Esta foi uma das perguntas que mais me fiz durante muitos anos desde 2012, quando comecei a fazer tratamentos terapêuticos ditos “alternativos” e complementares. Como sempre digo, as portas se abriram pra mim pelo reiki, mas além deste método muitas outras práticas foram experienciadas e contribuíram para me tornar a pessoa que sou hoje, ou seja, uma terapeuta holística em busca da expansão de consciência.
Eu era uma pessoa muito cética em relação a qualquer coisa que não fosse “oficial, convencional e cientificamente comprovada”. Porém, um lado meu sempre optou por dar crédito a pensamentos diferentes dos meus. Quem sabe isso tenha a ver com minha tolerância libriana, sempre vendo os dois lados da situação, a justa balança. O bom é que essa flexibilidade me abriu portas e portais em todas as áreas da minha vida.
Pois bem, voltemos ao caso das terapias holísticas. Conforme contei na minha história com o reiki, eu usufruí por anos de diversas práticas integrativas e complementares oferecidas gratuitamente no Projeto Amanhecer da UFSC. Reiki e florais de Bach foram certamente as mais utilizadas, mas também teve yoga, psicoterapia, hipnose, regressão, meditação, astrologia, arteterapia, aromaterapia, reflexologia, constelação familiar, mindfulness e outras. Foram muitas pessoas maravilhosas que já não lembro os nomes que colaboraram trazendo inúmeros benefícios para minha vida.
Na época, tudo o que eu queria era me livrar daquelas crises infinitas de ansiedade, portanto, toda e qualquer prática que me dissessem que iria me ajudar eu experimentava, mesmo que minha mente racional duvidasse. E todas elas tiveram suas funcionalidades e resultados, algumas percebidas mais rapidamente, outras sentidas ao longo do caminho, algumas ainda reverberando até hoje.
Contudo, atualmente percebo o quanto eu estava numa “zona de conforto” fazendo todas essas terapias mês após mês: eu só queria que elas me trouxessem o alívio que eu precisava para aquele momento; eram elas que deveriam resolver os meus problemas. Mas bastava algum problema maior surgir e pronto, lá estavam de novo as crises de ansiedade, os problemas de respiração, a insônia etc.
O fato é que eu estava, ainda, evitando ao máximo olhar para dentro de mim mesma e depositando nas técnicas terapêuticas toda a responsabilidade sobre meus fardos. Por outro lado, de um modo ou de outro todas essas experiências estavam agregando em mim formas de conhecimento e aprendizados que me fizeram dar saltos quânticos no momento em que comecei a me permitir tais mudanças.
Mas não foi uma nem duas vezes que me questionei: “ah, mas essa terapia não tá funcionando!”; ou, “este terapeuta não é bom o bastante”. E tenho certeza de que muitas pessoas se identificam com esses pensamentos, pois falamos assim também dos médicos convencionais: “nossa! aquele médico é ruim, pois ele não me curou”.
O que há por trás disso é a ilusão que alimentamos inconscientemente de que as respostas estarão fora de nós, de que é o outro que deve resolver os meus problemas! E não se trata aqui de isentar os profissionais de suas competências, pois há, sim, diferentes tipos e níveis de conhecimento que as pessoas disponibilizam em seus trabalhos. A grande questão é que se torna muito cômodo evitar fazer a parte que me cabe no processo, não é verdade? Estamos sempre à espera de milagres ou de fórmulas mágicas para resolverem nossos B.Os.
Obviamente, alguns de nós irão se identificar mais com uma prática do que com outras; mais com uma pessoa terapeuta do que outra, por diversos motivos conscientes ou inconscientes. Todavia, o terapeuta ou o médico é apenas um mediador no nosso processo de cura. A cura é algo mais complexo do que simplesmente fazer um tratamento ou aplicar uma técnica. O tratamento deve, sim, ser feito à risca. As vacinas devem, sim, serem tomadas. Os remédios devem, sim, serem administrados nos devidos horários e período de tempo indicado.
Mas assim como não basta tratar apenas dos efeitos, as causas estão mais abaixo da superfície que podemos ou queremos ver. Também não é um caminho muito claro, pois cada pessoa é única e as experiências que eu passei não são as que você passou ou irá passar.
Pra mim, é nesta parte que reside a beleza da vida que o Todo nos permite viver neste planeta: cada pessoa sente, vê, ouve e vive a partir de si mesma, única e exclusivamente incorporando a sua assinatura energética em tudo que pensa, sente ou faz.
E, se as terapias holísticas funcionam? Ora, sim, elas funcionam, e são o caminho que pavimentam a estrada de nossa conscientização da vida para além do prisma materialista ao qual estamos acostumados. Mas cabe a você, como ser único que é, querer viver isso ou outra experiência que queira. O importante é que viva e encontre o Amor.
Se você quer saber se posso te ajudar com as terapias holísticas, me envie uma mensagem.
Carla Mello – Terapeuta Reiki e Psicoterapeuta Holística