Categoria: estudos

  • A língua pode ser sua aliada no jogo das emoções*

    Estudar a língua portuguesa é obrigatório nas escolas brasileiras. Contudo, por ser a língua materna dos falantes, há um grande abismo entre a língua falada no dia a dia e a língua estudada nas salas de aulas do país. Além disso, um dos temas mais urgentes que também se relacionam com essa disciplina, embora não seja exclusividade dela, tem a ver com as emoções suscitadas nas pessoas quando vão aprender o português mais formal. E como se não bastasse, temos ainda a ansiedade e a depressão como dois dos principais problemas enfrentados pelos estudantes brasileiros no pós-pandemia.
    Em relação ao ensino de LP ― Língua Portuguesa ― nas escolas, desde antes de me tornar professora, eu já ouvia falar sobre as deficiências e os desafios da área. O último SAEB ― Sistema de Avaliação do Ensino Básico ― traz alguns dados muito interessantes para podermos dimensionar essas referidas deficiências e desafios. Um deles é sobre o INAF ― Indicador de Alfabetismo Funcional, em que destacou-se que 71% da população brasileira, entre 15 a 64 anos, é considerada funcionalmente alfabetizada, entretanto, dentro desse indicador há variações, e o nível considerado proficiente, ou mais alto, é de apenas 12%, “o que significa que são capazes de elaborar textos de diferentes tipos e de interpretar tabelas e gráficos” (SAEB, 2021), número muito aquém do esperado.

    Quanto ao nível de aprendizagem adequado em LP, ou seja, aquela aprendizagem esperada no referido ano de estudo, em todos os estados brasileiros há bastante defasagem, sendo que o estado mais próximo de 50% de adequação é o Ceará, com 48% (SAEB, 2021). Ou seja, os déficits certamente se refletem na escrita, na leitura e interpretação textual não só nas aulas de português, mas em todas as disciplinas e fora do contexto escolar.

    Ainda sobre esse índice, a porcentagem de estudantes de escolas públicas difere bastante em relação aos de escolas privadas: no 9o ano do ensino fundamental, a porcentagem de adequação de LP em escolas privadas é de 70,4% contra 35,9% das escolas públicas; e no terceiro ano do ensino médio, fica em 74,6% nas primeiras e 31% nessas últimas.

    Quanto aos dados sobre ansiedade e depressão, tivemos o agravante da pandemia de covid-19, que fez eclodir os números alarmantes entre crianças e jovens estudantes no país. Apenas no estado de São Paulo, um mapeamento feito pela Secretaria Estadual de Educação mostrou que 69% dos estudantes possuem sintomas de uma das duas doenças citadas, no ano de 2022 (publicado no G1). Além disso, há aquelas emoções relacionadas ao medo, desinteresse e vergonha para aprender em sala de aula.

    Nesse sentido, vejo que o ensino de LP possui um papel bastante opressor que se perpetua e nos desconectam dos estudantes de qualquer idade, renda, raça/cor ou localidade. Foi pensando na junção dessas problemáticas que resolvi disponibilizar o curso básico Português com Emoção de forma gratuita. É um curso autogerenciado pela pessoa interessada em reforçar seus conhecimentos e aprendizados de língua portuguesa, além de poder acessar transversalmente o tema da educação emocional, algo tão necessário – e ainda longe da realidade nas escolas brasileiras, especialmente as públicas.

    Obviamente, esse curso não tem a audaciosa pretensão de resolver os problemas emocionais das pessoas, mas sim ajudar a garantir que é possível ressignificar a sua relação com a língua portuguesa, ao mesmo tempo em que busca rememorar temas importantes da área e se reconhecer como sujeito responsável pelo seu processo formativo, pois “estudar é para a vida toda”, seja dentro ou fora da escola formal. Assim sendo, desejo a todas as pessoas dispostas a entrar nessa aventura, uma ótima jornada.

    Referências:
    GOVERNO FEDERAL. Desempenho em língua portuguesa é desafio para os próximos anos. Disponível em: https://www.gov.br/inep/pt-br/assuntos/noticias/saeb/desempenho-em-lingua-portuguesa-e-desafio-para-proximos-anos. Acesso em 24 jul. 2024.

    ANUÁRIO BRASILEIRO DA EDUCAÇÃO BÁSICA. 10a ed. Disponível em: https://www.moderna.com.br/anuario-educacao-basica/2021/index.html. Acesso em 24 jul. 2024.

    CARRANÇA, Thaís. Crise de saúde mental nas escolas: ‘Alunos estão deprimidos, ansiosos, em luto e faltam psicólogos’. BBC Neus. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2022/08/25/crise-de-saude-mental-nas-escolas-alunos-estao-deprimidos-ansiosos-em-luto-e-faltam-psicologos.ghtml. Acesso em 24 jul. 2024.

    *Texto elaborado e disponibilizado no curso Português com Emoção.

  • Por que escrever é tão difícil?

    Se você concorda com o título desta postagem, pode ter certeza de que não está sozinha/o. Faça o teste: na sua família, grupo de amigos ou no trabalho pergunte para, no mínimo, dez pessoas: “quem gosta de escrever?”. Tenho certeza que os resultados serão abaixo de 40%, e estou sendo otimista, hein!

    Acontece que, seja na vida acadêmica ou profissional, a escrita é parte primordial de todas as relações e processos. Logo, você irá precisar lidar com o assunto antes que isso se torne o seu maior pesadelo.

    Eu não sei se você veio de uma educação escolar traumatizante, principalmente das aulas de português, onde acreditou que “não sabe falar o português corretamente” ou “o português é difícil” e isso acabou se perpetuando em todas as áreas da sua vida, afinal, “todo mundo diz isso”. E, então, você vê aquelas pessoas que “sabem falar ou escrever bem”, e muitas delas se consideram “superiores” e são até “metidas”, o que te traz ainda mais antipatia pela escrita da língua, não?

    Mas eu gostaria de te dizer que escrever não precisa ser um bicho de sete cabeças, não! É claro que vai exigir um pouco de trabalho da sua parte. Só que o mais importante é você ter a clareza do que pretende dizer e porque, para quem irá dizer, como e quando vai dizer e quais recursos linguísticos e extralinguísticos vai precisar para transmitir sua mensagem. Então, antes de começar seu texto, responde essas questões. Se fizer, me conta como foi a experiência.

    Para quem está na fase da escrita de TCC, dissertação ou tese, fiz um compilado de dicas de escrita e outras relacionadas ao processo de pesquisa acadêmica. Sim, no e-book “Manual básico de escrita formal para textão acadêmico e outras dicas salva-vidas”, embora o título seja mais longo que as tranças da Rapunzel, o conteúdo é enxuto e objetivo. Você não vai precisar ficar decorando regras gramaticais; são dicas básicas para te ajudar a escrever e ainda fiz um checklist para revisar o seu próprio texto.

    Já se você está na vida profissional e/ou acadêmica, seja ensino médio, técnico ou superior, e precisa desenvolver mais seus dotes de escrita formal, existe a opção de consultoria de escrita com análise e correção textual. Ou, ainda, aproveite que a promoção de verão está com até 50% de desconto nas mentorias educacionais!

    A verdade é que você não precisa sofrer sozinha/o o seu processo de escrita. Conte com uma profissional que já passou por diversas experiências e tem a formação especializada para te ajudar, além de estar disposta a ouvir suas emoções e sentimentos sobre o ato de escrever! Conte comigo!

  • Vai escrever um TCC? Confere essas dicas!

    Eis que chega a reta final do seu curso de graduação, e você precisa apresentar um trabalho escrito relacionado a algum tema para completar seu percurso de aprendizado e ganhar um diploma. Então, bate o desespero! Quem nunca perdeu, pelo menos, meia hora se debatendo em emoções de medo e insegurança quando chega o momento do tão temido TCC?!

    Escrever um TCC, assim como tudo na vida, envolve muitas emoções além da parte técnica do processo de estudos. Para garantir que esta fase seja mais tranquila, é necessário uma pitada de autoconhecimento e muita inteligência emocional. Por isso, criei o curso Estudar com Emoção, que pode te ajudar tanto na parte técnica da escrita e estrutura de um gênero textual acadêmico quanto na parte terapêutica, aliando algumas técnicas para aplicar durante a jornada. 

     

    Uma das primeiras dicas que dou para esta etapa é: escolha um tema que ressoe no seu coração! “Ah, como assim, Carla? Eu estudo sobre o cimento de uma obra, e como isso vai ressoar no meu coração?”. Oras, tudo tem valor neste mundo! Mesmo aquelas coisas que aparentemente podemos não ver sentido cumprem o seu papel num contexto maior. Logo, escolher algo que ressoe com o seu coração é, de fato, colocar o seu amor naquilo que faz. Às vezes, lavar uma louça pode expressar o amor, concorda? Se eu pensar que aquele prato irá servir para colocar o meu alimento favorito, que foi preparado especialmente pra mim, tudo muda de perspectiva… Amplie o seu olhar sobre sua pesquisa e se conecte com ela amorosamente. Isso fará toda a diferença ao longo do processo. Além disso, essa relação pode durar muito mais que seis meses, já que muitas pessoas optam por seguir o mesmo tema ao longo da pós-graduação, embora isso não seja obrigatório.

    A segunda dica é saber quem vai andar contigo nesta caminhada, ou seja, conhecer a pessoa que vai te orientar. Ao longo do nosso curso nos identificamos mais com alguns professores do que outros, mas será que a linha de pesquisa desta pessoa é algo com que você se identifica? Na altura da escrita do TCC você já deve ter em mente os temas que mais gosta, e consequentemente saberá qual professor ou professora poderá te orientar. Em alguns cursos, você pode escolher o orientador, mas isso varia. Procure se  informar na secretaria ou mesmo com colegas e professores como funciona no seu caso.

    A terceira dica é conhecer a estrutura e a linguagem de um texto acadêmico. Sim, existem detalhes técnicos que você precisa dominar, e a linguagem é primordial! Aqui você pode encontrar o bloqueio emocional de, por exemplo, não gostar de escrever. No entanto, você precisa escrever! Para isso, uma consultoria terapêutica de escrita pode te ajudar. E no curso Estudar com Emoção apresento algumas técnicas que também estarão ao seu lado para amenizar este problema.

    A quarta e última dica é ler, escrever, reler e reescrever. Isso mesmo! Escrita envolve leitura e vice-versa. Leia textos relacionados ao seu tema, mas esses devem ser textos de qualidade. Além disso, quando lemos gêneros textuais acadêmicos já vamos, inconscientemente, incorporando estas técnicas na nossa escrita. 

    Escrever um texto longo dá trabalho, sim! Mas você deve se lembrar de todo o caminho que percorreu para chegar até este ponto. Não deixe de se parabenizar por estar finalizando um momento de grande aprendizado em sua vida, e vibrar as emoções positivas que tudo isso te trouxe. Para as partes técnicas existem técnicas que devem ser seguidas, e estão à disposição no “oráculo” Google; pesquise. É claro, também, que você deve pesquisar profissionais qualificados e de confiança para te auxiliar.

    Lembre-se que a vida não vai parar para que você escreva, e tampouco isso é o fim do mundo. Basta um pouco de disposição e autoconhecimento para que você crie um trabalho que irá, com certeza, ajudar outras pessoas mais adiante. Acredite no seu potencial (não, isso não é um clichê!).

    Se você quer algumas dicas para lidar com suas emoções e escrever seu texto, acesse a minha playlist Estudar com Emoção no meu canal do YouTube, ou me envie uma mensagem.

     

     

  • A história do curso TCC com Emoção

    1- Como surgiu o curso TCC com Emoção?

    Desde o ano de 2020, sentia o desejo de criar um projeto que ajudasse as pessoas em seus processos de escrita, pois vi muita gente adoecer durante essa fase da vida acadêmica. O curso TCC é resultado do combo de minhas experiências enquanto estudante, revisora de textos, professora e terapeuta holística.

    Como estudante, tive doze anos desafiadores para me tornar pesquisadora entre graduação e pós. A verdade é que ninguém nos ensina a estudar! E aprendi a duras penas que é preciso ter uma metodologia e um planejamento de estudos para que sejamos, de fato, produtivos. 

    Como revisora de textos desde 2008, diversas pessoas queriam que eu desse um serviço a mais do que apenas a revisão textual estrutural: elas queriam a minha opinião sobre o texto, pois esse é um dos maiores problemas que a pessoa pesquisadora enfrenta. Ela se sente solitária na escrita e carece de um feedback que, às vezes, nem o próprio orientador lhe dá. 

    Enquanto professora de português, sempre gostei de dar uns pitacos nos processos de aprendizagem, é claro, o que me fez agregar a consultoria, já que mesmo que eu não entenda do conteúdo que a pessoa estuda, posso trazer um olhar mais amplo e dialogar com o texto do autor, se for o caso. 

    Já como terapeuta, percebi que poderia aliar a minha experiência técnica específica da área de Letras ao caráter holístico das terapias com as quais trabalho, pois elas consideram a pessoa em seu todo: físico, emocional, mental e espiritual. Além disso, colocar a inteligência emocional como fio condutor de toda essa fase ajuda a pessoa a se conhecer melhor, podendo auxiliá-la não apenas nesta, mas em todas as áreas de sua vida.

    Um trabalho acadêmico não é apenas uma sequência de protocolos técnicos a serem seguidos. Existe um ser complexo e completo ali, e com ele outras pessoas que se inter-relacionam durante toda essa jornada. É nessa fase que surgem os medos, os traumas, as ansiedades e até mesmo a depressão, que podem afetar não apenas a conclusão de um curso, mas toda a vida da pessoa.

     

    2- Qual é o objetivo do curso TCC com Emoção?

    Esse curso pretende ajudar as pessoas que estão em fase de escrita de TCC – Trabalho de Conclusão de Curso, dissertação ou tese. Muitas vezes, o processo de pesquisa e escrita é muito solitário, o que acaba afetando as emoções e o lado mental da pessoa. As aulas do curso são bate-papos expositivos com função dialógica, pois certamente irão despertar na pessoa momentos de empatia e reflexão, propiciando a autoescuta e auto-observação sobre seus estudos e, principalmente, suas emoções. Além da parte de consultoria terapêutica, há aulas técnicas específicas sobre a escrita acadêmica, além de dicas de sites e materiais complementares que auxiliam nas diferentes etapas da pesquisa.

     

    3- Qual é o público-alvo do curso TCC com Emoção?

    Estudantes em término de graduação, com escrita inicial ou intermediária de TCC; e estudantes em fase inicial, ou seja, antes da qualificação de banca, de mestrado ou doutorado que possuam problemas com a escrita formal. Quem já passou da fase da qualificação, pode fazer uma consultoria personalizada, caso deseje.

     

    4- Para quem não é este curso?

    Para pessoas que tenham desconfiança em relação a trabalhos terapêuticos complementares, pois embora tenha a parte técnica da escrita, o curso todo é permeado pelo trabalho holístico. Pra mim, tudo está interligado. Porém, se a pessoa não se sente à vontade com estes temas, não é obrigada a fazer um curso que os abordam. Sei que no universo mental-acadêmico ainda há muita resistência e até mesmo preconceito com isso. E o que faço é uma espécie de junção entre as duas áreas: a totalmente mental-racional com a emocional-holística. 

     

    5- Como é a estrutura do curso TCC com Emoção?

    O curso está dividido em doze módulos, sendo um deles totalmente focado em técnicas terapêuticas com dicas de respiração consciente; técnica de ancoramento para os estudos, pois devemos olhar para esse momento como um ritual; meditação de conexão ou reconexão com a pesquisa; ho’oponopono para os estudos; diário terapêutico e envio da terapia reiki à distância. 

    Há duas aulas bem técnicas focadas na escrita acadêmica e na estrutura textual do parágrafo, com coerência e coesão. Outra aula específica que faz a pessoa refletir sobre onde ela se encontra e quais os passos que deve dar antes de iniciar a escrita, com dicas de sites e planejamento diário. Durante todo o tempo, as emoções são norteadoras, por isso, falo bastante sobre inteligência emocional para incentivar a pessoa a se olhar e se reconhecer enquanto sujeito de emoções e pensamentos que afetam tudo aquilo que faz.

    As últimas aulas focam no processo de revisão, pois a escrita opera num tripé: leitura – escrita – reescrita. Também dou dicas de sites para revisão textual, embora essas não substituam uma RT personalizada, mas cada caso é um caso. Há uma aula com dicas específicas para a apresentação oral para a banca, pois na maioria das vezes esquecemos que esta parte é muito importante no nosso processo de aprendizagem e desenvolvimento linguístico-formal. 

     

    6- Deixe um recado para quem está em dúvida se o curso irá lhe servir?

    Acredito que a própria dúvida já indique algo. Não creio em acasos, mas a pessoa pode verificar se o produto lhe serve. Como já disse, penso que o curso irá ajudar para além do processo de escrita acadêmica, pois não deixa de ser um momento de autoacolhimento e, principalmente, incentivo ao autoconhecimento através da inteligência emocional. Aguardo ansiosamente as opiniões das pessoas que fizerem o curso, para que eu possa me aprimorar cada vez mais nesta troca de conhecimentos e aprendizados. Gratidão!

     

     

  • Como controlar a ansiedade durante as provas de vestibular?

    Poderíamos dizer que essa é a pergunta-chave para todas as pessoas que se preparam durante muito tempo, às vezes até anos, para realizar dois ou três dias de maratona de provas intensas com o objetivo óbvio de passarem no curso escolhido e, desse modo, garantirem seu “futuro profissional”. 

    Estudos realizados em 2020 comprovam que “41,4% dos jovens em fase pré-vestibular desenvolvem transtorno de ansiedade generalizada – TAG , com sintomas de ansiedade, preocupação excessiva e dificuldade de concentração”, sem contar aquelas pessoas que apresentam transtornos depressivos em decorrência dos estudos (Leia mais em Guia do Estudante, 2021).

    A grande questão é a seguinte: é possível estar relaxado durante as várias horas de provas? Eu tenho uma boa notícia: sim, com a terapia reiki você pode conseguir este e outros benefícios, exceto o milagre de te fazer passar se não estudou! Além disso, você pode aprender exercícios de respiração consciente, ter uma alimentação adequada e um sono reparador, pois esses hábitos fazem parte dos cuidados que podem ajudar antes e durante o período das provas.

    Ansiedade, preocupação, impaciência, raiva, competitividade e medo são as principais emoções que permeiam o dia a dia de uma pessoa que está se preparando para vestibular ou para concursos públicos. E quando as datas dos exames estão chegando, o quadro pode generalizar. 

    Em primeiro lugar, é preciso reconhecer e assumir o que estamos sentindo, olhando para nós mesmos com inteligência emocional. Em seguida, se for o caso, podemos buscar ajuda profissional. Existem psicólogos e programas especialistas para essa fase de orientação de carreira, e alguns atendem gratuitamente. 

    O ato de estudar é um grande desafio para a maioria de nós. Durante minha formação em licenciatura, discuti inúmeras vezes com colegas as formas como as provas e escolhas seletivas para entrada nas universidades ocorrem; o que pode ser cansativo, causar muita pressão e decidir o rumo da vida de uma pessoa em poucos dias. Eu mesma fiz quatro ou cinco vestibulares para medicina na época em que não tinham cotas, e me sentia “um zero à esquerda” após cada prova que fazia e não passava. Mas o fato é que temos esta realidade e devemos usá-la a nosso favor, não é mesmo? 

    Geralmente, a pessoa em fase de escolher seu futuro profissional está entre seus 17 a 20 e poucos anos, um período em que, convenhamos, ainda estamos aprendendo a lidar com nossos hormônios e toda a estratosfera da sexualidade em nossas vidas, cujos tabus nos desnorteiam. E, em meio a esse turbilhão de sentimentos e emoções, ainda temos que decidir nossa profissão! 

    Precisamos aprender a lidar com os momentos de tensão e estresse, além de saber o que realmente ressoa com nosso coração, já que pode acontecer de a pessoa escolher um curso porque sua família assim quer, mas ela não sente amor por aquele curso. Pesquisar antes sobre a realidade acadêmica e profissional das diversas áreas podem ajudar numa escolha consciente. 

    Uma dica, também, é conversar consigo: escolher um lugar tranquilo em que possa estar sozinho, fechar os olhos, respirar fundo e se imaginar vivendo naquela profissão: isso te deixa feliz ou triste? Qual é a sensação que seu corpo desperta quando está trabalhando? Tem um calorzinho no coração ou não? Quais benefícios, além do dinheiro, que a profissão traz a você? Você se imagina por anos e anos naquela rotina? E ainda, você se imagina estudando, no mínimo, quatro anos para se formar naquela área?

    Se você, que me lê agora, é uma pessoa que irá prestar vestibular para determinado curso e não tem certeza se é isso que quer pra sua vida toda, não se sinta só. Existem várias pessoas no mesmo barco contigo! E digo mais, faça a prova para o curso escolhido agora e se não gostar, você pode, sim, mudar de ideia! Vestibular não é um fim em si mesmo. Há muita vida e muitas opções para além dele.

    Estudar é como um trabalho. Você precisa ter disciplina, foco e atenção para chegar a um objetivo, e esse deve ser claro para que não desista no meio do caminho. Mas durante o processo, a gangorra das emoções não vai te abandonar. Você vai ter dias bons, e outros nem tanto. Quem sabe você acorde num dia a mil, pensando que sua vida será toda maravilhosa naquele curso X; e, de repente, no outro dia você se pergunta: “o que é que eu tô fazendo da minha vida?”. Faz parte do processo.

    Por isso, também é importante trabalhar a sua inteligência emocional. Eu sei que agora você deve estar me achando totalmente sem noção ao dizer que precisa se conhecer melhor, aprender a relaxar e, principalmente, a respirar de forma consciente, mas tudo isso já foi cientificamente comprovado que traz melhoras para todas as áreas da nossa vida. E pode fazer toda a diferença na hora da prova também, viu?!

    Então, chega o dia D: as provas do vestibular. Aqui temos, geralmente, dois cenários possíveis: 

    1º) Você estudou, se preparou, mas não consegue dormir porque está se sentindo ansioso. Durante a prova, sua concentração se dispersa porque a insegurança e a competitividade do processo seletivo fazem com que se sinta assim. Estes detalhes podem influenciar na qualidade de sua prova. 

    2º) Você não estudou e vai fazer a prova, já que pagou, e talvez muitas pessoas ao seu redor estejam te pressionando para saber o resultado. Pode ser que você faça de conta que está tudo certo, que vai arrasar na prova mesmo sem estudar o suficiente. Mas ao sair de lá – quando estiver só consigo mesmo – vai se culpar porque não fez o que deveria. Já passei por ambas as experiências, e nenhuma delas é agradável.

    Uma terceira via é que, com planejamento, dedicação e confiança você se sente mais preparado para aquele momento porque sabe que estudar é um processo, e seu desempenho durante as provas não são uma verdade imutável a respeito da sua inteligência ou competência. Pode ser que você saiba muito dos conteúdos, mas por questões como a ansiedade tenha sua qualidade de concentração reduzida. E pode ser, também, que você precise aprender a se dedicar mais e encarar os estudos com mais responsabilidade.

    Mas se o seu caso é querer ajuda para o momento da prova, a terapia reiki tem surtido bons efeitos em pessoas que a recebem durante o horário das provas em si. Isso porque a energia primordial cósmica canalizada através dos símbolos sintoniza com a energia vital da pessoa, trazendo um relaxamento e bem-estar imediatos, além da concentração e foco. Ao energizar os sete chacras principais, as glândulas a eles relacionadas ativam os hormônios necessários, transmitindo à pessoa uma sensação de tranquilidade e leveza, mesmo em momentos de tensão, como é durante uma prova. Quer saber mais sobre como o reiki pode te ajudar neste e em outros momentos? Baixe aqui o e-book grátis sobre o assunto.

    É claro que você precisa estar preparado para aquele momento, conforme dissemos ao longo do texto. Também,  já é comprovado que não adianta nada querer estudar tudo em cima da hora, mas é uma escolha sua. Caso queira experimentar os benefícios de receber reiki durante suas provas do vestibular, entre em contato comigo e aproveite o desconto  para os vestibulandos da UFSC nesta semana.

    Carla Mello – Consultora de escrita, Professora e Terapeuta Holística.

  • Você sabia que hoje é o Dia do Carteiro?

     

    “Tava com um cara que carimba postais

    E por descuido abriu uma carta que voltou

    Tomou um susto que lhe abriu a boca

    Esse recado veio pra mim, não pro senhor”

    (Marisa Monte, Nando Reis, Carlinhos Brown)

    Quem aí conhece esta música da epígrafe, eternizada pela voz da maravilhosa Cássia Eller? Eu descobri este ano que todo dia 25 de janeiro é comemorado o Dia do Carteiro, pois em 1663 foi criado o Correio-mor no Brasil. Também soube que esses profissionais entregam mais de um milhão de encomendas diariamente no país (TV Brasil, 2021), entre correspondências pessoais/particulares e comerciais.

    O papel dos Correios, e consequentemente dos seus profissionais, é de suma importância para nós, e isso ficou mais uma vez demonstrado durante a pandemia, pois no período em que estávamos totalmente isolados, muitas vezes era a espera de uma encomenda  (ou de comida) que nossas horas de esperança se sintonizavam, não é mesmo?

    Meu irmão trabalhou como carteiro temporário e me contava histórias sobre as relações que as pessoas mantinham com estes profissionais. E sempre que há relações, há muitas emoções envolvidas! Lembro particularmente da história de uma criança que ele dizia que ficava sempre esperando o carteiro passar, e lhe perguntava se tinha uma carta pra ela. Não sei exatamente como ele soube, mas a menina aguardava a carta do pai, que estava privado de liberdade cumprindo pena em algum lugar.

    Muitas pessoas, atualmente, ainda não receberam uma correspondência pessoal via Correios, apenas encomendas de compras via internet ou mesmo as nem sempre bem-vindas cobranças comerciais. Contudo, este outro lado das relações de comunicação via escrita tem, sim, o seu valor. 

    Das gerações passadas, quem nunca esperou o carteiro por dias para receber notícias de um familiar que mora longe, pois telefone era artigo de luxo. E quem aí já teve um namoro via cartas? O que é isso, se comparado aos atuais aplicativos de encontro? E os cartões-postais, os principais souvenires dos viajantes, que transmitiam a certeza de que você foi especialmente lembrado por alguém? São relações afetivas de espaço-tempo de uma época em que a vida passava mais devagar diante de nossos olhos, ao que parece.

    Eu mesma tive algumas experiências marcantes com a comunicação via Correios, e esperava o carteiro passar porque estava sempre à espera de alguma correspondência, fosse particular ou mesmo de estudos, pois lembro que escrevi ofícios (correspondências formais) a alguns reitores de universidades contando um pouco sobre minha trajetória de estudante em escola pública e o quanto, na época, eu desejava fazer vestibular para medicina. Tive respostas da UFSC, da UEL e da UFPR. Logo em seguida, em abril de 2004, me mudei para Florianópolis e fiz o cursinho pré-vestibular comunitário e gratuito da Federal de Santa Catarina.

    Hoje eu escrevo estas linhas para agradecer a todos os profissionais carteiros e carteiras deste Brasilzão, pois são eles que chegam em muitos lugares os quais não fazemos a mínima ideia que existam! É através deles que muitas notícias felizes se espalham, e é por essas pessoas que podemos receber ou enviar afeto em formatos diversos. 

    E se você quiser propagar a onda de emoções positivas através dos Correios, conheça o meu Projeto Poético Poste um cartão-postal e envie amor às pessoas com as quais se importa, pois o que é importante deve ser vivido. 

    Carla Mello