Categoria: Pessoal

  • Minha história com o reiki

    Olá, eu sou a Carla Mello, terapeuta reiki nível 3-A e mestra em terapia karuna pelo Instituto Brasileiro de Pesquisas e Difusão do Reiki. Eu quero te contar um pouco sobre minha história, como conheci o reiki e como essa terapia transformou a minha vida!

    Eu sempre fui uma pessoa de minha época, do meu tempo. Isso significa dizer que sempre fui extremamente RACIONAL e CÉTICA em relação a qualquer coisa que não pudesse ser explicada pela ciência! Tinha mil objeções e preconceitos sobre o que quer que estivesse fora da esfera científica. Contudo, essa própria esfera científica tinha de ser materialista, é claro.

    Tudo bem que na infância e adolescência tive uma breve experiência legal com duas religiões cristãs, a católica e a evangélica, mas depois disso, por muito tempo, neguei a necessidade de qualquer tipo de crença ou mesmo a existência da espiritualidade. Sempre militei pela vida terrena finita, ou seja, se morre o corpo e a mente, não há mais nada!

    Depois que entrei na universidade, obviamente, o meu nível de racionalidade aumentou ainda mais! Segui carreira acadêmica e, por cerca de 12 anos entre graduação e pós, basicamente atuei como pesquisadora, algo que infelizmente não é muito valorizado em nossa sociedade. Formei-me bacharela e professora de Letras Português pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), além de mestra e doutora em Literatura pela mesma universidade.

    Mas no meio desse caminho, na reta final da graduação, em 2011, cheguei num ponto que ACHEI QUE IRIA MORRER! Fiquei cerca de 4 horas na emergência do Hospital Universitário da UFSC crendo que estava tendo um ataque cardíaco: não conseguia respirar, falar, pensar nem nada! Era o fim da linha pra mim, pensei eu.

    Na minha família sempre soube que há histórico de problemas cardíacos, então, pronto! Achei que iria morrer naquele dia longe da minha família, que mora no interior de SC, e que era isso: acabou-se a vida! Fim de tudo…

    Entretanto, não morri naquele dia e saí de lá com uma experiência profunda que foi a chave da mudança em minha vida desde então. E costumava dizer que não desejava nem aos meus inimigos sentirem aquilo que senti naquela tarde/noite tenebrosa! Porém, a sensação de que iria morrer me fez perceber que há algo “a mais” no meio de toda essa história materialista, científica, visível etc.

    O médico me entregou uma receita de remédio tarja preta e um encaminhamento ao psiquiatra: crise de pânico foi o diagnóstico! Embora acredite e confie na ciência, eu tinha certeza de que não queria usar remédio nem ir ao psiquiatra, pois costumava dizer que quero escolher as drogas que farei uso. Isso no sentido de saber que o termo “droga” vai muito além daquelas conhecidas como “ilícitas”, pois remédio também é um tipo de droga, não esqueçamos!

    E foi na universidade pública que tive o privilégio e a oportunidade de ter acompanhamento psicológico e terapias complementares, donde conheci o reiki. Desde que saí do HU, em dezembro de 2011, decidi que iria começar a olhar pra mim de outra forma, pois de algum modo eu sabia que ficar tomando remédios uma vida toda não iria me curar e não iria resolver, de fato, os meus problemas! Havia algo além daquilo que se apresentava no momento: percebi que eu havia me abandonado e estava acumulando dores na minha alma, para as quais evitava, ao máximo, olhar.

    Como eu disse, tive a oportunidade de ter tratamento gratuito na UFSC, onde conheci o Projeto Amanhecer, composto por terapias e terapeutas maravilhosos que se dedicam a ajudar ao próximo. E foi ali que, mesmo desconfiada das técnicas aplicadas, recebi pela primeira vez o reiki. Lembro da primeira terapeuta que me atendeu, Salete, e do quanto aquele atendimento foi crucial em minha vida! Quando eu recebia reiki conseguia dormir e me acalmava, e aquilo era o céu pra mim! Agradeço todos os dias por ter tido essa oportunidade de conhecer um novo mundo.

    Em 2019, após conhecer diversas terapias e terapeutas que me ajudaram a me cuidar, senti o desejo de me tornar reikiana e, desde então, parece que tudo passou a ter mais sentido, me senti ancorada! Quem é reikiano praticante sabe o quanto essas iniciações mexem com a gente, mas tudo o que eu queria, desde o primeiro nível, era que os 21 dias de autocura acabassem logo pra que eu pudesse compartilhar a energia reiki com todas as pessoas! E comecei a fazer isso com pessoas amigas e familiares, e foi lindo, pois sinto que me deixou ainda mais fortalecida.

    Se você me perguntar se me curei das crises de ansiedade, eu digo que sim porque passei a vê-las de outra forma, pois foram elas que me despertaram para o meu autocuidado. Ficar ansioso é algo natural do ser humano, mas daí a ter a consciência para não deixar essa ansiedade se tornar uma crise de pânico foi o que o reiki – e outras terapias holísticas – me trouxeram de melhor.

    Além disso, é importante mencionar que os tratamentos médicos convencionais são de suma importância e devem ser feitos com seriedade, mas também vejo ser muito melhor complementá-los com algum tratamento holístico porque hoje sei, por experiência própria, que o caminho da cura é, na verdade, um caminho de autoconhecimento que consiste em se olhar e assumir o controle de sua própria vida, de dentro pra fora! O próprio termo cura é bastante complexo e não deve ser banalizado.

    Nós não estamos livres de ficarmos doentes, só que temos o livre arbítrio para acolher nossas dores a fim de nos curarmos ou não. Desde sempre, o poder está em nossas mãos! Vale a pena tentar.

    Quer saber como o reiki pode te ajudar? Baixe o e-book grátis que fiz sobre o tema ou fale comigo!