à tona nossas emoções com altos níveis de intensidade, e isso pode ser perigoso quando você não tem autorregulação emocional. Não é à toa que muitas mortes já ocorreram neste país durante jogos, principalmente clássicos como Palmeiras e Corinthians.

    Como eu vivia minhas emoções de modo mais ou menos inconsciente, precisei passar um bom tempo afastada do vício até retornar a ele. Lembro que foi em Curitiba que soube, através do meu cunhado, também palmeirense, que o Palmeiras estava na final da Libertadores, em 2021, se não me engano.

    De lá pra cá, retomei minha relação com o futebol de um outro lugar. Aliás, é importante registrar que, antes disso tudo, me casei com um corinthiano, que hoje está muito feliz por ter ganhado o campeonato paulista de 2025 em cima do seu maior rival, quebrando uma sequência de três anos de vitórias e viradas do Verdão.

    E eu me vejo madura ao reconhecer que o Corinthians mereceu, sim, ganhar. E tá tudo bem, a vida continua. Afinal, se não existisse o Corinthians, meu Palmeiras seria menos Palmeiras, pois é nesse tipo de situação que reconheço a Lei das Polaridades, onde os opostos são da mesma natureza.

    Resumindo, o futebol, assim como qualquer esporte, pode nos ajudar a reconhecer, mensurar e regular as nossas emoções, de modo a tornar essa relação saudável e prazerosa. Mas isso só pode ser feito quando trazemos o autorreconhecimento para compreender essa relação com mais clareza.

    E você, me conta, gosta de futebol? Tem alguma história pra compartilhar sobre seu time do coração e suas emoções? Eu adoraria saber.

  • Seu 2025 vai ser ‘com emoção’ ou ‘sem emoção’?

    Ao iniciar este texto, no último dia do mês de janeiro, muita coisa já aconteceu na minha vida; algumas novas e outras como consequências do ano de 2024. Imagino que você, que me lê, também já tenha aí boas e más histórias para contar deste ano de 2025.

    O título provocativo que apresento aqui é para nos auxiliar a compreender a importância – cada vez mais gritante – de exercitarmos a nossa inteligência emocional. Embora os termos “inteligência emocional”, “educação emocional”, “habilidades socioemocionais” ou “competências socioemocionais” estejam em voga desde a pandemia de covid-19, nem sempre é fácil lidarmos com nossos sentimentos e emoções e aplicarmos na vida prática os aprendizados, seja no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos, principalmente com nós mesmos.

    Como gosto de trazer embasamento científico, tenho estudado bastante sobre estes temas a fim de agregar aos meus atendimentos e serviços. E, sim, a verdade é que precisamos viver “com emoção”, pois o contrário é impossível! Eis aqui a resposta da pergunta do título.

    Contudo, precisamos amadurecer esse ditado, de preferir a emoção, para a aliarmos às nossas inteligências racional/intelectual e espiritual a fim de fazermos escolhas mais assertivas em nossas vidas. E é juntando tudo isso que surge o conceito de “educação emocional”, definida abaixo:

    “Educação emocional é a possibilidade de adquirir conhecimento, por palavras e ações, que, ao reconhecer o poder das emoções no que concerne à capacidade de nos revelar a nós mesmos, faz com que sejamos pessoas melhores, vivendo uma vida mais plena e consciente” (CASASSUS, 2009 apud ARANTES, 2019 – grifos meus).

    Particularmente, gosto da última parte dessa citação que pontua a finalidade da educação emocional em nossas vidas: fazer com que sejamos pessoas melhores, e isso se conecta ao objetivo maior de estarmos neste planeta: evoluirmos em todos os sentidos. Concorda?

    Ocorre, porém, que as emoções acabam nos dominando de tal forma tão destrutiva que hoje vemos uma sociedade doente em todos os níveis: físico, emocional, mental e espiritual. Passamos séculos focando apenas na razão e ignoramos a potência das outras dimensões, pois a verdade é que somos seres multidimensionais – e isso não é apenas um papo místico, pois a própria ONU já reconhece este termo em se tratando de saúde.

    Portanto, uma das chaves para termos uma vida mais plena é olharmos para nossas emoções, aprender a nomeá-las e gerenciá-las de forma mais produtiva e consciente, pois as emoções existem e nos guiam há séculos. Do contrário, continuaremos mais um ano colocando a culpa de nossas mazelas sempre fora (não é que também não esteja, ok?), mas o trabalho interno deve ser feito urgentemente, se quisermos encontrar paz interior e, especialmente, fazermos as pazes com as nossas benditas emoções.

    E aí, seu 2025 vai ser com emoção? Se a sua resposta é sim, conheça o meu Programa Intensivo de Educação Emocional através da aula magna gratuita e/ou, se preferir, fale comigo para uma consultoria de educação emocional com R$ 100,00 de desconto na primeira sessão.