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  • Como controlar a ansiedade durante as provas de vestibular?

    Poderíamos dizer que essa é a pergunta-chave para todas as pessoas que se preparam durante muito tempo, às vezes até anos, para realizar dois ou três dias de maratona de provas intensas com o objetivo óbvio de passarem no curso escolhido e, desse modo, garantirem seu “futuro profissional”. 

    Estudos realizados em 2020 comprovam que “41,4% dos jovens em fase pré-vestibular desenvolvem transtorno de ansiedade generalizada – TAG , com sintomas de ansiedade, preocupação excessiva e dificuldade de concentração”, sem contar aquelas pessoas que apresentam transtornos depressivos em decorrência dos estudos (Leia mais em Guia do Estudante, 2021).

    A grande questão é a seguinte: é possível estar relaxado durante as várias horas de provas? Eu tenho uma boa notícia: sim, com a terapia reiki você pode conseguir este e outros benefícios, exceto o milagre de te fazer passar se não estudou! Além disso, você pode aprender exercícios de respiração consciente, ter uma alimentação adequada e um sono reparador, pois esses hábitos fazem parte dos cuidados que podem ajudar antes e durante o período das provas.

    Ansiedade, preocupação, impaciência, raiva, competitividade e medo são as principais emoções que permeiam o dia a dia de uma pessoa que está se preparando para vestibular ou para concursos públicos. E quando as datas dos exames estão chegando, o quadro pode generalizar. 

    Em primeiro lugar, é preciso reconhecer e assumir o que estamos sentindo, olhando para nós mesmos com inteligência emocional. Em seguida, se for o caso, podemos buscar ajuda profissional. Existem psicólogos e programas especialistas para essa fase de orientação de carreira, e alguns atendem gratuitamente. 

    O ato de estudar é um grande desafio para a maioria de nós. Durante minha formação em licenciatura, discuti inúmeras vezes com colegas as formas como as provas e escolhas seletivas para entrada nas universidades ocorrem; o que pode ser cansativo, causar muita pressão e decidir o rumo da vida de uma pessoa em poucos dias. Eu mesma fiz quatro ou cinco vestibulares para medicina na época em que não tinham cotas, e me sentia “um zero à esquerda” após cada prova que fazia e não passava. Mas o fato é que temos esta realidade e devemos usá-la a nosso favor, não é mesmo? 

    Geralmente, a pessoa em fase de escolher seu futuro profissional está entre seus 17 a 20 e poucos anos, um período em que, convenhamos, ainda estamos aprendendo a lidar com nossos hormônios e toda a estratosfera da sexualidade em nossas vidas, cujos tabus nos desnorteiam. E, em meio a esse turbilhão de sentimentos e emoções, ainda temos que decidir nossa profissão! 

    Precisamos aprender a lidar com os momentos de tensão e estresse, além de saber o que realmente ressoa com nosso coração, já que pode acontecer de a pessoa escolher um curso porque sua família assim quer, mas ela não sente amor por aquele curso. Pesquisar antes sobre a realidade acadêmica e profissional das diversas áreas podem ajudar numa escolha consciente. 

    Uma dica, também, é conversar consigo: escolher um lugar tranquilo em que possa estar sozinho, fechar os olhos, respirar fundo e se imaginar vivendo naquela profissão: isso te deixa feliz ou triste? Qual é a sensação que seu corpo desperta quando está trabalhando? Tem um calorzinho no coração ou não? Quais benefícios, além do dinheiro, que a profissão traz a você? Você se imagina por anos e anos naquela rotina? E ainda, você se imagina estudando, no mínimo, quatro anos para se formar naquela área?

    Se você, que me lê agora, é uma pessoa que irá prestar vestibular para determinado curso e não tem certeza se é isso que quer pra sua vida toda, não se sinta só. Existem várias pessoas no mesmo barco contigo! E digo mais, faça a prova para o curso escolhido agora e se não gostar, você pode, sim, mudar de ideia! Vestibular não é um fim em si mesmo. Há muita vida e muitas opções para além dele.

    Estudar é como um trabalho. Você precisa ter disciplina, foco e atenção para chegar a um objetivo, e esse deve ser claro para que não desista no meio do caminho. Mas durante o processo, a gangorra das emoções não vai te abandonar. Você vai ter dias bons, e outros nem tanto. Quem sabe você acorde num dia a mil, pensando que sua vida será toda maravilhosa naquele curso X; e, de repente, no outro dia você se pergunta: “o que é que eu tô fazendo da minha vida?”. Faz parte do processo.

    Por isso, também é importante trabalhar a sua inteligência emocional. Eu sei que agora você deve estar me achando totalmente sem noção ao dizer que precisa se conhecer melhor, aprender a relaxar e, principalmente, a respirar de forma consciente, mas tudo isso já foi cientificamente comprovado que traz melhoras para todas as áreas da nossa vida. E pode fazer toda a diferença na hora da prova também, viu?!

    Então, chega o dia D: as provas do vestibular. Aqui temos, geralmente, dois cenários possíveis: 

    1º) Você estudou, se preparou, mas não consegue dormir porque está se sentindo ansioso. Durante a prova, sua concentração se dispersa porque a insegurança e a competitividade do processo seletivo fazem com que se sinta assim. Estes detalhes podem influenciar na qualidade de sua prova. 

    2º) Você não estudou e vai fazer a prova, já que pagou, e talvez muitas pessoas ao seu redor estejam te pressionando para saber o resultado. Pode ser que você faça de conta que está tudo certo, que vai arrasar na prova mesmo sem estudar o suficiente. Mas ao sair de lá – quando estiver só consigo mesmo – vai se culpar porque não fez o que deveria. Já passei por ambas as experiências, e nenhuma delas é agradável.

    Uma terceira via é que, com planejamento, dedicação e confiança você se sente mais preparado para aquele momento porque sabe que estudar é um processo, e seu desempenho durante as provas não são uma verdade imutável a respeito da sua inteligência ou competência. Pode ser que você saiba muito dos conteúdos, mas por questões como a ansiedade tenha sua qualidade de concentração reduzida. E pode ser, também, que você precise aprender a se dedicar mais e encarar os estudos com mais responsabilidade.

    Mas se o seu caso é querer ajuda para o momento da prova, a terapia reiki tem surtido bons efeitos em pessoas que a recebem durante o horário das provas em si. Isso porque a energia primordial cósmica canalizada através dos símbolos sintoniza com a energia vital da pessoa, trazendo um relaxamento e bem-estar imediatos, além da concentração e foco. Ao energizar os sete chacras principais, as glândulas a eles relacionadas ativam os hormônios necessários, transmitindo à pessoa uma sensação de tranquilidade e leveza, mesmo em momentos de tensão, como é durante uma prova. Quer saber mais sobre como o reiki pode te ajudar neste e em outros momentos? Baixe aqui o e-book grátis sobre o assunto.

    É claro que você precisa estar preparado para aquele momento, conforme dissemos ao longo do texto. Também,  já é comprovado que não adianta nada querer estudar tudo em cima da hora, mas é uma escolha sua. Caso queira experimentar os benefícios de receber reiki durante suas provas do vestibular, entre em contato comigo e aproveite o desconto  para os vestibulandos da UFSC nesta semana.

    Carla Mello – Consultora de escrita, Professora e Terapeuta Holística.

  • Janeiro Branco: o que eu tenho a ver com isso?

    “Precisamos resolver nossos monstros secretos, nossas feridas clandestinas, nossa insanidade oculta.” (Michel Foucault) 


    A campanha “Janeiro Branco” foi criada por psicólogos de Uberlândia, Minas Gerais, em 2014, inspirada nas campanhas nacionais como “Outubro Rosa” e “Novembro Azul”, com a finalidade de promover ações como palestras, cursos etc. e difundir uma cultura de saúde mental no país. E em meio a tantos tabus e desinformações em pleno século XXI, esse tema ainda precisa ser melhor compreendido. 
    Quando se fala em saúde mental, é muito provável que venha à memória a loucura e tantos personagens famosos, ou mesmo pessoas próximas a nós, das quais dizemos que “são loucas”, “louquinhas”, “fora da casinha” etc. Muitas pessoas possuem pré-conceitos sobre o tema e ignoram os sinais que estão tendo em relação a algum desequilíbrio no campo mental, porque saúde não se trata apenas de ausência de doença, mas sim de bem-estar e harmonia. 
    Michel Foucault nos fez um favor incrível ao trazer em seu livro a “História da Loucura” uma abordagem que aponta os discursos que se produziram a respeito do tema ao longo dos séculos. E quando se trata de discurso, há sempre alguém que fala algo sobre e a partir das suas experiências e seus próprios pontos de vista, logo, o interlocutor traz as suas visões de mundo sobre aquele tema, resultando em maior ou menor relação DE poder e COM o poder vigente, partindo do seu lugar de fala. 
    Assim sendo, por muito tempo quem tinha o poder de definir sobre sanidade ou insanidade mental era o psiquiatra ou as instituições similares. Mas sabemos que isso trouxe consequências drásticas para as vidas de muitas pessoas, como as internações compulsórias em instituições antigamente conhecidas como “manicômios”, ou as lobotomias que eram utilizadas em quadros de esquizofrenia. Mas a minha intenção aqui não é aprofundar os estudos sobre Foucault nem os estudos sobre “loucura”, pois isso inúmeras pessoas especialistas da área o fizeram, e recomendo fortemente a leitura da própria obra de Foucault para conhecer melhor o panorama geral, ou pesquisar sobre o Hospital Colônia de Barbacena, em MG, só pra se ter uma noção básica do tamanho da complexidade disso tudo. 
    Fato é que a saúde mental vai muito além do binômio loucura versus razão. Vou falar, então, a partir de um olhar holístico que venho estudando nos últimos três anos, pois como já dizia Hipócrates: “mente sã, corpo são”. E as medicinas milenares, como a ayurvédica e a chinesa, sempre estiveram tratando do todo ao invés de apenas as partes, como acontece comumente na medicina ocidental convencional. É preciso tratar as causas em si para eliminar os sintomas (doenças) de uma vez por todas. É preciso tomar consciência para se curar do que quer que seja. 
    Pelo viés holístico, nós temos sete corpos (ou, se preferir, campos), e cada um deles encontra-se ligado a um dos sete principais chacras, esses que são vórtices energéticos localizados ao longo da nossa coluna vertebral e relacionados a glândulas e órgãos específicos. Os três chacras inferiores são ligados ao corpo físico e duplo-etérico (primeiro chacra ou chacra raiz, na base da coluna); ao corpo emocional (segundo chacra ou sexual, abaixo do umbigo); e ao corpo mental (terceiro chacra ou plexo solar, perto do estômago). Os chacras não são visíveis a olho nu, mas quem possui a clarividência desenvolvida consegue enxergá-los, e até mesmo seus pontos de bloqueio. Cada um dos chacras relaciona-se com determinadas emoções, padrões de pensamento e as doenças físicas podem apontar em qual chacra há desequilíbrio. 
    A energia que mantém nossa vitalidade é conhecida como Qi ou Ki (energia vital), e uma parcela dela nos é dada pelas energias de nossos pais, quando na ocasião de nossa concepção, chamada na MTC (Medicina Tradicional Chinesa) de “Jin Qi”; e outra parte dela é adquirida constantemente através da respiração, dos alimentos e bebidas que ingerimos, de um sono reparador, e principalmente de nossos pensamentos e emoções. 
    Tudo o que há é permeado por um campo eletromagnético que emana e atrai energias. Nossos pensamentos e emoções também possuem energia e criam formas invisíveis que se refletem em nossa qualidade de vida, por isso a máxima “semelhante atrai semelhante” foi propagada por Samuel Hahnnemann, criador da homeopatia, mas antes dele as próprias ciências da física e química comprovam isso através de experimentos variados. Saúde e doença, a exemplo da loucura, possuem diferentes olhares e discursos a depender do contexto, da cultura e do período histórico ao qual observamos. Por exemplo, atualmente estamos vivenciando uma pandemia, porém, se a maioria de nós que não teve Covid-19 não significa que não tenhamos tido outras doenças colaterais advindas deste quadro social ou mesmo de outros contextos anteriores. Desse modo, em maior ou menor grau podemos estar saudáveis ou não: perceba como está seu corpo físico, sua alimentação e seu sono? E o seu emocional? E o seu mental? E, ainda, você cuida do espiritual? Você pode dizer que está cem por cento saudável? 
    É importante, também, entender que se estamos com um problema no campo físico é preciso tratarmos o físico; se for emocional, devemos cuidar do lado emocional; e se for mental, devemos nos ater ao campo mental. Obviamente que todos estão interligados e as mudanças que acontecem em um afeta todos os outros, ainda mais em tratamentos holísticos. É por isso que é importante termos um acompanhamento holístico a respeito de nossas dores e doenças, agindo em conjunto com a medicina convencional. 
    Para prevenir doenças, sejam elas físicas, mentais, espirituais ou emocionais devemos cuidar, em primeiro lugar, da nossa energia vital (ki) e seus desdobramentos. Ou seja, autocuidado e autoconhecimento me permitirão saber que tipos de alimentos meu corpo e minha mente precisam, quanto tempo preciso dormir, quais emoções me “tiram” energia, quais pensamentos atrapalham meu sono etc. Além disso, o reiki pode ajudar de maneira eficaz e beneficiar todas as áreas da nossa vida. Saiba mais no meu e-book sobre o tema. 
    Agora, se já estou doente, devo procurar um clínico geral ou psiquiatra, ou psicólogo, e conjuntamente posso optar por fazer um tratamento complementar, integrativo e natural com as terapias holísticas. Mas, nesta dimensão, este último não deverá substituir o primeiro, e sim andar junto daquele; ou ser preventivo para não se chegar àquele, já que pode auxiliar no autoconhecimento e harmonizar seu campo energético alinhando os chacras, a exemplo do já referido reiki, da radiestesia, da cromoterapia etc. 
    A ansiedade e a depressão, dois grandes males deste século, mostram a interconexão dos campos mental e emocional da pessoa, o que exige um tratamento profundo, sério e cuidadoso. Não é “fraqueza” reconhecer que precisa de ajuda. Se você precisa ir ao médico, seja um clínico geral, psicólogo ou psiquiatra, não deixe para amanhã! Faça algo por você mesmo agora. Saúde mental não é mimimi. Peça ajuda, pois você é um ser único no Universo e precisa saber disso! Sua passagem na Terra não é por acaso. 
    Vamos juntos difundir uma cultura de saúde mental e emocional para, assim, construirmos uma sociedade realmente saudável, alegre, fraterna e empática. Que não apenas em janeiro, mas em todos os meses possamos nos colocar na lista de prioridades para o autocuidado. Também, existem diversas opções de atividades que não são terapias, mas são terapêuticas, como ouvir uma música agradável, estar perto da natureza, ter crianças ou animais por perto, meditar, entre outras. Você sabe quais são as suas favoritas? Descubra e aproveite. E não esqueça de respirar! 
    Se você quer saber se posso te ajudar, me envie uma mensagem. 

    Carla Mello – Terapeuta Reiki e Psicoterapeuta Holística